Os profissionais do magistério da educação básica pública de todo o país passam a contar com um novo piso salarial nacional de R$ 5.130,63 para jornadas de 40 horas semanais. O valor foi definido pelo governo federal após a aprovação da Medida Provisória nº 1.334/2026 pelo Congresso Nacional e representa um reajuste de 5,4% em relação ao piso anterior, que era de R$ 4.867,77.
O aumento assegura um ganho real para a categoria, ficando acima da inflação registrada no período. De acordo com os cálculos apresentados pelo governo, o reajuste incorpora uma valorização de aproximadamente 1,5 ponto percentual além da reposição inflacionária medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A atualização do piso integra uma mudança mais ampla na política de valorização dos profissionais da educação. A nova legislação altera a forma de cálculo utilizada para os reajustes anuais, estabelecendo uma metodologia que combina a inflação do ano anterior com parte do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Pela nova regra, os reajustes futuros passarão a considerar a soma do INPC com 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb registradas nos cinco anos anteriores. Segundo o governo, a mudança busca oferecer maior previsibilidade para gestores públicos e garantir uma política permanente de valorização salarial para os educadores.
A alteração também evitou que o reajuste de 2026 fosse significativamente menor. Pelas regras anteriores, o aumento seria de apenas 0,37%. Com a nova metodologia, o percentual alcançou 5,4%, elevando o piso para mais de R$ 5,1 mil.
O piso nacional funciona como valor mínimo obrigatório para os profissionais do magistério da rede pública de ensino em todo o território nacional. Estados, municípios e o Distrito Federal devem adequar suas legislações e estruturas remuneratórias para garantir o cumprimento da norma, observando as particularidades de cada rede de ensino.
Além da definição do novo valor, a legislação amplia a segurança jurídica sobre os critérios de atualização salarial, tema que vinha gerando debates entre entidades educacionais e gestores públicos. A inclusão do valor nominal diretamente no texto aprovado pelo Congresso também teve como objetivo reduzir questionamentos sobre a aplicação imediata da nova fórmula.
O Ministério da Educação avalia que a medida reforça a política de valorização dos profissionais da educação básica, considerada uma das principais estratégias para melhorar a qualidade do ensino público no país. O reajuste beneficia milhares de professores que atuam nas redes estaduais e municipais de ensino, responsáveis pela maior parte das matrículas da educação básica brasileira.
Os salários dos profissionais da educação são financiados principalmente por recursos do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica pública no Brasil. A expectativa é que a nova fórmula permita reajustes mais consistentes nos próximos anos, acompanhando tanto a inflação quanto a evolução das receitas destinadas ao setor educacional.
Com a entrada em vigor da medida, nenhum professor da educação básica pública com jornada de 40 horas semanais poderá receber remuneração inferior ao novo piso nacional estabelecido para 2026.







