O governo federal anunciou a criação do programa Território Seguro, Amazônia Soberana, iniciativa voltada ao enfrentamento do crime organizado na Amazônia Legal e em regiões de fronteira do país. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e prevê ações integradas contra tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, garimpo ilegal e outros crimes associados à atuação de facções criminosas.
O programa terá foco especial em áreas indígenas, comunidades tradicionais e municípios considerados estratégicos para rotas criminosas. Segundo o governo, a proposta busca ampliar a presença do Estado em regiões vulneráveis, fortalecendo operações de inteligência, monitoramento territorial e repressão qualificada.
A iniciativa integra o plano nacional Brasil Contra o Crime Organizado e contará com investimento inicial de R$ 209 milhões. Nesta primeira etapa, as ações serão concentradas em 42 municípios distribuídos entre Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Entre os objetivos anunciados pelo Ministério da Justiça estão a desarticulação de organizações criminosas, redução da violência, combate ao recrutamento de jovens por facções e fortalecimento da cooperação entre forças de segurança federais e estaduais. O programa também prevê medidas de inclusão social, incentivo a atividades econômicas sustentáveis e reinserção produtiva de populações vulneráveis.
As operações serão coordenadas pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal, com apoio de um comitê gestor formado por representantes do governo federal e órgãos de segurança pública. A estratégia inclui ainda o uso de tecnologias de monitoramento e análise de dados para rastrear movimentações financeiras e logísticas de grupos criminosos.
Durante o lançamento do programa em Manaus, o ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que o enfrentamento ao crime organizado exige atuação conjunta entre os estados e o governo federal. “Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, declarou.
A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destacou que a nova política busca integrar segurança pública, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. “Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, afirmou.
O governo também anunciou a criação de força-tarefa com apoio da Interpol para ampliar o combate a organizações criminosas transnacionais que atuam nas áreas de fronteira da Amazônia.







