A Suíça sinalizou, nesta terça-feira (19), que poderá conceder imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, caso ele aceite participar de uma eventual conferência de paz organizada em território suíço. A declaração foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ignazio Cassis, durante coletiva de imprensa em Berna ao lado do chanceler italiano, Antonio Tajani.
O anúncio ocorre apesar de Putin estar sob um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em 2023, acusado de envolvimento na deportação forçada de crianças ucranianas para a Rússia.
Exceção para encontros diplomáticos
No ano passado, a Suíça adotou regras que permitem a concessão de imunidade temporária a líderes ou autoridades com ordens de prisão internacional, desde que a viagem esteja vinculada a conferências de paz ou eventos diplomáticos multilaterais. A medida não se estende a deslocamentos por razões pessoais.
“O objetivo é criar condições para que diálogos de paz possam ocorrer sem impedimentos jurídicos que inviabilizem a presença das partes envolvidas”, explicou Cassis.
Contexto internacional
A manifestação da diplomacia suíça veio um dia após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington, para discutir novos esforços em favor da paz na região.
Enquanto isso, os 27 líderes da União Europeia se reúnem nesta terça para avaliar os resultados das conversas realizadas na capital americana.







