Para quem sonha em transformar a criação de conteúdo em profissão, começar pode ser tão difícil quanto encontrar a primeira oportunidade. No Rock in Rio 2026, a TIM decidiu colocar essa porta de entrada dentro da Cidade do Rock. Na TIM House, instalada na Global Village, novos criadores têm acesso a missões, briefings, orientação e estrutura para produzir conteúdos na prática, em uma experiência que aproxima o universo dos creators da rotina de uma grande marca.

A iniciativa faz parte de uma plataforma lançada pela TIM em 12 de março de 2026 e que não foi criada exclusivamente para o festival. A TIM House é um projeto permanente da companhia voltado à Creator Economy. O Rock in Rio foi escolhido para levar esse conceito para o espaço físico e permitir que o público experimentasse, na prática, como funciona a produção de conteúdo para uma marca.
E os primeiros resultados mostram que a proposta encontrou público. Nos quatro primeiros dias do festival, a TIM House recebeu 7.301 visitantes. Desse total, 47 pessoas participaram das missões e se tornaram creators da TIM por um dia, produzindo conteúdos diretamente da Cidade do Rock.
A presença no festival também impulsionou a plataforma digital. Segundo dados das agências Mynd & Stage, a média diária de novos cadastros na TIM House cresceu 28% durante o Rock in Rio em comparação com o período anterior ao início do evento.
Da primeira missão ao Rock in Rio
A história de Rogério Jacenir mostra, na prática, o caminho que a TIM House pretende estimular.

Formado em Artes Cênicas, ele deixou um emprego com carteira assinada em abril para se dedicar integralmente à produção de conteúdo. Foi nesse período que conheceu a plataforma pelo Instagram e participou de uma de suas primeiras missões, criando um vídeo relacionado ao Brasileirão.
O conteúdo ultrapassou 68 mil visualizações, tornando-se o vídeo mais visto de seu perfil até então. Meses depois, Rogério foi selecionado, junto com outros 20 criadores, para participar da experiência da TIM House no Rock in Rio.
A passagem pelo festival representou mais do que uma visita à Cidade do Rock. Para o criador, foi a confirmação de que uma oportunidade pode desencadear outras.
“A TIM foi a primeira empresa a confiar no meu trabalho como influenciador. A partir dali, outras marcas começaram a chegar e hoje já tenho novos trabalhos e parcerias. Um dia, meu sonho era estar aqui. Hoje, estou realizando esse sonho. A TIM colocou asas nas minhas costas, e eu voei”, conta.
Criador por um dia
A proposta da TIM House é aproximar o creator daquilo que acontece nos bastidores de uma campanha.
Dentro da ativação, os participantes podem produzir conteúdos de forma livre, mas as chamadas missões levam a experiência para outro nível. Ao longo do dia são realizadas cinco rodadas, cada uma com um briefing diferente.
O participante recebe as orientações, parte para a Cidade do Rock para captar imagens e, depois, retorna à TIM House para editar o material. A estrutura disponibilizada no espaço permite que os criadores façam essa etapa com celulares e contem com o apoio de mediadores.
Depois da edição, o conteúdo passa por uma avaliação. Em cada rodada, um vencedor é escolhido e recebe uma experiência VIP com a TIM no festival.
A dinâmica cria uma espécie de simulação de trabalho: existe briefing, prazo, produção, captação, edição, avaliação e entrega. Ao mesmo tempo, o participante mantém sua própria linguagem e identidade na criação.
Para Carol Spiegel, Head de Mídias Sociais e influência da TIM, esse é justamente um dos objetivos da plataforma: oferecer aos criadores uma experiência que vá além da simples publicação de um conteúdo.
“A TIM House é uma plataforma para criadores. Hoje em dia todo mundo cria conteúdo, e essa é a grande beleza das redes sociais. Então todos nós somos criadores. A gente criou uma plataforma para poder profissionalizar ou dar o pontapé inicial para quem quer se profissionalizar como criador, para criar conteúdo dentro da estrutura de uma grande marca”, explicou.
Segundo ela, a relação também envolve aprendizado e oportunidades profissionais.
“Então recebendo um briefing, recebendo um feedback do conteúdo, tendo uma remuneração depois daquele conteúdo ou ganhando uma experiência exclusiva. A gente está fomentando a Creator Economy, ajudando esses creators a crescerem, a se profissionalizarem, a aprenderem como trabalhar com grandes marcas”.
Uma plataforma que continua depois do Rock in Rio
Apesar de a TIM House ter ganhado uma casa física na Cidade do Rock, o projeto não termina quando o festival fechar os portões.
A plataforma é permanente e tem como meta chegar a 100 mil inscritos até o final de 2026. De acordo com Carol, o número já ultrapassava 67 mil inscritos durante o festival.
A ideia é que o espaço digital continue funcionando ao longo do ano e que outras ativações físicas sejam levadas para diferentes eventos.
“É esse lugar perene para as pessoas poderem criar conteúdo com a TIM. A gente aproveitou o Rock in Rio para fazer essa ativação física e a nossa ideia é levar essa ativação física para outros eventos também”, afirma.
A gestão é feita pela própria TIM, com apoio de uma agência parceira especializada em influenciadores. A plataforma, entretanto, é um ativo da marca.
De creator a convidado VIP
Outra frente da estratégia é transformar o desempenho dos próprios criadores em novas oportunidades.
Alguns creators que já produziram conteúdos para a TIM House e apresentaram bons resultados foram convidados pela marca para viver o Rock in Rio como participantes do evento.
A dinâmica cria uma espécie de evolução dentro da plataforma: o creator começa produzindo conteúdo para uma missão, desenvolve sua relação com a marca e pode posteriormente ser convidado para uma experiência exclusiva.
É justamente essa possibilidade que torna a iniciativa diferente de uma simples ação promocional. O objetivo é criar uma relação contínua entre marca e criadores, com oportunidades que podem envolver remuneração, experiência e visibilidade.
Brindes também fazem parte da experiência
Além das experiências VIP destinadas aos vencedores das missões, a TIM House distribui brindes e surpresas para os participantes.
Entre os itens já oferecidos estão shoulder bags, vouchers de desconto em restaurantes e bonés do Rock in Rio. Outros brindes ainda estão previstos para os próximos dias do festival, mas a marca prefere manter parte das novidades em segredo.
“É a oportunidade dessa pessoa passar um tempo de qualidade desenvolvendo esse lado de criador e ainda ganhar brindes bacanérrimos”, destaca Carol.
Creator Economy em expansão
A estratégia da TIM acompanha o crescimento de um mercado que vem ganhando espaço entre marcas e profissionais de comunicação. A chamada Creator Economy deve movimentar cerca de US$ 1,35 trilhão até 2033, enquanto 61% dos profissionais de marketing afirmam pretender aumentar os investimentos em estratégias com creators.
O crescimento, porém, também aumenta a pressão por conteúdos capazes de gerar não apenas audiência, mas resultados efetivos para as marcas. Dados apresentados pela Kantar indicam que somente 6% dos conteúdos produzidos por criadores conseguem combinar alto engajamento e impacto efetivo para as empresas.
É nesse cenário que a TIM House tenta atuar como ponte entre quem está começando e o mercado profissional.
A experiência no Rock in Rio ajuda a transformar essa proposta em algo concreto. Em vez de apenas falar sobre como é ser creator de uma grande marca, a TIM coloca os participantes diante de um briefing, dá prazo para a produção, oferece estrutura para edição, avalia o resultado e, em alguns casos, abre caminho para uma experiência VIP.
E, para quem ainda está tentando transformar seguidores em carreira, talvez seja justamente essa primeira oportunidade que faça diferença.







