A Universidade Estadual de Campinas instaurou uma investigação interna para apurar o furto de material biológico em um de seus laboratórios, localizado no Instituto de Biologia. O caso ocorreu no último fim de semana e passou a ser tratado como grave devido à natureza do material envolvido.
A apuração também é conduzida pela Polícia Federal, que prendeu em flagrante uma professora da instituição, identificada como Soledad Palameta Miller, vinculada à Faculdade de Engenharia de Alimentos. A docente foi localizada com o material e liberada no dia seguinte, devendo responder ao processo em liberdade.
Segundo as autoridades, as amostras teriam sido retiradas do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada. O material foi recuperado após cumprimento de mandado de busca e apreensão, com apoio técnico da Anvisa, que acompanha o caso devido aos riscos sanitários envolvidos.
A universidade informou que adotou medidas imediatas ao tomar conhecimento do ocorrido, colaborando com as investigações e instaurando procedimento administrativo para apurar responsabilidades. A sindicância deverá avaliar as circunstâncias do episódio e possíveis falhas nos protocolos de segurança.
A professora poderá responder por crimes como furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado, conforme indicaram as autoridades responsáveis pela investigação.
O caso ocorre em um contexto de preocupação com a segurança de materiais científicos sensíveis, especialmente aqueles utilizados em pesquisas biológicas. A instituição não divulgou detalhes sobre o conteúdo das amostras, alegando necessidade de preservar o andamento das investigações.
As apurações seguem em curso, tanto no âmbito administrativo quanto criminal, com possibilidade de responsabilização dos envolvidos conforme a legislação vigente.







