O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) neste domingo (25), após denunciar problemas na circulação de ônibus na capital paulista durante o segundo turno das eleições. A legenda afirma que apenas 60% da frota estaria em operação, apesar de uma determinação judicial para que 100% dos veículos previstos para dias úteis estivessem disponíveis à população.
A notificação foi encaminhada à Justiça Eleitoral pelo presidente estadual do PT, Kiko Celeguim. Segundo o partido, moradores de diferentes bairros das zonas leste e norte enfrentavam dificuldades para chegar aos locais de votação, com relatos de espera de quase uma hora nos pontos de ônibus.
Diante da situação, a legenda pediu a regularização imediata do transporte coletivo, a extensão do horário de votação nas regiões mais afetadas e a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.
Justiça havia determinado operação integral da frota
A determinação para disponibilizar 100% da frota de ônibus foi expedida no sábado (24). A decisão estabeleceu que a cidade mantivesse uma quantidade de veículos equivalente à utilizada em dias úteis regulares, com o objetivo de garantir o deslocamento dos eleitores durante a votação.
O PT sustenta que a operação estaria funcionando com a frota habitual de sábado, estimada pelo partido em 60% da capacidade prevista. A legenda solicitou que a prefeitura e a São Paulo Transporte (SPTrans) adotassem providências para restabelecer o serviço integral.
A representação também pede a apresentação de informações sobre a circulação dos veículos, com dados detalhados por região e empresa operadora, para verificar o cumprimento da ordem judicial.
Prefeitura aponta dificuldades para ampliar a operação
Em manifestação sobre o caso, a Prefeitura de São Paulo informou que recebeu a notificação do TRE-SP no sábado e que a SPTrans comunicou a determinação às concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade.
Segundo a administração municipal, a ampliação da frota em prazo reduzido exigiu mudanças nas escalas de trabalho e nas rotinas previamente organizadas pelas empresas de transporte.
A prefeitura afirmou que cumpriria a determinação judicial, embora tenha questionado o momento em que a decisão foi tomada. A gestão também argumentou que o planejamento para o segundo turno havia sido organizado com antecedência, seguindo o modelo utilizado no primeiro turno.
TRE-SP orienta eleitores a denunciar dificuldades
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que, até aquele momento, não havia recebido relatos de situações que comprometessem o exercício do voto. O órgão declarou que a eleição transcorria normalmente e que os eleitores estavam chegando às respectivas seções eleitorais.
O tribunal orientou que pessoas que enfrentassem dificuldades para acessar os locais de votação encaminhassem denúncias ao Ministério Público Eleitoral.
A discussão sobre a oferta de transporte ocorre em um dia decisivo para a eleição presidencial. A disponibilidade de ônibus é uma questão relevante para garantir o deslocamento dos eleitores, especialmente daqueles que dependem do transporte público para chegar às seções eleitorais.







