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	<title>Vulnerabilidade &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Crianças vulneráveis no Brasil enfrentam déficit no acesso à educação infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 12:56:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[No Brasil, apenas 43% das crianças de 0 a 3 anos em situação de vulnerabilidade social estão matriculadas em creches, deixando cerca de 2,6 milhões fora do sistema educacional. Esse dado alarmante, divulgado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com apoio da Quantis, revela a discrepância entre a demanda e a oferta de creches no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, apenas 43% das crianças de 0 a 3 anos em situação de vulnerabilidade social estão matriculadas em creches, deixando cerca de 2,6 milhões fora do sistema educacional. Esse dado alarmante, divulgado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com apoio da Quantis, revela a discrepância entre a demanda e a oferta de creches no país e sublinha as desigualdades regionais no acesso à educação infantil.</p>
<p>Conforme o Índice de Necessidade de Creche, as principais dificuldades no acesso incluem a falta de vagas e a inexistência de unidades próximas. Estados como Roraima têm quase 95% das crianças vulneráveis sem creche, enquanto São Paulo alcança o maior índice de atendimento entre as crianças pobres, com 54,7% matriculadas. A situação é ainda mais preocupante entre crianças em famílias de baixa renda, onde mais de 70% não estão matriculadas.</p>
<p><strong>Principais Barreiras e a Urgência do Planejamento Público</strong></p>
<p>Entre os principais motivos da falta de matrícula estão a escolha dos responsáveis (56%) e a falta de vagas ou infraestrutura. Para Karina Fasson, gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a situação aponta para a urgência de uma expansão planejada de vagas, por meio da construção de creches e parcerias com entidades sem fins lucrativos. Ela alerta para a importância de políticas públicas focadas, afirmando que “é preciso que os municípios contem com o apoio dos governos estaduais e federal para planejar a expansão da educação infantil”.</p>
<p>Embora a matrícula em creches não seja obrigatória, o Supremo Tribunal Federal reforçou recentemente a necessidade do poder público em disponibilizar vagas. Isso se torna ainda mais relevante diante do Plano Nacional de Educação, que exige que 50% das crianças de até 3 anos estejam em creches até 2025 — atualmente, apenas 37,3% têm acesso.</p>
<p><strong>A Importância da Primeira Infância para o Desenvolvimento</strong></p>
<p>A primeira infância é um período decisivo no desenvolvimento humano, especialmente para estabelecer conexões cerebrais essenciais para o aprendizado. Fasson destaca a creche como um espaço fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças, além de um direito básico. Ela enfatiza que “a qualidade da educação infantil é vital para o desenvolvimento cognitivo e emocional na fase que define 90% das conexões cerebrais de uma criança até os 6 anos”.</p>
<p>A situação, além de mostrar o impacto da desigualdade no acesso à educação, aponta para a necessidade de esforços coordenados e investimentos robustos para garantir um futuro mais equitativo para as crianças mais vulneráveis do Brasil.</p>
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		<title>Censo identifica 7.865 pessoas em situação de rua na cidade do Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Apr 2023 17:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Censo de População de Rua 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
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		<category><![CDATA[situação de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Vulnerabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O Censo de População de Rua 2022 da Prefeitura do Rio de Janeiro identificou 7.865 pessoas na capital fluminense. Houve aumento de 8,5% em relação a 2020, quando foram contabilizadas 7.272 pessoas em situação de rua. Em 2022, cerca de 80% do público-alvo eram pessoas que se encontravam na rua, enquanto 20% estavam em instituições. [&#8230;]]]></description>
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<p>O Censo de População de Rua 2022 da Prefeitura do Rio de Janeiro identificou 7.865 pessoas na capital fluminense. Houve aumento de 8,5% em relação a 2020, quando foram contabilizadas 7.272 pessoas em situação de rua.</p>
<p>Em 2022, cerca de 80% do público-alvo eram pessoas que se encontravam na rua, enquanto 20% estavam em instituições. No primeiro grupo, 5.026 estavam na rua e 1.227 em cenas de uso de drogas. Entre todos os pesquisados, 17,4% têm residência fixa e 55% ainda mantêm contato com a família.</p>
<p>Quanto ao perfil, 82% são homens, 84% são autodeclarados pretos ou pardos, 11% não sabem ler ou escrever um bilhete simples, e 64% têm ensino fundamental incompleto. A idade média das pessoas em situação de rua é de 31 anos.</p>
<p>Entre as atividades mais comuns para obter renda, 57,7% catavam materiais recicláveis ou lixo e 20,7% vendiam produtos como ambulantes.</p>
<p>Segundo o levantamento, 43% disseram estar na rua por conflitos familiares, 22% por alcoolismo e/ou uso de drogas e 13% por desemprego ou perda de renda e 83% disseram ter feito uso de, pelo menos, uma droga.</p>
<p>O estudo foi realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pelo Instituto Pereira Passos, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, entre os dias 21 e 25 de novembro de 2022, quando foram percorridos 1.872 roteiros de rua e 57 cenas de uso de drogas.</p>
<p>“O Censo da População de Rua é o motor para que a Secretaria Municipal de Assistência Social possa aprimorar políticas públicas e trabalhar diretamente na redução de pessoas em vulnerabilidades. É importante pensar também que esta situação é fruto de um desequilíbrio social”, disse, em nota, o secretário de Assistência Social, Adilson Pires.</p>
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