Os embaixadores dos Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram nesta quarta-feira (14) o 17º pacote de sanções contra a Rússia, em resposta à continuidade da guerra na Ucrânia. A decisão política foi tomada em Bruxelas e deve ser ratificada oficialmente na próxima terça-feira (20), durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco.
Segundo fontes ouvidas pela agência Lusa, o novo pacote reforça o cerco a navios da chamada “frota fantasma”, usados por Moscou para driblar as restrições ao comércio de petróleo, além de incluir novas penalidades contra indivíduos e entidades associadas ao regime russo.
A UE tem adotado sanções sucessivas desde fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia. Até agora, cerca de 2.400 pessoas e organizações já foram alvo das medidas, incluindo o presidente Vladimir Putin e o chanceler Sergey Lavrov. As ações incluem congelamento de bens, bloqueio de ativos e restrições de viagem.
No total, a UE bloqueou 24,9 bilhões de euros em bens privados e 210 bilhões de euros do Banco Central russo. Em termos comerciais, 48 bilhões de euros em exportações para a Rússia foram proibidos, assim como 91,2 bilhões de euros em importações.
As sanções se somam ao apoio financeiro e militar fornecido à Ucrânia pelos países ocidentais, que buscam enfraquecer a capacidade de Moscou de sustentar seu esforço de guerra. O conflito, prestes a completar três anos, continua provocando devastação em áreas estratégicas da Ucrânia e um número elevado — porém ainda incerto — de vítimas civis e militares.







