Uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas em grande parte da região central do Brasil até o meio desta semana, mantendo o tempo seco e ampliando a diferença entre as temperaturas registradas pela manhã e durante a tarde. A previsão foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta características típicas da transição entre o outono e o inverno.
Segundo a meteorologista Andrea Ramos, o período será marcado por grande amplitude térmica, com amanheceres mais frios, elevação das temperaturas ao longo do dia e novo resfriamento durante a noite. A especialista destacou que maio já apresenta condições climáticas mais próximas do inverno, cuja chegada oficial ocorre em junho.
Na região Centro-Oeste, a tendência é de predomínio do tempo firme em Goiás e no Distrito Federal, com baixos índices de umidade e poucas chances de chuva ao longo da semana. Já em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o cenário deve mudar a partir de sexta-feira (15), quando áreas de instabilidade poderão provocar chuvas irregulares e acumulados superiores a 60 milímetros em alguns pontos.
No Sudeste, a previsão aponta ocorrência de chuvas isoladas no estado do Rio de Janeiro e no litoral norte de São Paulo. Também há possibilidade de formação de nevoeiros em áreas serranas da Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais, além de regiões montanhosas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.
A Região Sul deve registrar temperaturas mais baixas durante os próximos dias, com predominância de tempo estável no início da semana. De acordo com o Inmet, chuvas fracas e isoladas poderão atingir partes de Santa Catarina e Paraná a partir da sexta-feira.
Enquanto o centro do país enfrenta clima seco, os maiores volumes de chuva devem se concentrar nas regiões Norte e Nordeste. Estados como Amazonas, Pará, Amapá e Roraima poderão registrar acumulados superiores a 150 milímetros ao longo dos próximos sete dias. Já no Nordeste, os maiores índices de precipitação são esperados no norte do Maranhão e do Piauí, com possibilidade de volumes acima de 100 milímetros em áreas isoladas.
Especialistas alertam que a combinação entre baixa umidade do ar, frio e grande variação térmica exige atenção com a saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A orientação é reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada aos períodos mais secos do dia.







