O avanço da inteligência artificial na educação tem ampliado debates sobre os desafios da formação docente e o papel da tecnologia no ambiente escolar. Durante participação no evento Voices 2025, promovido pelo jornal O Globo, o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, e o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro defenderam que a capacitação de professores deve priorizar conhecimentos construídos dentro da sala de aula, aliados ao uso responsável das novas ferramentas digitais.
No encontro, os participantes destacaram que a inteligência artificial já impacta profundamente o processo de ensino e aprendizagem, exigindo adaptação tanto de alunos quanto de educadores. Para os especialistas, o avanço tecnológico torna indispensável uma formação continuada capaz de preparar os profissionais para lidar com novas metodologias, sem substituir o papel humano no processo educacional.
Renan Ferreirinha afirmou que o uso da IA nas escolas precisa ser acompanhado de critérios éticos e pedagógicos, com foco em melhorar a aprendizagem e apoiar o trabalho dos professores. Segundo ele, a experiência prática vivida em sala de aula continua sendo um elemento central na construção do conhecimento e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes.
Já o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro ressaltou que a formação docente não pode se limitar ao domínio técnico das ferramentas digitais. A avaliação é de que os professores precisam desenvolver capacidade crítica para utilizar a inteligência artificial de forma consciente, compreendendo seus limites e potencialidades dentro do ambiente educacional.
Os debatedores também alertaram para a necessidade de proteger processos educacionais essenciais, como pensamento crítico, criatividade, interação social e construção coletiva do aprendizado. Para eles, a tecnologia deve funcionar como instrumento de apoio ao ensino, e não como substituta da relação entre professores e estudantes.
A discussão ocorreu em um momento de expansão do uso de plataformas baseadas em inteligência artificial em escolas e universidades. Redes públicas e privadas de ensino têm incorporado recursos tecnológicos em atividades pedagógicas, avaliações e planejamento escolar, aumentando o debate sobre regulamentação, segurança digital e qualificação profissional.







