A tarifa dos trens urbanos no Rio de Janeiro será reajustada de R$ 7,10 para R$ 7,60 a partir de 2 de fevereiro. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira (2) pela SuperVia, concessionária responsável pelo serviço, e autorizada pela Agetransp, agência reguladora estadual.
O reajuste anual de 7,04% foi calculado com base no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas, conforme estabelecido no contrato de concessão. A SuperVia argumenta que o aumento reflete a alta dos custos operacionais, como energia, manutenção, peças e equipamentos importados.
Impacto no Bilhete Único Intermunicipal
Passageiros beneficiados pelo Bilhete Único Intermunicipal (BUI) continuarão pagando R$ 5 pela tarifa. Esse benefício é destinado a moradores do estado com renda mensal declarada de até R$ 3.205,20, visando aliviar o impacto do aumento nos custos de transporte.
Desafios e transição da concessão
A malha ferroviária administrada pela SuperVia abrange 270 quilômetros, cinco ramais, três extensões e 104 estações, atendendo 12 municípios da Região Metropolitana e transportando cerca de 300 mil passageiros diariamente.
Enfrentando dificuldades financeiras, a SuperVia entrou em recuperação judicial em 2021, com prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão. Entre os fatores apontados estão a pandemia de COVID-19, congelamento de tarifas e furtos de cabos, que somaram mais de 62 quilômetros em 2024.
Um acordo homologado em dezembro prevê a transição da concessão para nova licitação, com um período estimado de seis a nove meses. Durante esse tempo, o governo estadual e a concessionária deverão investir R$ 450 milhões na infraestrutura ferroviária.
Outros reajustes no transporte público
O início de 2025 também trouxe aumento nas tarifas de ônibus municipais. A partir do próximo domingo (5), a passagem subirá de R$ 4,30 para R$ 4,70. O reajuste de R$ 0,40, correspondente à inflação acumulada nos últimos dois anos pelo IPCA, valerá para ônibus regulares, BRT, VLT e transportes comunitários, como vans e kombis.
Os ajustes reforçam o impacto da inflação nos custos de transporte, destacando a necessidade de investimentos para equilibrar a prestação dos serviços e o acesso da população.







