O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira (25) que deverá se reunir novamente, em breve, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no contexto das negociações internacionais que buscam encerrar a guerra com a Rússia.
“Concordamos com uma reunião de alto nível com o presidente Trump num futuro próximo. Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo”, declarou Zelensky em mensagem publicada nas redes sociais.
A sinalização ocorre poucos dias após o líder ucraniano revelar, na quarta-feira, a versão mais recente do plano de paz patrocinado pelos Estados Unidos, resultado de semanas de negociações entre Washington e Kiev. O documento preliminar propõe o congelamento das atuais linhas de frente do conflito, sem, no entanto, apresentar uma solução definitiva para os cerca de 19% do território ucraniano ocupados pela Rússia desde o início da invasão, em 24 de fevereiro de 2022.
A nova formulação do plano norte-americano deixou de fora duas exigências históricas do Kremlin que constavam na proposta original. Entre elas, a retirada das forças ucranianas das áreas do Donbas ainda sob controle de Kiev e um compromisso juridicamente vinculante de que a Ucrânia não ingressará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou ainda está formulando sua posição oficial sobre a proposta, mas evitou comentar detalhes. Já a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou na quinta-feira (24) que o avanço em direção ao fim do conflito é “lento, mas constante”.
A expectativa em torno do novo encontro entre Zelensky e Trump reforça a possibilidade de avanços diplomáticos nas próximas semanas, em um momento considerado decisivo para o futuro do conflito no Leste Europeu.







