O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu desistir da pré-candidatura ao Senado Federal após se tornar alvo de operações da Polícia Federal realizadas nas últimas semanas. A decisão ocorre em meio ao desgaste provocado pelas investigações envolvendo movimentações financeiras do Rioprevidência e relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
De acordo com aliados políticos, a avaliação dentro do grupo de Castro é de que a repercussão das ações da PF inviabilizou a continuidade do projeto eleitoral para 2026. A expectativa é de que o ex-governador divulgue nos próximos dias um pronunciamento oficial explicando a saída da disputa e afirmando que pretende concentrar esforços na própria defesa.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal apuram suspeitas relacionadas a aportes bilionários feitos pelo fundo previdenciário estadual no Banco Master, além de possíveis conexões entre integrantes do governo fluminense e empresários investigados.
Cláudio Castro já vinha enfrentando dificuldades políticas desde março, quando renunciou ao comando do governo do Rio para se lançar como pré-candidato ao Senado. Pouco depois, tornou-se inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral em processo relacionado às eleições de 2022.
Nos bastidores do PL, dirigentes e aliados também passaram a pressionar pelo recuo da candidatura após o avanço das investigações federais. Lideranças do partido demonstravam preocupação com possíveis impactos negativos nas campanhas de outros nomes da legenda no estado, especialmente nas disputas ao governo do Rio e ao Senado.
Mesmo fora da corrida ao Senado, interlocutores afirmam que Castro ainda avalia permanecer ativo na política e não descarta disputar uma vaga para deputado federal nas próximas eleições.
A crise envolvendo o ex-governador se intensificou após duas operações da Polícia Federal em intervalo inferior a duas semanas. As ações ampliaram o desgaste político de Castro, que já vinha sendo alvo de questionamentos por investigações anteriores relacionadas à sua gestão no governo fluminense.







