Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) anunciaram, nesta quarta (22) e quinta-feira (23), novas rodadas de sanções contra a Rússia, em resposta à continuidade da guerra na Ucrânia. As medidas, que atingem diretamente o setor energético e financeiro russo, ampliam a pressão sobre o governo de Vladimir Putin.
O governo norte-americano, sob a administração de Donald Trump, impôs sanções à Rosneft e à Lukoil, as duas maiores companhias petrolíferas da Rússia, além de dezenas de subsidiárias. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a decisão busca cortar fontes de financiamento da “máquina de guerra do Kremlin”.
“É hora de cessar o derramamento de sangue e estabelecer um cessar-fogo imediato”, declarou Bessent, ao afirmar que novas medidas poderão ser tomadas se Moscou não encerrar o conflito.
Europa reforça isolamento de Moscou
Poucas horas depois, a União Europeia confirmou o 19º pacote de sanções contra a Rússia, que inclui restrições a bancos, bolsas de criptomoedas e empresas ligadas a Índia e China.
A alta representante da UE, Kaja Kallas, afirmou que o novo conjunto de medidas representa um avanço decisivo na tentativa de restringir os fluxos financeiros e energéticos russos.
“É cada vez mais difícil para Putin financiar esta guerra”, disse Kallas ao anunciar a proibição total das importações de gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de 1º de janeiro de 2027.
O pacote europeu também inclui:
- Bloqueio de transações com bancos russos e intermediários estrangeiros;
- Sanções a 118 navios da chamada “frota fantasma” usada para driblar embargos;
- Restrições à exportação de tecnologias sensíveis, como inteligência artificial e componentes metálicos críticos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a medida como um “golpe no coração da economia de guerra da Rússia” e reafirmou o compromisso da UE com uma “paz justa e duradoura para o povo ucraniano”.
Contexto da guerra
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, e desde então vem enfrentando sucessivas sanções econômicas e diplomáticas. Apesar do impacto sobre o comércio russo, Moscou mantém operações militares, enquanto Kiev continua a depender do apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos e da União Europeia.







