Um dos principais nomes do funk brasileiro, Dennis voltará a integrar a programação do Rock in Rio levando ao Palco Favela um espetáculo que pretende revisitar a trajetória do gênero e reforçar a conexão entre a música, a cultura das comunidades e os grandes festivais. Com uma carreira marcada por sucessos como Agora é Tudo Meu, Tá OK, Medley da Gaiola e Deixa de Onda, o artista vive uma fase de expansão criativa, apostando em apresentações com narrativa, estética futurista e uma proposta de aproximar o funk de novos públicos.

A relação de Dennis com o Rock in Rio vem se fortalecendo nos últimos anos. Além de comandar um show próprio no Palco Favela, o produtor também participou de outras atrações do festival, incluindo uma apresentação ao lado da cantora sueca Zara Larsson no Palco Mundo, durante a edição de 2024.
Ao relembrar sua estreia no evento, Dennis destacou a intensidade da experiência e a importância que o momento teve em sua trajetória artística.
“Então, eu tava falando isso agora ali, né? Eu tava lá no palco, no favela, dois anos assim se passaram, mas foi uma loucura a minha primeira participação no Rock in Rio, eu sabia que ia estar cheio, do jeito que ficou cheio, um show de uma hora, que parecia que foram 10 minutos de tão mágico que foi. Eu, desde 30 anos atrás, quando eu tinha 15 anos, tava lá na Mangueirinha de Caxias, tocando na comunidade, tocando na favela. Jamais imaginaria que estaria tocando 30 anos depois no Rock in Rio. É uma realização pra mim.”
Durante a coletiva de imprensa, Zé Ricardo que é o vice-presidente artístico do Rock in Rio ressaltou o significado da presença de Dennis no Palco Favela, destacando sua trajetória como inspiração para novos talentos vindos das comunidades:

“Para mim, ter o Dennis, que eu considero hoje um dos maiores nomes da música brasileira, no espaço favela, é muito importante. Eu acho que você sempre trouxe na sua história, mesmo quando suas músicas estouraram, fizeram, a sua conexão com a favela. Então, eu acho que a sua presença lá é muito importante também para inspirar outros artistas que vieram também da favela, que virão da favela, que vão estar nos nossos palcos nas próximas edições, olhar e falar cara, por Dennis estar lá, eu posso estar lá também. Então, o espaço favela, na minha concepção, amplia o olhar da sociedade sobre o que é favela. Ele traz aquilo que você estava falando, Celo (Celo Dut, cantor e compositor baiano), “que é pertencimento”. Então, ter você lá, Dennis, eu acho que vai ser também, como a gente estava falando de inspiração, uma forma de inspirar muitos artistas, você voltar com o seu show de novo. Na primeira edição foi assim, eu tive essa sensação. Eu acho que hoje você é essa referência pra todo mundo que vai te ver lá.”
Para a próxima apresentação, Dennis revelou que pretende construir um espetáculo centrado na evolução do funk, valorizando a história do gênero e sua importância na cultura brasileira.
“Cara, eu costumo falar que ali no palco favela, aquele palco é uma obra de arte, mas quem você vai trazer as novidades, gente? Olha, eu não vou trazer novidades, porque isso aqui é um crime, clichê nesse palco, vou só botar minha mesinha ali e criar uma história em torno disso, contar um pouquinho da história do funk. Eu confesso que eu sempre monto shows assim, um mês antes, porque são muitos shows, agora eu já tava começando a fazer algumas ideias e tal, mas vou trazer algumas coisas bacanas também, vou contar um pouco dessa história.”

O artista também lembrou que sua participação no festival ultrapassou o Palco Favela. Na edição anterior, ele integrou diferentes momentos da programação e participou de apresentações especiais ao lado de outros artistas, experiência que considera uma das características mais marcantes do Rock in Rio.
“Dois anos atrás, eu acabei visitando vários palcos, a gente fez o Sunset, fizemos uma bagunça pro mundo, eu fui convidado, tem isso no festival também, de promover os encontros até fora do festival, porque a Zara lá me chamou pra fazer um remix pra poder a gente apresentar junto com ela no palco Mundo, já tem outros convites pra estar no palco Mundo, pra estar no Sunset também, então assim, a gente vai rodar o festival todo ano, vai viver quase todos os dias.”
Reconhecido por ajudar a popularizar o funk em diferentes mercados e por acumular parcerias com artistas de diversos estilos, Dennis chega à nova edição do Rock in Rio com a proposta de transformar sua apresentação em uma celebração da história do gênero, reforçando a representatividade da cultura das periferias em um dos maiores festivais de música do mundo.







