Sos é cria de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e muito do repertório que construiu por ali segue aparecendo em suas rimas. Basquete, futebol, filmes e as referências da rua dividem espaço nas letras de um rapper que completa 10 anos de trajetória em 2026 e acaba de iniciar um novo capítulo da carreira: o artista assinou contrato com a gravadora 1Kilo e lançou “Placebo”, sua estreia no projeto Studio Rec.

A relação com a música começou ainda em Campo Grande, onde Sos cresceu também apaixonado pelo basquete. Para ele, rap e esporte sempre fizeram parte de universos próximos, mas chegaram à sua vida de forma independente.
“Eu sempre amei basquete e sempre amei rap. São duas coisas que fazem parte da minha vida e que naturalmente acabam sendo abraçadas pela mesma galera, estão dentro de um universo muito próximo. Essa conexão entre os dois existe e é inegável, mas, no meu caso, não foi uma coisa que levou à outra. Eu realmente amo os dois”, conta.
É principalmente na ideia de superação que Sos enxerga o ponto de encontro entre os dois. Mais do que o jogo em si, o rapper se identifica com a dedicação de quem treina, se prepara e busca constantemente evoluir: “Para mim, eles se encontram muito na ideia de superação. Não necessariamente no esporte em si, mas na figura do atleta, de quem se dedica, treina e coloca todo o esforço em alguma coisa para vencer. Quando eu consigo transformar isso em palavras, quem está vivendo essa busca também consegue se identificar. Acho que essa vontade de evoluir e vencer aproxima muito os dois universos.”
Não por acaso, referências a Michael Jordan, NBA e All-Star já apareceram em diferentes músicas do artista. Mas Sos explica que elas não são colocadas de forma calculada. Fazem parte do mesmo repertório pessoal que inclui cinema, futebol e outras referências que acumulou ao longo da vida.
“Todo mundo tem o seu próprio repertório e é a partir dele que encontra a melhor forma de se expressar e se conectar com as pessoas. Nas minhas músicas tem muita referência de basquete, mas também de filmes, futebol e de várias outras coisas que fazem parte da minha vida. Está tudo comigo, então acaba aparecendo nas rimas sem precisar forçar.”
Do Botafogo para a música
Outra paixão que atravessa a trajetória de Sos é o Botafogo. Além de citar o clube em suas letras, o rapper participou de “Embalado”, faixa oficial do time, em um projeto no qual também esteve envolvido na direção criativa e na articulação entre os artistas.

“Acho que todo botafoguense fanático encontra uma forma de fazer esse amor ultrapassar o limite do esporte. No meu caso, foi através da música. O Botafogo faz parte de mim e naturalmente acaba aparecendo no meu trabalho”, conta.
A participação em “Embalado”, segundo ele, teve um peso ainda maior justamente por permitir que o torcedor e o profissional se encontrassem: “Meu lado torcedor ficou feliz demais, quase chorei. E não foi só por participar da música. Eu também fiz a direção criativa do projeto, ajudei a aproximar os artistas, fiz o primeiro contato com o Mãolee e apresentei a ideia para fazer aquilo acontecer junto ao Botafogo. Depois veio o processo de chamar os artistas, juntar todo mundo e ver outros projetos surgindo a partir daquela ideia. Foi muito maneiro viver tudo isso.”
Dez anos depois, uma nova fase
Aos 10 anos de carreira, Sos chega a 2026 com uma nova estrutura por trás do trabalho. O rapper acaba de entrar oficialmente para o time da gravadora 1Kilo, com quem mantém uma relação que começou muito antes da assinatura do contrato. Ao longo da trajetória, já dividiu faixas da gravadora como “Fluxo”, “Verdades”, “Acreditar de Novo” e “Fita de Milhão”.
“Não poderia ser melhor para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Primeiro pela liberdade artística, que é plena, e também porque minha relação com a 1Kilo vem de muitos anos. A gente já era amigo muito antes da minha carreira ganhar atenção e das minhas músicas começarem a chegar a mais gente. Já existia esse carinho, essa relação de irmão”, declara o rapper.
Para Sos, oficializar a parceria agora é consequência de uma história construída em paralelo. “Eu acompanhei o crescimento da gravadora 1Kilo de fora, eles tambem possuem 10 anos de estrada, e agora vou poder viver isso de perto. Isso me deixa ainda mais confiante no que estou fazendo. Talvez já fosse para essa parceria ter acontecido antes, mas as coisas também precisam acontecer no tempo certo. E acho que esse é o nosso momento.”
A estreia dessa fase é “Placebo”, single já disponível nas plataformas digitais e no YouTube. Na música, Sos questiona uma indústria guiada por números, status, reconhecimento e repetição de fórmulas. Logo nos primeiros versos, avisa: “Sos é o Sos / Não tô pra ser Mano Brown / Não tô pra ser Marighella”.
A crítica passa principalmente pela perda de identidade que ele enxerga em parte da produção atual.
“Acho que o principal é a falta de identidade artística, e a falta de conteúdo acaba sendo uma consequência disso. É mais simples do que parece e também não acho que exista um único culpado. Isso passa pela gente como artista, pelo ouvinte e por uma série de coisas que vão se desencadeando dentro da indústria.”
“Placebo”, segundo Sos, nasceu justamente dessa percepção, mas sem a intenção de criar uma música a partir de uma fórmula ou de um discurso previamente definido. “Eu nunca busquei fórmula para fazer a minha música, então colocar isso no som aconteceu de uma maneira muito natural. Eu me deixei levar pelo que estava pensando e pela atmosfera que o beat me entregou.”
Depois de uma década, ele diz que a essência daquele artista que começou em 2016 continua a mesma. O que mudou foi o repertório e a maneira de transformar suas referências em música: “O que evoluiu foram as minhas formas de fazer música. Ao longo desses 10 anos, fui descobrindo outras maneiras de criar e hoje gosto de todas elas. Acho que esse é justamente o momento de mostrar essa versatilidade. O tempo também ajuda a filtrar melhor o que a gente quer falar, o que precisa falar e até o que não precisa. Mas é música da margem, então tem hora para fazer de tudo. Essa liberdade é justamente a graça”, finaliza.
Sos integra agora o Studio Rec, projeto da gravadora 1Kilo dedicado a lançamentos solo de artistas contratados. Além dele, fazem parte da iniciativa nomes como Novato, D6, Zekk, Harley MC, Frajadx, Guimacê, Madu, Dayle, Trem Caro, IGÊ, BLT e DK.
“Placebo” (Studio Rec #13) – Sos, 1Kilo
Ouça aqui: ADA.lnk.to/PlaceboStudioRec13
Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=10GaR4AZfGc
Acompanhe o artista: https://www.instagram.com/sosprj?stkn=aHdyZTRnOTRkbTVi
Sobre a gravadora 1Kilo
A gravadora 1Kilo, que completa dez anos em 2026, é uma das precursoras do rap acústico no Brasil e acumula números expressivos: mais de 2,3 bilhões de plays no YouTube, 6,7 milhões de inscritos no canal e cerca de 9 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de música, com alcance em 178 países.
Com turnês pela Europa e por todo o Brasil, a gravadora 1Kilo foi apontada como o terceiro grupo mais ouvido pela Billboard em 2018. O hit “Deixe-me Ir” permanece no Top10 até hoje e tornou-se o primeiro single de rap do país a receber a certificação Triplo Diamante.
Atualmente, a gravadora 1Kilo soma 28 certificações – entre diamantes, platinas e ouros – e segue como referência para a nova geração do rap brasileiro.
Instagram: https://www.instagram.com/1kilorec/
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4MBNNxjyabOfYxKC1whveg
TikTok: https://www.tiktok.com/@1kilorecords
Facebook: https://www.facebook.com/1Kilorec
X: https://x.com/1KiloOficial







