O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou oficialmente que Geraldo Alckmin permanecerá como candidato a vice-presidente na chapa governista para as eleições de 2026. A confirmação ocorreu durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, que também serviu como despedida para integrantes do governo que deixarão seus cargos para disputar o pleito.
O encontro marcou o início de uma reorganização na equipe ministerial. Segundo o presidente, ao menos 18 dos 37 ministros devem se afastar das funções para concorrer a cargos eletivos, respeitando o prazo legal de desincompatibilização, que se encerra no início de abril.
Entre os que deixam o governo está o próprio Alckmin, que acumula a vice-presidência com o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A legislação eleitoral permite que presidente e vice disputem a reeleição sem necessidade de renúncia, mas exige afastamento para aqueles que pretendem concorrer a outros cargos.
Durante a reunião, Lula também fez críticas ao cenário político atual, apontando uma crescente distorção no funcionamento do sistema eleitoral. O presidente afirmou que o alto custo das campanhas compromete a qualidade da representação e defendeu a necessidade de mudanças para recuperar a credibilidade da política no país.
Além das definições eleitorais, o chefe do Executivo indicou que não pretende realizar uma ampla reforma ministerial para substituir os titulares que sairão. A estratégia será manter a estrutura atual, com secretários-executivos e integrantes das equipes assumindo interinamente as pastas, garantindo continuidade administrativa até o fim do mandato.
A decisão de manter Geraldo Alckmin na chapa reforça a aliança política construída nas eleições anteriores, considerada estratégica para ampliar o apoio em diferentes setores da sociedade e regiões do país. O movimento também sinaliza estabilidade na composição do grupo que disputará a sucessão presidencial em outubro.
Com a definição da candidatura e a saída gradual de ministros, o governo entra em uma nova fase, conciliando a gestão administrativa com o início da articulação eleitoral para 2026.







