O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, mantendo o setor em patamar considerado recorde para o início de ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado positivo de janeiro compensou parcialmente as flutuações observadas ao longo do final de 2025, período marcado por variações mais modestas nas vendas. A retomada do consumo reflete um cenário de confiança do consumidor e movimentação mais forte em segmentos-chave, como equipamentos para residência, combustíveis e alimentos.
Na comparação com janeiro de 2025, o comércio também registrou avanço — ainda que mais discreto — de 1,5%, interrompendo uma sequência de quedas interanuais que vinha sendo observada nos meses anteriores.
A pesquisa mensal do IBGE leva em conta dois recortes: o volume de vendas com ajuste sazonal, que permite comparar períodos consecutivos, e a série sem ajuste, adequada para comparações anuais. O patamar alcançado em janeiro de 2026 igualou o recorde histórico da série com ajuste sazonal, destacando a robustez do consumo no mês de início do ano.
O segmento de combustíveis e lubrificantes figurou entre os destaques positivos, impulsionado pela maior circulação de veículos após o período de férias. Supermercados e hipermercados também contribuíram para o resultado, com forte demanda de produtos essenciais.
Apesar da expansão, economistas ponderam que os resultados ainda são sensíveis a fatores macroeconômicos, como a inflação e as taxas de juros. O cenário de recuperação do consumo, embora consistente, ainda enfrenta desafios relacionados à renda das famílias e ao acesso ao crédito. A tendência de crescimento do comércio será monitorada pelos analistas à medida que novos dados forem sendo divulgados ao longo de 2026.







