O governo brasileiro manifestou preocupação com a decisão da União Europeia de endurecer as restrições às importações de aço e cobrou a adoção de mecanismos de compensação para minimizar os impactos sobre a indústria siderúrgica nacional. A posição foi apresentada durante reunião do Comitê Conjunto do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, realizada em Brasília.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as novas medidas adotadas pelo bloco europeu reduzem o acesso do aço brasileiro ao mercado europeu e criam dificuldades adicionais para um setor considerado estratégico para a economia nacional. O governo argumenta que as restrições afetam diretamente a competitividade das empresas brasileiras e contrariam o espírito de fortalecimento das relações comerciais entre os dois parceiros.
Durante o encontro, representantes brasileiros defenderam que a União Europeia apresente alternativas capazes de compensar os efeitos das limitações impostas às exportações. A avaliação é de que qualquer ampliação das barreiras comerciais precisa ser acompanhada de medidas que preservem o equilíbrio das relações econômicas e garantam previsibilidade aos produtores.
Além da questão envolvendo o aço, a reunião também abordou o andamento do Acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia. O Brasil reiterou a importância da conclusão do processo de ratificação do tratado, considerado fundamental para ampliar o comércio, estimular investimentos e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.
O governo brasileiro destacou ainda que o setor siderúrgico nacional mantém elevada capacidade produtiva e desempenha papel relevante na geração de empregos, na cadeia industrial e nas exportações do país. Por isso, avalia que medidas restritivas adotadas por parceiros comerciais podem comprometer a competitividade da indústria e reduzir oportunidades de negócios no mercado internacional.
As autoridades brasileiras afirmaram que continuarão dialogando com a União Europeia em busca de uma solução negociada que preserve os interesses de ambas as partes. A expectativa é de que as discussões avancem nos próximos meses, tanto em relação às restrições impostas ao aço quanto à implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, considerado um dos mais importantes em negociação pelo bloco sul-americano.







