E se fosse possível apagar os próprios traumas — você aceitaria esquecer? Essa é a provocação que guia A Condenação da Memória, novo romance distópico de Guilherme Rezk, que chega ao público pela Editora Flyve, com pré-venda iniciando em 07 de julho de 2025 no site oficial da editora (www.flyve.com.br).
Ambientado em Argos, uma cidade subterrânea construída após um colapso global, o livro acompanha 1050 Martin, um cidadão de classe inferior e Editor de Memórias, que vive sob as regras de um sistema rígido e altamente controlado. Sonhador silencioso, Martin deseja contemplar o céu — mas seu encontro com a enigmática 5021 Augustine desperta muito mais do que curiosidade. A relação entre os dois o arrasta para uma trama de insurgência que expõe os alicerces sombrios da sociedade em que vivem — e o papel crucial que suas memórias reprimidas exercem nesse sistema.
A narrativa costura temas como opressão social, apagamento de identidades e a importância das lembranças na construção do eu. Em um mundo onde o trabalho é dever absoluto e a memória pode ser manipulada pelo Estado, A Condenação da Memória convida o leitor a refletir: o que nos resta quando até nossas dores nos são tiradas?
Sobre o autor

Guilherme Rezk é escritor, roteirista e hidrógrafo carioca. Publicou Contos do Apocalipse, premiado no “VII Talentos Helvéticos–Brasileiros”, e o conto A Cápsula. Foi destaque no Prêmio Off-Flip 2024 e teve seu trabalho publicado na antologia O Bosque do Silêncio, lançada na Bienal do Livro de São Paulo.
Apaixonado por ficção desde a infância — dos quadrinhos aos universos de RPG —, Rezk se destaca por utilizar o gênero distópico como ferramenta para provocar reflexões profundas sobre os dilemas contemporâneos. Nas redes sociais, compartilha análises literárias sob o lema de que “a ficção não mente”.
Encontre-o em @rezkguilherme.







