O basquete brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores nomes. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em São Paulo, após enfrentar por cerca de 15 anos um tumor cerebral. Reconhecido como um dos principais atletas da história da modalidade, ele deixa um legado que ultrapassa gerações e fronteiras.
De acordo com informações divulgadas por sua assessoria, a despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família. A morte do ex-jogador encerra a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas do esporte brasileiro.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 1958, Oscar iniciou sua relação com o basquete ainda na adolescência, após se mudar para Brasília. Aos 16 anos, transferiu-se para São Paulo, onde começou a construir uma carreira que o levaria ao reconhecimento internacional.
“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador, em nota.
Com a seleção brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — consolidando-se como um dos maiores pontuadores da história da competição. Ao longo da carreira, também conquistou títulos sul-americanos e uma medalha de bronze em campeonato mundial.
Nos clubes, teve passagens marcantes tanto no Brasil quanto na Europa, com destaque para o período em que atuou no basquete italiano. De volta ao país, encerrou a carreira em 2003, após defender equipes como Corinthians e Flamengo.
Oscar também ficou conhecido por atingir uma marca histórica: mais de 49 mil pontos ao longo da carreira, número que o colocou entre os maiores cestinhas do basquete mundial por décadas. Em reconhecimento à sua trajetória, foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também no Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos.
Após deixar as quadras, passou a atuar como palestrante, compartilhando experiências e inspirando diferentes públicos com sua história no esporte.
A morte de Oscar Schmidt representa uma perda significativa para o esporte nacional e internacional, encerrando a vida de um atleta que se tornou símbolo de talento, dedicação e paixão pelo basquete.






