Mais de 80% das seções eleitorais de São Paulo já haviam encerrado a votação quando o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) recebeu oficialmente a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para estender o horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 até as 19h. A informação foi divulgada na noite deste domingo (25) pelo presidente do tribunal paulista, José Antonio Encinas Manfré.
Durante entrevista coletiva, Manfré explicou que o comunicado oficial do STF chegou ao TRE-SP às 18h17, uma hora e 17 minutos depois do horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, às 17h. Segundo ele, tomou conhecimento da decisão por meio de notícias publicadas pela imprensa ainda no horário previsto para o fechamento das urnas.
“No momento em que recebemos [a comunicação oficial], nós procuramos cumpri-la e a cumprimos imediatamente em São Paulo”, afirmou o presidente do TRE-SP.
Questionado sobre o momento em que as zonas eleitorais foram informadas da prorrogação, Manfré declarou que todos os locais de votação receberam a orientação, mas não especificou quando os comunicados foram enviados.
Presidente do TRE-SP avalia impacto da decisão
Apesar do atraso na comunicação oficial e dos relatos de eleitores que não conseguiram votar após as 17h, Manfré afirmou acreditar que não houve prejuízo ao processo eleitoral no estado.
“Acredito que não houve prejuízo já que foi fixado em lei o horário para encerramento [das eleições]”, declarou.
A ampliação do prazo foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após uma representação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades no transporte público em diferentes cidades brasileiras. A campanha alegou que a redução da circulação de ônibus poderia comprometer o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais.
A decisão estabeleceu a extensão do recebimento dos votos até as 19h, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coordenar o cumprimento da medida.
Denúncias sobre transporte serão analisadas pela Justiça
Durante a entrevista, Manfré também foi questionado sobre as acusações de que a Prefeitura de São Paulo teria reduzido a circulação de ônibus durante o segundo turno, dificultando o acesso dos eleitores aos locais de votação.
O presidente do TRE-SP afirmou que a análise dessa questão não caberia diretamente ao tribunal regional, mas ao juiz responsável pela primeira zona eleitoral da capital paulista.
A administração municipal, por sua vez, negou que tenha ocorrido falta de ônibus na cidade. As denúncias sobre a oferta de transporte público foram apresentadas por representantes políticos e encaminhadas às autoridades competentes para apuração.
Estado registrou substituição de 308 urnas eletrônicas
Outro dado divulgado pelo TRE-SP diz respeito aos equipamentos utilizados na votação. Até as 19h deste domingo, 308 urnas eletrônicas haviam sido substituídas em todo o estado após apresentarem problemas técnicos.
O número corresponde a aproximadamente 0,26% das 114.605 urnas utilizadas nas eleições paulistas. A substituição dos equipamentos integra os procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral para garantir a continuidade da votação quando há falhas técnicas.







