A Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira (18) dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Ele foi conduzido à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária para colocar tornozeleira eletrônica.
Além do monitoramento eletrônico, Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, de se comunicar com outros réus do processo ou com embaixadores e diplomatas estrangeiros. Também não poderá deixar a comarca do Distrito Federal e terá de permanecer em casa das 19h às 7h.
O ex-presidente já havia tido o passaporte apreendido em fevereiro deste ano, em outra decisão judicial.
Em nota, a defesa de Bolsonaro afirmou ter recebido “com surpresa e indignação” a imposição das medidas cautelares, ressaltando que ele “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário” e prometendo se manifestar após ter acesso à íntegra da decisão.
O Partido Liberal (PL), legenda à qual Bolsonaro é filiado, também criticou a operação. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, divulgou nota em que manifesta “estranheza e repúdio”, afirmando que o ex-presidente “sempre esteve à disposição das autoridades”. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder da bancada do PL na Câmara, lamentou publicamente a decisão judicial.
Em comunicado oficial, a PF limitou-se a informar que cumpriu “dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da PET n.º 14129”.







