A reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 mobiliza milhares de estudantes no Rio de Janeiro. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado reúne 363.684 inscrições confirmadas, sendo 217.898 gratuitas e 145.786 pagas. Em todo o Brasil, mais de 5 milhões de candidatos estão inscritos para o exame, que começa neste domingo, 8 de novembro.
Depois de meses de preparação, simulados e revisões, a ansiedade costuma ganhar força justamente nas últimas 24 horas. Entre os erros mais comuns estão tentar aprender conteúdos novos, virar a madrugada estudando e deixar a organização dos materiais para a manhã da prova. Para Carol Braga, CEO do FOCO Medicina, curso preparatório com unidades na Barra da Tijuca e na Tijuca, o momento exige menos intensidade nos estudos e mais atenção ao descanso e à organização.
“Existe uma sensação de que qualquer hora sem estudar na véspera é uma hora perdida, mas não funciona assim. O aluno construiu sua preparação durante meses. Tentar compensar inseguranças nas últimas horas pode aumentar a ansiedade e comprometer justamente concentração, raciocínio e resistência para uma prova longa. A véspera deve ser muito mais estratégica do que intensa”, explica Carol.
A especialista reuniu sete orientações para ajudar os candidatos a enfrentar a prova com mais tranquilidade.
1. Não tente aprender uma matéria inteira
A véspera não é o momento de começar conteúdos extensos ou tentar recuperar meses de preparação. Uma revisão pontual pode ser útil, mas o excesso de informações tende a aumentar a insegurança e a sensação de que ainda falta muito para aprender.
“Se o estudante quiser olhar alguma coisa, pode fazer uma revisão leve de fórmulas, conceitos, repertórios ou pontos que já conhece. O que eu evitaria é abrir um assunto praticamente novo e passar horas tentando dominá-lo. A chance de gerar mais insegurança do que conhecimento é grande”, orienta Carol Braga.
2. Organize documentos e planeje o deslocamento
Conferir o documento de identificação aceito pelo edital, separar canetas esferográficas de tinta preta fabricadas em material transparente e verificar o local de prova são cuidados que devem ser tomados no sábado. Na capital fluminense, também é importante considerar o trânsito, os horários de ônibus, metrô e trem e possíveis imprevistos no deslocamento entre bairros.
“A pior coisa é começar o dia da prova procurando documento ou descobrindo em cima da hora que não sabe exatamente onde fica o local. Organização também faz parte da preparação. Quanto menos decisões e problemas o aluno tiver que resolver naquele dia, mais energia consegue preservar para a prova”, afirma.
3. Evite mudanças na alimentação
O nervosismo pode levar o estudante a consumir mais café, energéticos ou alimentos diferentes daqueles que fazem parte de sua rotina. Entretanto, experimentar comidas desconhecidas ou exagerar em refeições pesadas pode provocar desconfortos justamente na hora da prova.
“O ideal é manter uma rotina que o organismo já conhece. O aluno não precisa criar um ritual perfeito para o Enem. Precisa evitar que uma escolha feita por ansiedade provoque desconforto justamente no momento em que mais precisa estar bem”, explica Carol.
4. Estabeleça um horário para encerrar os estudos
Uma revisão que deveria durar poucos minutos pode facilmente se transformar em horas de estudo quando o candidato está inseguro. Definir um horário para guardar os materiais ajuda a evitar que a preparação ultrapasse os limites do cansaço.
“Chega um momento em que continuar estudando deixa de ser produtivo. A pessoa lê, mas já está cansada e não consegue absorver. Saber parar também é estratégia. Não adianta ganhar três horas de revisão e perder qualidade durante várias horas de prova no dia seguinte”, destaca.
5. Fuja das comparações nas redes sociais
Grupos de mensagens e redes sociais podem aumentar a ansiedade na reta final, especialmente quando surgem comentários sobre assuntos que supostamente cairão na prova. Comparar a própria preparação com a dos colegas pode criar uma sensação desnecessária de despreparo.
“Cada aluno chega ao Enem com uma trajetória diferente. Na véspera, descobrir que um amigo revisou algo que você não revisou dificilmente ajuda. Muitas vezes só cria uma urgência artificial. É hora de confiar no processo que foi construído e proteger a concentração”, diz Carol.
6. Reserve um momento para relaxar
Caminhar, ouvir música, conversar com familiares ou realizar exercícios leves de respiração são alternativas para diminuir a tensão antes da prova. O objetivo é interromper o ciclo de preocupação constante e permitir que o estudante chegue ao domingo com mais disposição.
“Descansar na véspera não é falta de comprometimento. O candidato precisa entender que chegar mentalmente exausto também tem um preço. O Enem exige atenção durante muitas horas, então preservar energia é tão estratégico quanto revisar conteúdo”, observa Carol Braga.
7. Priorize uma boa noite de sono
Virar a madrugada estudando pode prejudicar a atenção, a memória e a capacidade de interpretar questões. Por isso, manter um horário adequado para dormir e evitar estímulos excessivos antes de deitar são atitudes importantes para enfrentar uma prova longa.
“Na última noite, o objetivo não é se transformar em um aluno diferente daquele que você foi durante o ano. É chegar em condições de mostrar aquilo que sabe. O estudante não controla exatamente o que vai cair, mas consegue controlar como organiza sua véspera, o horário em que encerra os estudos e a preparação para sair de casa. Nas últimas 24 horas, isso faz muita diferença”, finaliza Carol Braga.
Atenção aos horários do Enem 2026
As provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. Os portões abrem às 12h e fecham pontualmente às 13h, pelo horário de Brasília. O exame começa às 13h30. No primeiro domingo, a aplicação termina às 19h; no segundo, às 18h30.
Sobre a especialista
Carol Braga é CEO do FOCO Medicina, curso preparatório para vestibulares, com unidades na Barra da Tijuca e na Tijuca, no Rio de Janeiro. Atua na gestão educacional e na preparação de estudantes que buscam ingressar no ensino superior, especialmente em cursos de alta concorrência.
Fonte oficial: Inep — Rio de Janeiro tem 363,6 mil inscritos no Enem 2026. Os 363.684 inscritos correspondem ao estado do Rio de Janeiro, não apenas à capital. O levantamento foi publicado em 13 de outubro de 2026.
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