Quem costuma viajar de avião já conhece a exigência: em voos internacionais, líquidos transportados na bagagem de mão precisam estar em frascos de até 100 ml. A norma vale para bebidas, perfumes, cremes, shampoos, pastas, géis e aerossóis, mesmo que os recipientes estejam parcialmente vazios.
A medida foi criada após uma ameaça terrorista descoberta em 2006, quando autoridades britânicas identificaram um plano para fabricar explosivos líquidos dentro de aeronaves comerciais utilizando produtos aparentemente comuns transportados pelos passageiros. Desde então, aeroportos de diversos países passaram a adotar controles mais rígidos para líquidos levados na cabine.
No Brasil, a regulamentação segue normas da ANAC e determina que todos os líquidos em voos internacionais sejam acondicionados em recipientes de até 100 ml cada, colocados dentro de uma embalagem plástica transparente com capacidade máxima de 1 litro. Cada passageiro pode levar apenas uma dessas embalagens.
A restrição não depende da quantidade efetiva de líquido dentro do recipiente. Mesmo que um frasco de 200 ml esteja quase vazio, ele poderá ser retido na inspeção porque o limite considera a capacidade total da embalagem.
Existem exceções previstas para medicamentos, alimentação infantil e dietas especiais, desde que os produtos sejam apresentados durante a inspeção de segurança e estejam acompanhados de documentação médica quando necessário. Itens comprados em free shops também podem ultrapassar o limite, desde que permaneçam lacrados em embalagens apropriadas com o comprovante de compra.
Embora a regra seja mais rígida em viagens internacionais, passageiros relatam diferenças na fiscalização em voos domésticos dentro do Brasil. Em fóruns e comunidades online, viajantes comentam que alguns aeroportos permitem recipientes maiores em trajetos nacionais, enquanto outros mantêm fiscalização mais rigorosa dependendo da companhia aérea e do terminal utilizado.
Especialistas apontam que o avanço de novos equipamentos de inspeção pode mudar esse cenário nos próximos anos. Alguns aeroportos internacionais já começaram a testar scanners mais modernos capazes de identificar substâncias perigosas sem exigir a limitação tradicional dos 100 ml. Ainda assim, muitos terminais mantêm a regra por questões operacionais e de padronização internacional.
Quem descumpre a norma normalmente precisa descartar os itens antes do embarque ou retornar ao balcão para despachar a bagagem, quando ainda há tempo disponível. Em relatos compartilhados por passageiros, produtos como perfumes, bebidas, cosméticos e protetores solares costumam estar entre os itens mais confiscados nos controles de segurança.







