A possibilidade de aumentar o número de agremiações no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro voltou ao centro das discussões após proposta apresentada pelo deputado estadual Dionísio Lins. A iniciativa prevê a inclusão de três escolas oriundas da Série Ouro a partir de 2027, elevando o total de participantes de 12 para 15.
Pelo modelo sugerido, no primeiro ano da mudança apenas uma escola seria rebaixada, permitindo a entrada líquida de duas novas agremiações no grupo principal. A proposta, segundo o parlamentar, busca ampliar o espetáculo, atrair mais público e fortalecer o turismo, com potencial de aumento na arrecadação da cidade.
A discussão envolve diretamente a LIESA, responsável pela organização do desfile. O presidente da entidade, Gabriel David, afirmou que a ampliação exigiria investimentos adicionais superiores a R$ 40 milhões, além da construção de três novos barracões para garantir igualdade de condições entre as escolas.
O deputado, por sua vez, contestou os argumentos apresentados pela liga. Ele sustenta que dois espaços na Cidade do Samba estariam disponíveis, o que reduziria a necessidade de novas estruturas. Também defende que o aumento de receitas com direitos de transmissão, publicidade e apoio governamental poderia compensar os custos adicionais.
Segundo o parlamentar, há sinalização positiva de autoridades públicas para viabilizar o projeto, incluindo o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, além de articulações junto ao governo federal.
A proposta, no entanto, gerou reações divergentes no setor. Parte dos dirigentes e especialistas do carnaval defende a manutenção do formato atual, argumentando que a ampliação sem planejamento pode comprometer a qualidade artística dos desfiles. A necessidade de estrutura física adequada e equilíbrio financeiro é apontada como fator central para qualquer mudança.
Representantes de escolas também se manifestaram. O presidente da União da Ilha do Governador declarou apoio à ampliação, classificando a medida como um desejo antigo de integrantes e torcedores. Ele citou experiências passadas da agremiação para defender que limitações estruturais podem ser superadas com organização.
Por outro lado, integrantes da própria liga destacam que os barracões atualmente existentes já operam no limite de capacidade. Dirigentes explicam que, com o crescimento do carnaval ao longo dos anos, espaços antes considerados ociosos passaram a ser utilizados para dar conta da complexidade das produções.
O tema segue em debate entre lideranças do setor, com argumentos que envolvem desde viabilidade econômica até impactos culturais. Qualquer alteração no regulamento dependerá de შეთანხმ entre a liga, escolas e poder público, além da garantia de recursos e infraestrutura adequados para sustentar a ampliação proposta.







