O deputado federal e ex-secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para se manifestar contra a decisão judicial que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, condenada por homicídio culposo e tortura por omissão no caso da morte do menino Henry Borel.
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o parlamentar classificou a sentença como absurda e afirmou que espera que a decisão seja revista pelas instâncias superiores da Justiça. Segundo Ferreirinha, embora decisões judiciais devam ser respeitadas e cumpridas, elas também podem ser alvo de críticas quando provocam inconformismo na sociedade.
O deputado destacou que, durante sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Educação do Rio, determinou a demissão de Monique Medeiros do quadro de professores da rede municipal. Para ele, caso essa medida administrativa não tivesse sido adotada anteriormente, a condenada poderia retornar às atividades em sala de aula após a decisão anunciada pela Justiça.
Ferreirinha também mencionou o posicionamento do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que informou que a demissão permanece mantida, independentemente do resultado do julgamento.
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Ao comentar a possibilidade de retorno de Monique à atividade docente, o parlamentar questionou sua permanência em funções ligadas ao cuidado e à formação de crianças. Em sua avaliação, os fatos revelados durante a investigação e o julgamento tornam incompatível sua atuação profissional na área da educação.
Durante a manifestação, Ferreirinha reforçou que considera inadequado o entendimento de que a participação de Monique no caso tenha sido tratada apenas como omissão. Segundo ele, as circunstâncias apresentadas ao longo do processo demonstram a gravidade dos acontecimentos que culminaram na morte de Henry Borel.
O deputado também criticou a fundamentação utilizada para a concessão do perdão judicial. Em sua avaliação, tratar Monique Medeiros como vítima das consequências sociais decorrentes do caso representa uma interpretação equivocada dos fatos e desrespeita mulheres que enfrentam dificuldades reais em seu cotidiano sem abandonar suas responsabilidades familiares.
Ao encerrar sua declaração, Ferreirinha afirmou que a atenção da sociedade deve permanecer voltada para Henry Borel, apontando a criança como a única vítima do caso. Para o parlamentar, a busca por justiça em memória do menino deve continuar mesmo após a sentença anunciada pelo Tribunal do Júri.
“O menino Henry foi torturado e morto pelo padrasto Jairinho na presença de Monique Medeiros. A própria mãe, e a sentença agora é que isso é só omissão? Com todo respeito, mas é um absurdo essa cidadã receber perdão judicial, mesmo que em primeira instância.”
Em outro trecho da publicação, o deputado acrescentou:
“A vítima que tem nome é Henry Borel, e é ele que a gente deve justiça.”







