A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou a demissão de Monique Medeiros, acusada de envolvimento na morte do filho, Henry Borel. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (25), encerrando o vínculo da professora com a rede pública após anos recebendo remuneração normalmente.
A medida ocorre em meio ao andamento do processo judicial que investiga a morte do menino, ocorrida em 2021, e que segue em julgamento. Monique responde por homicídio por omissão, enquanto o padrasto da criança, Jairo Souza Santos Júnior, é acusado de homicídio qualificado.
A exoneração acontece poucos dias após a saída de Monique do sistema prisional. Ela deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, após decisão judicial que concedeu liberdade provisória. A soltura foi autorizada pela juíza responsável pelo caso, que considerou o risco de excesso de prazo diante do adiamento do júri.
O julgamento, que estava previsto para começar em março, foi interrompido após a defesa de Jairinho alegar falta de acesso completo às provas. Com o pedido negado, os advogados abandonaram o plenário, o que levou ao adiamento da sessão para uma nova data, marcada para maio.
O caso ganhou grande repercussão nacional desde a morte de Henry, de quatro anos, registrada em março de 2021. De acordo com investigações, a criança apresentava múltiplas lesões provocadas por agressões, incluindo hemorragia interna e laceração de órgãos, o que afastou a hipótese inicial de acidente doméstico.
Segundo o Ministério Público, o padrasto teria sido o autor das agressões, enquanto a mãe, na condição de responsável legal, teria se omitido diante das violências. Ambos foram presos em abril de 2021 e denunciados formalmente à Justiça.
A demissão de Monique ocorre paralelamente ao avanço do processo judicial, que segue mobilizando atenção pública e reacendendo debates sobre proteção à infância e responsabilização em casos de violência doméstica contra crianças.







