A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa alta de 0,4 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior, encerrado em janeiro, quando a taxa estava em 5,4%.
Apesar da elevação recente, o resultado ainda mostra melhora em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre encerrado em abril de 2025, o desemprego atingia 6,6%, percentual superior ao registrado atualmente.
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), levantamento utilizado pelo IBGE para acompanhar o comportamento do mercado de trabalho no país. Segundo o instituto, cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam desempregados no período analisado.
Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 8% no contingente de pessoas sem ocupação, o que representa aproximadamente 471 mil brasileiros a mais em busca de emprego. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, porém, o número de desempregados caiu 11,3%, equivalente a 809 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho.
O levantamento também mostrou redução no nível de ocupação da população. O indicador, que mede a proporção de pessoas empregadas em idade de trabalhar, ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados no trimestre anterior.
Mesmo com a oscilação na taxa de desemprego, o rendimento médio dos trabalhadores continuou em alta. O salário médio habitual alcançou R$ 3.732, mantendo o maior patamar da série histórica da pesquisa.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e trabalhadores desalentados, permaneceu em 13,8%. O número ficou estável na comparação trimestral, mas apresentou queda de 1,7 ponto percentual em relação ao ano passado.
Segundo o IBGE, a população subutilizada foi estimada em 15,7 milhões de pessoas. O volume ficou praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas registrou redução de 11,1% na comparação anual, o equivalente a cerca de 2 milhões de pessoas a menos nessa condição.
Analistas do mercado de trabalho apontam que o aumento do desemprego no início do ano costuma ocorrer por fatores sazonais, especialmente após o encerramento de contratos temporários em setores como comércio, educação e serviços. Ainda assim, os indicadores seguem próximos dos menores níveis já registrados pela série histórica iniciada em 2012.







