O fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz registrou uma queda drástica nesta segunda-feira (20), com atividade praticamente interrompida. Dados recentes de monitoramento indicam que somente três navios realizaram a travessia no período de 12 horas, evidenciando o impacto da crise na região.
Entre as poucas embarcações que passaram pelo estreito estão um petroleiro sob sanções internacionais, além de dois navios-tanque — um transportando produtos químicos e outro gás liquefeito de petróleo.
A redução do tráfego representa uma ruptura significativa em uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Em condições normais, dezenas de embarcações cruzam diariamente o estreito, que funciona como principal corredor para o transporte global de petróleo e gás.
A paralisação ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, que tem afetado diretamente a segurança da navegação. Desde o início da crise, o fluxo de navios já havia sofrido quedas expressivas, com empresas de transporte marítimo suspendendo operações e embarcações permanecendo ancoradas fora da região por questões de segurança.
Considerado um ponto estratégico para o comércio internacional de energia, o estreito concentra cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo, o que amplia os efeitos globais da interrupção.
A situação gera preocupação no mercado internacional, já que qualquer bloqueio prolongado pode impactar o abastecimento energético e pressionar os preços do petróleo. Enquanto isso, autoridades e operadores marítimos acompanham o cenário com cautela, diante da instabilidade e dos riscos envolvidos na região.







