Realizada desde 1979 em Venda Nova do Imigrante, a tradicional Festa da Polenta consolidou-se como um dos maiores eventos culturais e gastronômicos do Espírito Santo e uma das principais celebrações da imigração italiana no Brasil. Criada pelo padre Cleto Caliman, a festa nasceu com o objetivo de preservar tradições culturais, fortalecer a união comunitária e arrecadar recursos para ações sociais no município.
Ao longo das décadas, o evento transformou-se em um importante símbolo da identidade cultural da região serrana capixaba, reunindo milhares de visitantes todos os anos em torno da culinária típica, apresentações folclóricas, música italiana e manifestações ligadas à memória dos imigrantes que ajudaram a construir a cidade.

A principal atração da festa é o tradicional “Tombo da Polenta”, momento em que um enorme caldeirão despeja a polenta diante do público, em uma encenação que representa fartura, união e celebração comunitária. Além da receita tradicional, o evento oferece diferentes versões do prato, incluindo combinações com molho funghi, linguiça e outros acompanhamentos típicos da culinária italiana da região.
A programação também inclui danças típicas, desfiles culturais, música ao vivo, encenações históricas e atividades que valorizam os costumes herdados das famílias italianas que chegaram ao Espírito Santo no fim do século XIX. O festival é organizado pela Associação Festa da Polenta (Afepol) e mobiliza cerca de 1.500 voluntários em diferentes setores da produção do evento.
Segundo a organização, a festa mantém desde sua criação os princípios de solidariedade, fé, integração familiar e valorização cultural. A participação da comunidade é considerada um dos pilares do evento, desde a preparação dos alimentos até a organização das atrações culturais e da infraestrutura.
Em 2026, a tradicional edição da Festa da Polenta acabou cancelada pela primeira vez em sua história por causa das obras de modernização do Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, conhecido como Polentão. Apesar da suspensão da festa principal, a Afepol informou que o calendário cultural segue mantido ao longo do ano com atividades voltadas à preservação da cultura italiana local.
Entre as ações realizadas pela associação estão eventos comunitários, apresentações culturais, encontros temáticos e celebrações ligadas às tradições agrícolas e familiares da região. Uma das atividades simbólicas promovidas neste ano foi o tradicional plantio do milho, realizado com moradores vestidos com trajes típicos italianos em homenagem às antigas gerações de imigrantes.
A Festa da Polenta também se tornou um dos principais atrativos turísticos de Venda Nova do Imigrante, movimentando hotéis, restaurantes e o comércio local durante o período do evento. Nas redes sociais e em comunidades online, visitantes costumam destacar o clima familiar, a gastronomia típica e a preservação das tradições italianas como alguns dos principais diferenciais da celebração.
Instagram: @festadapolenta
Descubra Venda Nova do Imigrante
Conhecida como a capital nacional do agroturismo, Venda Nova do Imigrante oferece aos seus visitantes a opção de conhecer o cotidiano da vida rural. As propriedades familiares produzem queijos, licores, cachaça, socol, café, entre outros.
Assim como a maioria dos municípios da região serrana, Venda Nova foi colonizada por imigrantes italianos. O nome de Venda Nova surgiu porque antigamente havia uma pequena mercearia, que era chamada simplesmente de venda. Essa mercearia foi reformada e ficou conhecida como venda nova, dando nome ao local. Como a cidade foi colonizada por imigrantes, com a emancipação, em 1988, foi adotado o nome de Venda Nova do Imigrante para evitar confusão com outras localidades brasileiras de mesmo nome.
Conheça Venda Nova do Imigrante
Casa da Cultura – um museu com mais de 600 peças que contam a saga da colonização italiana iniciada na cidade em 1892;
Casas coloniais – Venda Nova possui 17 casas do século XIX, feitas de estuque, assoalho de madeira, engradamento em palmito e telhado colonial. A casa dos Scabelo, construída em 1825, é a mais antiga do município.
Cachoeira do Alto Bananeiras – Cachoeira com sete quedas entremeadas na Mata Atlântica. Acesso no km 106 da BR-262, mais 4,8 km de estrada.
Caxixe Frio – A paisagem do lugar é encantadora, com vista para a pedra do Forno Grande e Pedra Azul, em Domingos Martins. Esta região é a maior produtora de morango e hortaliças do Estado. Acesso no km 98,5 da BR-262.
Igreja de Pindobas – Esta foi a primeira igreja do município, e está bem conservada. Acesso pela Rodovia Pedro Cola, km 8, Pindobas.
Mirante da Torre de TV – De lá pode-se ter uma visão panorâmica do Pico do Forno Grande, da Pedra Azul e de toda a cidade de Venda Nova do Imigrante. A rampa para asa delta e parapente abusa dos 1.189 metros de altura do morro. Leva ainda à Pedra do Rego, um dos pontos mais altos do município. Acesso no km 106 da BR-262, mais 6,7 km de estrada.
Morro do Filleti – Com 1.110 metros de altura, este morro também possui rampa para decolagem de asa delta e parapente. O acesso é fácil para qualquer veículo e o local é apropriado para caminhadas. Entrada no km 99,2 da BR-262, a 6 km da sede.
Pedra do Já 7 – Mirante e rampa para decolagem de asa delta e parapente. A altura é de 1.211 metros. Próprio para caminhada ecológica. Entrada no km 108 da BR-262.
Serra do Engano – Uma estrada sinuosa, com vista panorâmica, leva à cachoeira dos Barcelos e ao pico da Pedra do Garrafão, a 1.548 metros de altitude. Vale de Lavrinhas, a 2 km da sede.







