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	<title>xenofóbicos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Meta flexibiliza regras e autoriza discurso discriminatório nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 12:34:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nesta terça-feira (7) uma revisão em suas políticas de moderação de conteúdo nos Estados Unidos. As alterações permitem o uso de linguagem homofóbica, xenofóbica, transfóbica e misógina em discussões políticas e religiosas, bem como a defesa de limitações de gênero em profissões militares, policiais e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nesta terça-feira (7) uma revisão em suas políticas de moderação de conteúdo nos Estados Unidos. As alterações permitem o uso de linguagem homofóbica, xenofóbica, transfóbica e misógina em discussões políticas e religiosas, bem como a defesa de limitações de gênero em profissões militares, policiais e educacionais.</p>
<p>As novas diretrizes também autorizam a associação entre homossexualidade ou transsexualidade e doenças mentais, algo que era anteriormente vetado pela política da plataforma. Segundo a empresa, essas mudanças visam criar mais &#8220;espaço&#8221; para debates polêmicos.</p>
<p>“Permitimos que usuários expressem suas opiniões, mesmo que incluam linguagem insultuosa, em discussões sobre temas sensíveis, como imigração, direitos LGBTQIA+ e outros tópicos de interesse político ou religioso&#8221;, informou a Meta em comunicado.</p>
<h3><strong>Impactos e críticas</strong></h3>
<p>Especialistas em direitos digitais e combate à desinformação manifestaram preocupação com o potencial aumento de violência simbólica e física decorrente dessa flexibilização. Ana Regina Rego, fundadora da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), classificou a medida como um retrocesso.</p>
<p>“Essa permissão para discursos de ódio, especialmente contra mulheres e minorias, não apenas fere direitos fundamentais, mas também cria um ambiente que pode incitar violência física”, afirmou a professora da Universidade Federal do Piauí (PI).</p>
<p>Além disso, a política substitui o termo &#8220;discurso de ódio&#8221; por &#8220;conduta odiosa&#8221;, uma mudança semântica que, segundo críticos, suaviza a gravidade do problema.</p>
<h3><strong>Regras mais brandas nos EUA</strong></h3>
<p>Embora a Meta tenha mantido algumas restrições, como a remoção de conteúdos que desumanizem ou caluniem indivíduos com base em raça, religião ou orientação sexual, a flexibilização abre espaço para discursos anteriormente proibidos.</p>
<p>Joel Kaplan, diretor de assuntos globais da Meta e ex-advogado do Partido Republicano, defendeu as mudanças, argumentando que as regras anteriores eram muito rígidas. “Não é justo que algo possa ser dito em um plenário do Congresso, mas não em nossas plataformas&#8221;, declarou.</p>
<h3><strong>Preocupação global</strong></h3>
<p>A Meta não esclareceu se essas mudanças serão aplicadas em outros países, incluindo o Brasil, onde políticas mais rigorosas contra discursos de ódio ainda estão em vigor. O posicionamento da empresa alimenta o temor de que a flexibilização nos EUA possa influenciar suas práticas globais.</p>
<p>Para muitos, a decisão reflete um alinhamento político com o governo do presidente eleito Donald Trump, conhecido por declarações polêmicas sobre mulheres, imigrantes e LGBTQIA+. A medida também levanta questionamentos sobre os limites entre liberdade de expressão e a promoção de discursos que violam direitos humanos fundamentais.</p>
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