O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está no centro de uma investigação conduzida em parceria com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar descontos aplicados sem autorização em aposentadorias e pensões de beneficiários em diversas regiões do país.
As investigações miram cobranças associativas realizadas diretamente nos benefícios previdenciários, muitas vezes sem consentimento dos aposentados e pensionistas. A suspeita é de que entidades tenham utilizado dados dos segurados para incluir mensalidades e contribuições sem autorização formal.
Segundo as apurações, os descontos eram feitos diretamente na folha de pagamento do INSS, reduzindo o valor recebido mensalmente pelos beneficiários. A investigação busca identificar o funcionamento do esquema, os responsáveis pelas autorizações irregulares e possíveis falhas nos mecanismos de controle do sistema previdenciário.
A operação reúne equipes da Polícia Federal e da CGU para analisar contratos, registros de filiação, movimentações financeiras e documentos relacionados às entidades investigadas. O foco também está na verificação de como os dados dos aposentados foram utilizados para viabilizar os descontos.
O INSS informou que está colaborando com as investigações e afirmou que medidas administrativas vêm sendo adotadas para reforçar a fiscalização sobre cobranças autorizadas em benefícios previdenciários. O órgão também orienta aposentados e pensionistas a consultarem regularmente os extratos de pagamento para identificar descontos desconhecidos.
Beneficiários que encontrarem cobranças não reconhecidas podem solicitar o bloqueio das mensalidades diretamente pelos canais oficiais do INSS, além de pedir o ressarcimento dos valores descontados indevidamente. A recomendação é que os segurados utilizem o aplicativo Meu INSS, o site oficial ou a central telefônica 135 para registrar contestação.
A Controladoria-Geral da União destacou que a investigação pretende fortalecer os mecanismos de proteção aos aposentados e impedir novas fraudes relacionadas a descontos automáticos em benefícios previdenciários.
As apurações continuam em andamento e ainda não há balanço oficial sobre o total de pessoas afetadas nem o valor movimentado pelas cobranças investigadas.







