A Bienal do Livro do Rio de Janeiro começa nesta sexta-feira (13), no Riocentro, e já estreia com um dos momentos mais aguardados: a presença da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que participará de uma conversa mediada pela atriz Taís Araújo, às 19h, no Palco Apoteose. O evento literário, que vai até o dia 22 de junho, espera receber mais de 600 mil visitantes, consolidando-se como um dos maiores festivais do gênero na América Latina.
Reconhecida por obras como Americanah, Meio sol amarelo e o manifesto Sejamos todos feministas, Chimamanda abordará sua trajetória, os temas centrais de sua escrita e o impacto de sua voz no cenário literário e social global. Todos os seus livros já estão traduzidos para o português e fazem parte do catálogo de editoras brasileiras.
Além de Chimamanda, a programação internacional da Bienal reúne nomes como a britânica Cara Hunter, autora de thrillers policiais; a canadense Brynne Weaver, conhecida por romances de fantasia; o estadunidense G. T. Karber, especialista em histórias de mistério e assassinato; e Lynn Painter, que escreve comédias românticas leves e envolventes.
Do lado brasileiro, a Bienal também destaca vozes potentes da literatura contemporânea. Entre elas estão Jeferson Tenório, vencedor do Jabuti com O avesso da pele; Raphael Montes, criador de Bom dia, Verônica; Aline Bei, aclamada por O peso do pássaro morto; e Ana Claudia Quintana Arantes, autora de A morte é um dia que vale a pena viver.
Literatura e cidadania: campanha de doação de livros
A Bienal 2025 também reforça seu compromisso social com uma campanha de arrecadação de livros coordenada pela ONG Favelivro. O objetivo é ampliar o acesso à leitura em comunidades do Rio, por meio da criação e fortalecimento de bibliotecas comunitárias. O público poderá doar livros em bom estado, especialmente títulos infantojuvenis, clássicos da literatura brasileira e mundial, e obras que estimulem o pensamento crítico.
“Acreditamos que levar livros para as favelas é abrir portas para novos mundos. As bibliotecas comunitárias nascem da resistência e do amor à leitura”, afirma Verônica Marcílio, fundadora da Favelivro.
Ingressos, app oficial e programação
Os ingressos para o evento custam R$ 42 (inteira) e R$ 21 (meia), e podem ser adquiridos no site oficial. Professores e bibliotecários têm entrada gratuita ou com desconto mediante apresentação de comprovante profissional.
Outro destaque é o aplicativo oficial da Bienal, que oferece agenda personalizada, notificações em tempo real, mapa interativo, biblioteca virtual com mais de 100 mil títulos, além de conteúdos exclusivos. A ferramenta busca aproximar ainda mais o público do universo literário, promovendo uma experiência digital contínua mesmo fora dos pavilhões do Riocentro.
Com uma programação diversa, que inclui debates, lançamentos, encontros com autores e atividades para todas as idades, a Bienal do Livro do Rio reafirma seu papel como grande palco da cultura, da educação e da transformação social por meio da leitura.







