O Brasil contabilizou 830.890 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Embora o total represente uma redução de 9% em comparação com os 909.753 casos registrados no ano anterior, os furtos continuam predominando e já correspondem à maior parte das subtrações de aparelhos no país.
De acordo com o levantamento, os roubos apresentaram queda significativa de 18,6%, passando de 377.787 registros em 2024 para 308.723 em 2025. Em contrapartida, os furtos cresceram 0,9%, alcançando 483.561 ocorrências. Atualmente, cerca de seis em cada dez celulares levados por criminosos são furtados, geralmente sem que a vítima perceba o crime no momento em que ele acontece, principalmente em locais de grande circulação e no transporte público.
Os números indicam que, em média, aproximadamente 1.325 celulares foram subtraídos por dia ao longo de 2025, o equivalente a cerca de 95 aparelhos por hora. Apesar da redução geral, o volume de ocorrências evidencia que esse tipo de crime continua sendo um dos principais desafios para a segurança pública brasileira.
Além do prejuízo financeiro causado pela perda do aparelho, especialistas alertam para os impactos decorrentes do acesso indevido a informações armazenadas nos dispositivos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos, contatos e redes sociais podem ser utilizados por criminosos para aplicar golpes, realizar transferências bancárias, contratar empréstimos e cometer fraudes em nome da vítima.
Uma pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), realizada em parceria com o Instituto Locomotiva, aponta que 60% dos entrevistados já tiveram o celular roubado ou furtado, ou convivem com alguém que passou por essa situação sem conseguir substituir imediatamente o aparelho. O estudo também mostra que mais da metade das famílias brasileiras enfrenta dificuldades para cobrir todas as despesas mensais, tornando a compra inesperada de um novo equipamento um fator de desequilíbrio no orçamento doméstico.
O receio de ser vítima desse tipo de crime também aparece em outra pesquisa, conduzida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha. Segundo o levantamento, 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado, enquanto 83,2% demonstram preocupação com golpes praticados por telefone ou pela internet.
Especialistas recomendam que, em caso de roubo ou furto, a vítima bloqueie imediatamente o aparelho, a linha telefônica, os aplicativos bancários e demais contas vinculadas ao dispositivo. Também orientam que consumidores avaliem a contratação de seguros específicos para celulares e para fraudes eletrônicas, observando atentamente as coberturas, limites de indenização e exclusões previstas em cada apólice. Segundo o setor de seguros, esse tipo de proteção pode reduzir os impactos financeiros provocados pela perda do aparelho e pelo uso indevido de informações pessoais, embora não substitua os cuidados relacionados à segurança digital.







