O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data será celebrada anualmente em 12 de março, em referência ao registro da primeira morte causada pela doença no Brasil, ocorrida em 2020.
A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, e reuniu representantes de associações de familiares de vítimas da pandemia, integrantes do Ministério da Saúde e autoridades federais. O governo destacou que a criação da data busca preservar a memória das mais de 716 mil pessoas que morreram em decorrência da covid-19 no país.
O dia escolhido faz referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima fatal da doença registrada oficialmente no Brasil, em São Paulo. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado antes de seguir para sanção presidencial.
Durante o evento, Lula afirmou que a pandemia representou uma das maiores crises sanitárias da história do país e criticou a disseminação de desinformação sobre vacinas e tratamentos sem eficácia científica. O presidente também defendeu a valorização da ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento de futuras emergências sanitárias.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a criação da data servirá como momento permanente de reflexão sobre os impactos da pandemia e sobre a importância de fortalecer políticas públicas de saúde. Segundo ele, grande parte da população brasileira foi diretamente afetada pela covid-19, seja pela perda de familiares, seja pelas consequências sociais provocadas pela crise sanitária.
Como parte das homenagens, o governo federal promoveu uma instalação especial no Palácio do Planalto com os nomes das vítimas da doença. Além disso, monumentos em seis capitais brasileiras receberam projeções em memória das pessoas mortas durante a pandemia.
No mês passado, o Ministério da Saúde também inaugurou o Memorial da Pandemia, localizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O espaço foi criado para homenagear as vítimas da covid-19 e preservar registros históricos do período vivido pelo país durante a emergência sanitária.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam ainda uma recuperação gradual dos índices de vacinação no Brasil nos últimos anos. Segundo Padilha, as coberturas vacinais infantis voltaram a superar 90% em diversas campanhas nacionais após queda registrada durante a pandemia.







