A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (5), uma operação para investigar um esquema de obtenção e divulgação ilegal de informações pessoais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação faz parte de um inquérito que busca esclarecer a origem de uma base de dados paralela que reunia dados sensíveis de integrantes da Corte.
Batizada de Operação Dataleaks, a investigação apura a atuação de um grupo suspeito de acessar sistemas oficiais para coletar, modificar e posteriormente comercializar informações sigilosas. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa seria especializada na obtenção e disseminação ilegal de dados provenientes tanto de bases governamentais quanto de bancos de dados privados.
Os investigadores tentam identificar como essas informações foram obtidas e utilizadas. A suspeita é que os dados tenham sido reunidos em uma base não oficial que concentrava informações pessoais de autoridades do Judiciário, incluindo dados considerados sensíveis.
A apuração também busca esclarecer a extensão do esquema e verificar se houve comercialização das informações ou uso para outros tipos de atividades ilícitas. Entre as hipóteses investigadas estão crimes relacionados à invasão de sistemas, manipulação de dados e organização criminosa.
O caso ocorre em meio a investigações recentes sobre acessos indevidos a informações fiscais e pessoais de ministros do STF e de seus familiares. Em operações anteriores, a Polícia Federal já havia cumprido mandados de busca e apreensão e adotado medidas cautelares contra suspeitos de acessar sistemas públicos sem justificativa funcional.
As autoridades seguem analisando documentos e registros digitais apreendidos para identificar os responsáveis pelo esquema e dimensionar o impacto do possível vazamento de dados. A investigação continua sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.







