A projeção do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 voltou a subir e agora está estimada em 4,17%, segundo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil. A revisão representa a segunda elevação consecutiva nas expectativas dos analistas.
Mesmo com o aumento, a previsão segue dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que fixa o centro em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
O avanço nas estimativas ocorre em um cenário de maior incerteza internacional, especialmente em função das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactam diretamente os preços de commodities como o petróleo e, consequentemente, pressionam a inflação.
Além da inflação, o relatório também trouxe ajustes em outros indicadores. A expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026 teve leve alta, passando para 1,84%. Já a taxa básica de juros, a Selic, segue como principal instrumento de controle inflacionário e deve encerrar o ano em torno de 12,5%.
Para os anos seguintes, as projeções permanecem mais estáveis. O mercado estima inflação de 3,8% em 2027 e cerca de 3,5% entre 2028 e 2029, sinalizando uma tendência de convergência gradual para a meta ao longo do tempo.
A revisão reforça o cenário de cautela na economia, em que fatores externos e internos seguem sendo monitorados pelo mercado e pelas autoridades monetárias na definição das políticas econômicas.







