Uma declaração do deputado federal Renan Ferreirinha (PSD-RJ) durante entrevista sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes gerou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político. O parlamentar afirmou que gostaria de “voltar a ver criança com braço quebrado andando na rua”, ao defender a redução do tempo de exposição às telas e a retomada de brincadeiras presenciais entre jovens.
Ferreirinha, que foi relator da lei que restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras, fez a declaração ao comentar os impactos do excesso de dispositivos eletrônicos na infância. Segundo Renan, a intenção era destacar a importância das experiências presenciais e das atividades ao ar livre no desenvolvimento infantil.
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Na entrevista, o deputado também utilizou a expressão “infância raiz” para se referir a um modelo de convivência marcado por brincadeiras fora de casa, interação social e menor dependência tecnológica. O parlamentar afirmou que a diminuição do uso de celulares pode contribuir para uma infância mais ativa e para a construção de memórias afetivas ligadas ao convívio entre crianças.
“Eu sou o autor da lei que proibiu o uso de celular nas escolas e um dos grandes objetivos para isso é porque eu quero voltar a ver criança com braço quebrado, andando na rua”, disse. A fala ocorreu durante entrevista à página independente Mendanha Notícias e foi divulgada no sábado (18/4).
O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos. Parte dos usuários interpretou a fala como uma metáfora relacionada às brincadeiras tradicionais de rua e à liberdade infantil vivida por gerações anteriores. Outros avaliaram que a declaração foi inadequada e banalizou acidentes envolvendo crianças.
O episódio ampliou o debate sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância e adolescência. Especialistas em educação e saúde mental têm apontado preocupação crescente com questões como sedentarismo, ansiedade, dificuldades de concentração e isolamento social associados ao uso prolongado de dispositivos eletrônicos.
Nos últimos meses, Ferreirinha ganhou projeção nacional por atuar em pautas relacionadas ao ambiente digital e à educação. Além da lei que restringiu celulares em escolas, o deputado também apresentou um projeto que propõe limitar o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no Brasil.







