O Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, condenou cinco acusados pela morte de dez integrantes de uma mesma família, em um dos crimes mais brutais já registrados na capital do país. As penas somadas ultrapassam 1.200 anos de prisão.
O caso, que ficou conhecido como a maior chacina da história do DF, ocorreu entre o fim de 2022 e o início de 2023. As investigações apontaram que os assassinatos foram planejados com o objetivo de tomar posse de uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões, além de outros bens das vítimas.
Segundo a decisão judicial, os réus foram condenados por uma série de crimes, incluindo homicídios qualificados, sequestro, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, além de associação criminosa e corrupção de menores.
O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas, além dos interrogatórios dos acusados e longos debates entre acusação e defesa.
Entre os condenados, as maiores penas foram aplicadas a três dos envolvidos considerados centrais no planejamento e execução do crime. Um deles recebeu sentença de mais de 397 anos de reclusão, enquanto outros dois foram condenados a mais de 350 e 300 anos, respectivamente.
As vítimas incluem adultos e crianças da mesma família, assassinados em uma sequência de crimes que chocou o país pela violência e pela tentativa de ocultação dos corpos.
Apesar das condenações, os réus ainda podem recorrer da decisão. O caso encerra uma das investigações mais complexas e impactantes da história recente do Distrito Federal, marcada pela gravidade dos crimes e pelo número de vítimas.







