Representantes de sete centrais sindicais divulgaram neste domingo (25) uma nota conjunta para criticar a redução da circulação de ônibus urbanos e denunciar dificuldades em outros meios de transporte durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As entidades afirmam que os problemas comprometeram o deslocamento de eleitores até os locais de votação e cobram providências das autoridades responsáveis.
O documento é assinado por Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); e Antonio Gozze, da Pública.
Entidades apontam descumprimento de determinação judicial
Na manifestação, os dirigentes sindicais afirmam que a redução da frota de ônibus em algumas cidades contrariou uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a operação do transporte público com 100% da capacidade nos dias de eleição.
As entidades relatam que milhares de pessoas permaneceram nos pontos de ônibus sem saber se conseguiriam chegar às urnas a tempo de votar. O texto também menciona denúncias de restrições em voos e no transporte por barcas no rio Amazonas.
“É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta”, diz o documento.
Os representantes consideram que os relatos exigem apuração para esclarecer as circunstâncias das ocorrências e identificar eventuais responsabilidades.
Centrais cobram atuação das autoridades
A nota pede uma resposta efetiva dos órgãos responsáveis pela fiscalização do transporte e do processo eleitoral. Para as entidades, a investigação deve esclarecer o que ocorreu nas diferentes localidades e evitar que problemas de deslocamento comprometam o exercício do direito ao voto.
“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização para uma atuação efetiva”, afirmam os dirigentes.
O documento também defende que a apuração não se limite à disputa de responsabilidades entre administrações municipais e estaduais. As centrais cobram esclarecimentos sobre as denúncias e medidas para impedir que eleitores sejam prejudicados pela falta de transporte.
As reclamações sobre a circulação de ônibus durante o segundo turno levaram partidos e representantes políticos a acionar a Justiça Eleitoral. Em meio às denúncias, decisões judiciais determinaram providências para restabelecer o serviço em localidades afetadas e trataram da ampliação do horário de votação.







