O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, anunciou neste domingo (25) que pediria à Justiça Eleitoral a prorrogação do horário de votação em localidades afetadas por problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições de 2026. Segundo ele, a medida busca assegurar que eleitores com dificuldades de deslocamento tenham condições de chegar às seções eleitorais e votar.
“Estamos entrando com o pedido na Suprema Corte Eleitoral para que ela possa prorrogar o processo eleitoral para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito compareçam para votar”, declarou Lula durante entrevista à imprensa.
O presidente criticou os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil). Lula atribuiu a esses gestores responsabilidade pelas dificuldades relatadas por eleitores e afirmou que pretende solicitar a prisão dos prefeitos após as eleições, sob alegação de crime eleitoral.
“Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, disse. Em seguida, pediu que os eleitores não desistissem de votar diante dos obstáculos enfrentados.
Lula também mencionou relatos de problemas no transporte em Petrópolis, no Rio de Janeiro, Teresina, no Piauí, Lauro de Freitas, na Bahia, Recife, em Pernambuco, Maceió, em Alagoas, e João Pessoa, na Paraíba.
Salvador e São Paulo registram denúncias sobre circulação de ônibus
Na capital baiana, eleitores relataram demora e dificuldades para chegar aos locais de votação. Durante uma vistoria, fiscais do governo estadual encontraram ônibus em condições de circular que permaneciam nas garagens.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, informou ter recebido do sindicato dos trabalhadores do transporte relatos de que motoristas não teriam sido convocados para operar toda a frota. Diante das ocorrências, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da circulação integral dos ônibus em Salvador.
Em São Paulo, o diretório estadual do PT comunicou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que apenas 60% da frota de ônibus estaria em operação, embora a determinação previsse a circulação de 100% dos veículos.
A prefeitura paulistana afirmou ter recebido uma notificação do TRE no sábado (24) e relatou dificuldades para ampliar a frota em um intervalo curto. Segundo a administração municipal, a mudança exigia ajustes nas escalas de trabalho e nas rotinas previamente estabelecidas.
As denúncias sobre o transporte público levaram partidos e representantes políticos a recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar medidas que garantissem o acesso dos eleitores às urnas durante o segundo turno.







