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A cantora e compositora sergipana Héloa iniciou, nesta terça-feira (20), no Sesc Copacabana, uma série de apresentações da turnê “ÁRIDA” no Rio de Janeiro. O espetáculo apresenta ao público o repertório de seu quarto álbum de estúdio, lançado no último dia 8 de outubro, e propõe uma viagem musical pelas raízes afro-indígenas do semiárido brasileiro. A artista segue com apresentações na capital fluminense, na Baixada Fluminense e na Região Serrana até novembro.
Com mais de 20 anos de carreira, Héloa construiu uma trajetória marcada pela valorização das culturas negra, indígena e nordestina. Em seu novo trabalho, a cantora propõe um olhar diferente sobre o sertão brasileiro, frequentemente associado à seca e à escassez. A ideia é apresentar a riqueza cultural, a ancestralidade e a força criativa desses territórios por meio de uma mistura de ritmos que inclui forró, baião, xaxado, rap, reggae e afrobeat.

“ÁRIDA é trazer um pouco do interior do Nordeste, do semiárido, a partir da beleza, do encantamento. Muitas vezes, as pessoas reproduzem estereótipos sobre lugares onde nunca estiveram. O álbum é um convite para viajarem por esse território, que também é de potência, de tecnologia ancestral, de abundância e de muita força”, contou Héloa, em entrevista ao Expresso Carioca.
O álbum “ÁRIDA” reúne 11 faixas e participações de nomes como Luedji Luna, Mestrinho, Jorge Du Peixe, Tiganá Santana, Souto MC e o grupo indígena Sabuká Kariri- Xocó, além dos artistas angolanos Jéssica Areias e Liu Kid. Entre os destaques está uma releitura de “Flor de Mandacaru”, composição de Chico César, gravada em parceria com Mestrinho. O repertório também inclui versões de músicas de Carlinhos Brown, Dominguinhos e Anastácia.
A proposta musical combina instrumentos tradicionais, como pífano e tambores, com elementos eletrônicos, criando uma sonoridade que aproxima diferentes gerações e referências culturais. A pesquisa e a direção musical do projeto são assinadas por Héloa e Yuri Queiroga, responsável também pela produção do disco.
Para a artista, sua identidade e suas vivências estão diretamente ligadas à música que produz. “Eu me encontro caminhando por esses territórios. Sou mulher de Candomblé, de retomada indígena. Eu canto o que eu vivo”, afirmou a sergipana.
Radicada em São Paulo, Héloa já desenvolveu trabalhos com nomes como Margareth Menezes, Carlinhos Brown, que produziu um de seus álbuns, Mateus Aleluia e Lia de Itamaracá. Ao longo da carreira, passou por importantes palcos e festivais brasileiros e conquistou reconhecimento por sua atuação artística. Foi destaque no Prêmio SIM à Igualdade Racial e vencedora do Prêmio Profissionais da Música, consolidando uma trajetória que une música, pesquisa cultural e performance.
Depois da apresentação em Copacabana, a turnê segue nesta quinta-feira (22) para o Sesc Ramos, na Zona Norte do Rio. Na sexta-feira (23), Héloa se apresenta no Sesc Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e, no sábado (24), no Sesc Quitandinha. A cantora também está confirmada no festival Rock The Mountain, em Itaipava, nos dias 30 de outubro e 6 de novembro.
Confira a agenda:
- 22 de outubro – Sesc Ramos (Rio de Janeiro/RJ)
- 23 de outubro – Sesc Nova Iguaçu (Nova Iguaçu/RJ)
- 24 de outubro – Sesc Quitandinha
- 30 de outubro e 6 de novembro – Festival Rock The Mountain (Itaipava/RJ)
O álbum “ÁRIDA” já está disponível nas plataformas digitais.






