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	<title>Violência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Violência &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Movimento Mães de Maio articula proposta de lei nacional contra violência policial</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/movimento-maes-de-maio-articula-proposta-de-lei-nacional-contra-violencia-policial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 13:52:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento Mães de Maio apresentou uma proposta legislativa voltada ao enfrentamento da violência policial e à proteção de familiares de vítimas de ações do Estado. A iniciativa busca criar mecanismos permanentes de assistência social, reparação e acolhimento para mães e parentes atingidos pela violência institucional em diferentes regiões do país. Criado após os chamados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O movimento Mães de Maio apresentou uma proposta legislativa voltada ao enfrentamento da violência policial e à proteção de familiares de vítimas de ações do Estado. A iniciativa busca criar mecanismos permanentes de assistência social, reparação e acolhimento para mães e parentes atingidos pela violência institucional em diferentes regiões do país.</p>
<p>Criado após os chamados Crimes de Maio de 2006, em São Paulo, o movimento se tornou uma das principais referências nacionais na denúncia da letalidade policial e da impunidade em casos envolvendo agentes de segurança pública. Naquele período, uma onda de confrontos e execuções deixou ao menos 564 mortos e 110 feridos em várias cidades paulistas, segundo levantamentos citados por entidades de direitos humanos. A maior parte das vítimas era formada por jovens negros e moradores das periferias.</p>
<p>A proposta defendida pelo grupo ficou conhecida como “Lei Mães de Maio”. O texto prevê a criação de um programa nacional de enfrentamento aos impactos causados pela violência institucional, incluindo apoio psicológico, assistência social e medidas de proteção para familiares de vítimas e sobreviventes de ações violentas praticadas por agentes do Estado.</p>
<figure id="attachment_90584" aria-describedby="caption-attachment-90584" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-90584" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Débora Maria da Silva é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado - Paulo Pinto/Agência Brasil" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-90584" class="wp-caption-text">Débora Maria da Silva é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado &#8211; Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>As integrantes do movimento afirmam que muitas famílias enfrentam não apenas a perda dos filhos e parentes, mas também dificuldades financeiras, adoecimento emocional e falta de apoio estatal após os episódios de violência. Segundo o grupo, o objetivo da proposta é impedir a revitimização dessas famílias e garantir políticas públicas permanentes de reparação e memória.</p>
<p>A fundadora do movimento, Débora Silva Maria, transformou a morte do filho, Edson Rogério Silva dos Santos, assassinado em maio de 2006 na Baixada Santista, em uma mobilização nacional por justiça e direitos humanos. Desde então, o coletivo passou a reunir mães e familiares de vítimas de violência policial em diferentes estados brasileiros.</p>
<p>Além da proposta legislativa, o movimento tem atuado em diversas frentes nacionais e internacionais. Recentemente, organizações ligadas ao grupo encaminharam denúncias à Organização das Nações Unidas cobrando providências do Estado brasileiro em relação aos Crimes de Maio e à continuidade da violência policial no país. As entidades pedem reconhecimento oficial das violações de direitos humanos, responsabilização dos envolvidos e medidas para reduzir a letalidade policial.</p>
<p>Entre as reivindicações apresentadas estão o fortalecimento do controle externo das polícias, criação de políticas de redução da violência policial, reparação às famílias das vítimas e reconhecimento dos Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos. O movimento também defende que os casos sejam considerados imprescritíveis, permitindo a continuidade das investigações e eventuais responsabilizações judiciais.</p>
<p>Especialistas em direitos humanos avaliam que o debate sobre violência institucional ganhou maior visibilidade nos últimos anos diante do aumento das operações policiais letais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Pesquisadores apontam que o Brasil segue registrando elevados índices de mortes decorrentes de intervenção policial, principalmente em áreas periféricas e comunidades vulneráveis.</p>
<p>Para o movimento Mães de Maio, a proposta de lei representa uma tentativa de transformar o luto das famílias em instrumento de mobilização social e construção de políticas públicas voltadas à prevenção da violência de Estado e à garantia de direitos para as vítimas e seus familiares.</p>
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		<title>Especialista aponta permanência de práticas da ditadura na segurança pública brasileira</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/especialista-aponta-permanencia-de-praticas-da-ditadura-na-seguranca-publica-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 13:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema de segurança pública brasileiro ainda carrega estruturas, métodos e práticas originados durante o período da ditadura militar, segundo análises de especialistas da área. A avaliação reforça o debate sobre a permanência de modelos de atuação policial marcados pela militarização, pela violência institucional e pela dificuldade de controle externo das corporações. Pesquisadores e estudiosos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de segurança pública brasileiro ainda carrega estruturas, métodos e práticas originados durante o período da ditadura militar, segundo análises de especialistas da área. A avaliação reforça o debate sobre a permanência de modelos de atuação policial marcados pela militarização, pela violência institucional e pela dificuldade de controle externo das corporações.</p>
<p>Pesquisadores e estudiosos da segurança pública afirmam que, mesmo após a redemocratização do país, parte significativa da estrutura policial brasileira permaneceu praticamente inalterada. Entre os pontos mais criticados estão a lógica de enfrentamento baseada na ideia de “guerra ao inimigo”, a autonomia excessiva de determinados setores das forças policiais e a ausência de mecanismos mais rígidos de fiscalização e responsabilização.</p>
<p>De acordo com especialistas, a Constituição Federal de 1988 preservou elementos do modelo implantado durante o regime militar, especialmente na organização das polícias militares estaduais. A manutenção dessa estrutura teria contribuído para consolidar práticas operacionais centradas no confronto armado e no uso frequente da força letal em territórios periféricos e comunidades vulneráveis.</p>
<p>Outro aspecto destacado é a dificuldade dos governos estaduais em exercer controle efetivo sobre as corporações policiais. Pesquisadores apontam que as instituições possuem elevado grau de autonomia interna, o que limita mudanças profundas na política de segurança pública e dificulta a implementação de estratégias voltadas à prevenção da violência e à proteção de direitos civis.</p>
<p>O debate também envolve críticas ao sistema fragmentado de segurança pública do Brasil. Especialistas argumentam que a falta de integração entre órgãos de investigação, policiamento ostensivo, inteligência e sistema penitenciário compromete a eficiência das ações e favorece disputas institucionais. Para estudiosos do setor, o país ainda não conseguiu consolidar um modelo nacional articulado e alinhado aos princípios democráticos.</p>
<p>As discussões ganharam força nos últimos anos diante do aumento das operações policiais letais e das denúncias de abusos cometidos por agentes de segurança. Organizações de direitos humanos e pesquisadores afirmam que a cultura institucional herdada da ditadura contribui para a naturalização da violência policial e da impunidade em casos de mortes durante operações.</p>
<p>Especialistas também defendem a ampliação de mecanismos de transparência, controle externo e formação humanizada dos agentes de segurança como caminhos para modernizar o sistema brasileiro. Entre as propostas debatidas estão a revisão do modelo militarizado das polícias, maior integração entre forças de segurança e investimentos em inteligência e prevenção social da violência.</p>
<p>Para estudiosos da área, o desafio do Brasil não se resume ao combate à criminalidade, mas envolve também a construção de um sistema de segurança compatível com os princípios do Estado democrático de direito, capaz de garantir proteção à população sem reproduzir práticas autoritárias do passado.</p>
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		<title>Entidades repudiam morte de médica durante ação da PM no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/entidades-repudiam-morte-de-medica-durante-acao-da-pm-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 12:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Diversas instituições se manifestaram contra a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15), no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com informações da corporação, os agentes teriam confundido o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversas instituições se manifestaram contra a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, baleada durante uma abordagem da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15), no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>De acordo com informações da corporação, os agentes teriam confundido o veículo da médica com o de criminosos que atuavam na região. A vítima foi atingida dentro do próprio carro e morreu no local.</p>
<p>A repercussão do caso mobilizou entidades médicas e organizações públicas. O Ministério da Saúde destacou a trajetória da profissional, que atuava há quase duas décadas no Instituto Nacional de Câncer (INCA), especialmente no atendimento humanizado a pacientes oncológicos.</p>
<p>Já o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) manifestou indignação e cobrou apuração rigorosa dos fatos, ressaltando a preocupação com a insegurança enfrentada diariamente por profissionais de saúde e pela população.</p>
<p>A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer também lamentou a morte e destacou o legado da médica, marcado pela dedicação ao serviço público e aos pacientes.</p>
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se pronunciou nas redes sociais, questionando a recorrência de episódios de violência e a falta de políticas públicas eficazes na área de segurança.</p>
<p><strong>Investigação em andamento</strong></p>
<p>A Polícia Militar informou que os agentes envolvidos utilizavam câmeras corporais e foram afastados das funções. Um procedimento interno foi instaurado, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.</p>
<p>A morte de Andréa Marins Dias reacende o debate sobre violência policial e protocolos de abordagem, além de gerar forte comoção entre profissionais da saúde e entidades de direitos humanos no estado.</p>
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		<title>Termos como “redpill” e “incel” revelam redes digitais que propagam ódio contra mulheres</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/termos-como-redpill-e-incel-revelam-redes-digitais-que-propagam-odio-contra-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupos]]></category>
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					<description><![CDATA[Grupos organizados em fóruns e redes sociais utilizam uma série de termos e códigos próprios para disseminar discursos hostis contra mulheres. Expressões como “redpill”, “incel” e “machosfera” fazem parte de um vocabulário associado a comunidades digitais que defendem ideias misóginas e questionam avanços em direitos femininos. Pesquisadores e ativistas apontam que esses movimentos estão ligados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Grupos organizados em fóruns e redes sociais utilizam uma série de termos e códigos próprios para disseminar discursos hostis contra mulheres. Expressões como “redpill”, “incel” e “machosfera” fazem parte de um vocabulário associado a comunidades digitais que defendem ideias misóginas e questionam avanços em direitos femininos.</p>
<p>Pesquisadores e ativistas apontam que esses movimentos estão ligados ao fenômeno da misoginia, caracterizado pelo ódio ou desprezo contra mulheres e pela defesa da manutenção de privilégios históricos masculinos em diferentes esferas sociais, políticas e culturais.</p>
<p>O termo “redpill” tem origem no filme <em>Matrix</em> e foi apropriado por comunidades masculinas online. Nesses espaços, a expressão passou a representar a ideia de que homens teriam “descoberto a verdade” sobre relações de gênero, alegando que seriam manipulados ou prejudicados pelas mulheres ou por mudanças sociais ligadas ao feminismo.</p>
<p>Outro conceito recorrente nesses grupos é o de “incel”, abreviação de <em>involuntary celibate</em> (celibatário involuntário). A expressão é usada por homens que afirmam não conseguir relacionamentos afetivos ou sexuais e que, em muitos casos, atribuem essa situação às mulheres ou à sociedade.</p>
<p>Essas comunidades fazem parte do que especialistas chamam de “machosfera”, um conjunto de ambientes digitais voltados ao público masculino que frequentemente promovem discursos agressivos contra mulheres e reforçam ideias de hierarquia de gênero.</p>
<p>De acordo com pesquisadores, a circulação desses conteúdos pode estimular comportamentos violentos e alimentar práticas discriminatórias. Eles ressaltam que discursos de ódio difundidos nesses ambientes virtuais podem se refletir em episódios concretos de violência contra mulheres.</p>
<p>Nos últimos anos, o crescimento dessas comunidades e a disseminação de mensagens misóginas nas redes sociais têm gerado preocupação entre especialistas, organizações da sociedade civil e autoridades. O debate inclui propostas para ampliar políticas de prevenção e discutir formas de responsabilização por conteúdos que incentivem violência ou discriminação de gênero.</p>
<p>A discussão também ocorre em meio ao aumento da atenção pública sobre a violência contra mulheres no Brasil, tema que mobiliza movimentos sociais e iniciativas legislativas voltadas ao fortalecimento de políticas de proteção e igualdade de gênero.</p>
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		<title>ONU classifica violência contra mulheres como “emergência global”</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/onu-classifica-violencia-contra-mulheres-como-emergencia-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[feminicído]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[A violência contra mulheres e meninas atingiu um patamar alarmante e deve ser tratada como uma “emergência global”. O alerta foi feito por Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta sexta-feira (27). Segundo Türk, cerca de 50 mil mulheres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A violência contra mulheres e meninas atingiu um patamar alarmante e deve ser tratada como uma “emergência global”. O alerta foi feito por Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta sexta-feira (27).</p>
<p>Segundo Türk, cerca de 50 mil mulheres e jovens foram assassinadas em 2024, a maioria morta por integrantes da própria família — um dado que expõe a gravidade da violência doméstica e do feminicídio em escala mundial.</p>
<p>Ao abordar casos emblemáticos, o alto comissário citou a francesa Gisèle Pelicot, drogada e violentada por dezenas de homens ao longo de uma década, e o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Para Türk, ambos revelam estruturas sociais que silenciam vítimas e protegem homens poderosos.</p>
<p>“Esses abusos são facilitados por sistemas que falham em responsabilizar agressores”, afirmou, ao cobrar investigações rigorosas, proteção às sobreviventes e justiça sem favorecimentos.</p>
<p>O discurso também ampliou o foco para o cenário global. Türk alertou para a “normalização do uso da força” como mecanismo de resolução de conflitos. De acordo com ele, o número de guerras quase dobrou desde 2010, alcançando cerca de 60 conflitos ativos. Ataques a hospitais, que antes geravam indignação internacional imediata, hoje ocorrem, em média, dez vezes por dia.</p>
<p>“O mundo está se tornando mais perigoso”, declarou, defendendo a preservação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos como pilares essenciais diante da escalada de violência e autoritarismo.</p>
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		<title>Educação, empatia e convivência: como formar crianças e jovens para o respeito aos animais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/educacao-empatia-e-convivencia-como-formar-criancas-e-jovens-para-o-respeito-aos-animais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 15:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ações educativas]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[convívio]]></category>
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					<description><![CDATA[Casos recentes de violência contra animais reacenderam, em todo o país, um debate que vai além da punição dos responsáveis e da comoção pública. O espancamento do cão comunitário Orelha, cometido por adolescentes em Florianópolis (SC), trouxe à tona uma discussão mais ampla sobre prevenção, educação e formação de valores, especialmente entre crianças e jovens. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Casos recentes de violência contra animais reacenderam, em todo o país, um debate que vai além da punição dos responsáveis e da comoção pública. O espancamento do cão comunitário Orelha, cometido por adolescentes em Florianópolis (SC), trouxe à tona uma discussão mais ampla sobre prevenção, educação e formação de valores, especialmente entre crianças e jovens. Especialistas e organizações que atuam na causa animal defendem que o estímulo ao respeito, à empatia e à convivência responsável é fundamental para romper ciclos de violência.</p>
<p>A partir desse cenário, experiências desenvolvidas por organizações não governamentais e pelo poder público mostram que educar para o cuidado com os animais também é uma forma de promover relações humanas mais saudáveis e reduzir comportamentos agressivos.</p>
<figure id="attachment_88478" aria-describedby="caption-attachment-88478" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88478" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Adocao-de-pets-na-Casa-Adote-na-Vila-Madalena-em-parceria-com-o-Instituto-Ampara-Animal-e-a-ONG-Encontrei-um-Amigo-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Adoção De Pets Na Casa Adote Na Vila Madalena Em Parceria Com O Instituto Ampara Animal E A ONG Encontrei Um Amigo - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Adocao-de-pets-na-Casa-Adote-na-Vila-Madalena-em-parceria-com-o-Instituto-Ampara-Animal-e-a-ONG-Encontrei-um-Amigo-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Adocao-de-pets-na-Casa-Adote-na-Vila-Madalena-em-parceria-com-o-Instituto-Ampara-Animal-e-a-ONG-Encontrei-um-Amigo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Adocao-de-pets-na-Casa-Adote-na-Vila-Madalena-em-parceria-com-o-Instituto-Ampara-Animal-e-a-ONG-Encontrei-um-Amigo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Adocao-de-pets-na-Casa-Adote-na-Vila-Madalena-em-parceria-com-o-Instituto-Ampara-Animal-e-a-ONG-Encontrei-um-Amigo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88478" class="wp-caption-text">Adoção de pets na Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Violência contra animais e o chamado “Elo” da agressividade</h3>
<p>Entidades que atuam na proteção animal frequentemente recorrem à chamada Teoria do Elo, que relaciona maus-tratos a animais a outras formas de violência social. A premissa é de que quem agride um animal pode estar reproduzindo agressões vividas em seu próprio ambiente ou sinalizando maior propensão a práticas violentas contra grupos vulneráveis, como crianças, mulheres e idosos.</p>
<p>É com base nesse entendimento que o Instituto Ampara Animal, com 15 anos de atuação em todo o Brasil, lança a campanha <em>“Quebre o Elo”</em>. A iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre a gravidade da violência animal e reforçar a educação como principal ferramenta de transformação.</p>
<figure id="attachment_88479" aria-describedby="caption-attachment-88479" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88479" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Aproximacao-com-animais-e-importante-no-combate-a-violencia-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Aproximação Com Animais é Importante No Combate à Violência - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Aproximacao-com-animais-e-importante-no-combate-a-violencia-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Aproximacao-com-animais-e-importante-no-combate-a-violencia-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Aproximacao-com-animais-e-importante-no-combate-a-violencia-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Aproximacao-com-animais-e-importante-no-combate-a-violencia-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88479" class="wp-caption-text">Aproximação com animais é importante no combate à violência &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para a diretora de relações institucionais da entidade, Rosângela Gerbara, o desafio passa por romper com uma visão exclusivamente antropocêntrica da educação. “A educação humanitária em bem-estar animal é um caminho para formar uma sociedade mais empática, menos violenta e com maior respeito à vida”, defende.</p>
<p>Segundo ela, a aproximação das crianças com os animais deve ser gradual, orientada e respeitosa, levando em conta o tempo, o comportamento e as necessidades de cada espécie. O contato com ambientes naturais ou espaços de acolhimento animal, quando bem conduzido, contribui para o desenvolvimento da empatia e da compreensão do outro.</p>
<h3>Animais não são objetos: lições do convívio e do cuidado</h3>
<p>Desconstruir a ideia do animal como objeto ou produto é outro passo essencial no processo educativo. Essa é uma das bandeiras da ONG Toca Segura, que atua há mais de 15 anos no Distrito Federal e em Goiás, cuidando de cerca de 400 animais resgatados.</p>
<p>A voluntária Viviane Pancheri explica que o trabalho educativo da organização passa pela convivência direta, sempre com supervisão. “É importante que as crianças entendam que os animais sentem medo, alegria, abandono e afeto. Eles são seres sencientes”, afirma.</p>
<figure id="attachment_88477" aria-describedby="caption-attachment-88477" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88477" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Acoes-educativas-sao-estrategias-para-combater-violencia-contra-animais-dizem-organizacoes-nao-governamentais-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Ações Educativas São Estratégias Para Combater Violência Contra Animais, Dizem Organizações Não Governamentais - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Acoes-educativas-sao-estrategias-para-combater-violencia-contra-animais-dizem-organizacoes-nao-governamentais-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Acoes-educativas-sao-estrategias-para-combater-violencia-contra-animais-dizem-organizacoes-nao-governamentais-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Acoes-educativas-sao-estrategias-para-combater-violencia-contra-animais-dizem-organizacoes-nao-governamentais-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Acoes-educativas-sao-estrategias-para-combater-violencia-contra-animais-dizem-organizacoes-nao-governamentais-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88477" class="wp-caption-text">Ações educativas são estratégias para combater violência contra animais, dizem organizações não governamentais &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>No abrigo, famílias e jovens participam de atividades voluntárias que envolvem alimentação, higiene e passeios com os cães. A interação é cuidadosamente planejada para proteger tanto os animais — muitos com histórico de abandono e violência — quanto as crianças.</p>
<p>Entre as ações desenvolvidas estão os domingos de passeio, quando voluntários levam os animais para caminhadas curtas. Além de melhorar o bem-estar dos cães, a iniciativa ajuda a torná-los mais dóceis e preparados para adoção, ao mesmo tempo em que ensina responsabilidade e cuidado aos jovens envolvidos.</p>
<p>Viviane relembra histórias que ilustram o impacto desse contato. Uma delas é a de uma adolescente que chegou ao abrigo com medo de cães e, ao longo do tempo, passou a realizar tarefas de cuidado. Hoje, ela é veterinária. “O convívio transforma”, resume.</p>
<h3>Responsabilidade, exemplo e supervisão</h3>
<p>Para especialistas e voluntários, o exemplo dos adultos é decisivo. Levar crianças para conhecer animais de vizinhos, parentes ou comunitários, sempre com orientação, ajuda a construir referências positivas. Alimentar cães de rua, participar de feiras de adoção ou auxiliar em tarefas simples são ações que reforçam valores como responsabilidade e solidariedade.</p>
<figure id="attachment_88481" aria-describedby="caption-attachment-88481" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88481" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Sensibilizacao-e-porta-de-entrada-para-combater-violencia-contra-animais-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Sensibilização é Porta De Entrada Para Combater Violência Contra Animais - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Sensibilizacao-e-porta-de-entrada-para-combater-violencia-contra-animais-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Sensibilizacao-e-porta-de-entrada-para-combater-violencia-contra-animais-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Sensibilizacao-e-porta-de-entrada-para-combater-violencia-contra-animais-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/02/03-Sensibilizacao-e-porta-de-entrada-para-combater-violencia-contra-animais-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88481" class="wp-caption-text">Sensibilização é porta de entrada para combater violência contra animais &#8211; Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“No caso dos adolescentes, é fundamental trabalhar a noção de compromisso. Mostrar que cuidar exige constância, planejamento e respeito”, destaca Viviane. A supervisão, segundo ela, é parte essencial desse aprendizado.</p>
<h3>Programas públicos ampliam a educação ambiental</h3>
<p>No setor público, a Prefeitura de São Paulo desenvolve um dos maiores programas de adoção e educação ambiental do país. O Centro Municipal de Adoção recebe grupos escolares e promove atividades mediadas de contato com cães e gatos, sempre com foco na guarda responsável.</p>
<p>De acordo com Telma Tavares, gestora do espaço pela Secretaria Municipal de Saúde, as crianças funcionam como multiplicadoras do conhecimento. “Elas levam para casa e para a comunidade a importância de respeitar os animais”, afirma.</p>
<p>Entre os projetos está o Superguardiões, criado em 2019, que já recebeu milhares de visitantes, e o Leituras, voltado para crianças em fase de alfabetização, que leem histórias para os animais do abrigo. A iniciativa une educação, afeto e estímulo à adoção consciente, além de contribuir para o bem-estar dos bichos.</p>
<h3>Adoção consciente: compromisso de longo prazo</h3>
<p>Tanto ONGs quanto gestores públicos reforçam que a adoção deve ser encarada como um compromisso permanente. Entre as orientações básicas estão o consenso entre os membros da família, a avaliação realista das condições de cuidado, o planejamento da rotina e a responsabilidade para evitar o abandono.</p>
<p>Mais do que uma escolha individual, educar crianças e adolescentes para respeitar os animais é visto como um investimento coletivo. Ao ensinar empatia, cuidado e convivência, especialistas defendem que a sociedade dá um passo importante para reduzir a violência em todas as suas formas e fortalecer uma cultura de respeito à vida.</p>
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		<title>Negros têm 2,7 vezes mais risco de serem assassinados no Brasil, revela Atlas da Violência 2024</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/negros-tem-27-vezes-mais-risco-de-serem-assassinados-no-brasil-revela-atlas-da-violencia-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 16:38:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Atlas da Violência 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Brasileiro de Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[O risco de uma pessoa negra ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior do que o de uma pessoa não negra, segundo o Atlas da Violência 2024, divulgado nesta segunda-feira (12). Embora o número represente uma leve queda em relação a 2022 (2,8 vezes), o índice cresceu 15,6% na última década — [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O risco de uma pessoa negra ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior do que o de uma pessoa não negra, segundo o Atlas da Violência 2024, divulgado nesta segunda-feira (12). Embora o número represente uma leve queda em relação a 2022 (2,8 vezes), o índice cresceu 15,6% na última década — em 2013, a diferença era de 2,4 vezes.</p>
<p>Em 2023, foram 35.213 homicídios entre pretos e pardos, com uma taxa de 28,9 por 100 mil habitantes. Entre os não negros, foram 9,9 mil mortes (10,6 por 100 mil). O estudo, feito pelo Ipea e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que a desigualdade racial na violência letal não só persiste, como se intensifica.</p>
<p>Apesar da redução geral de homicídios no Brasil nos últimos dez anos (queda de 20,3%), a violência continua afetando desproporcionalmente a população negra, que representa mais da metade da população brasileira (55,5%) e enfrenta piores condições socioeconômicas.</p>
<p>O levantamento também destaca o alto índice de homicídios entre indígenas, com taxa de 22,8 por 100 mil em 2023. Em estados como Roraima (235,3) e Mato Grosso do Sul (178,7), os números são alarmantes. O povo Guarani-Kaiowá, por exemplo, registrou mais de 500 internações por agressões nos últimos anos, em meio a conflitos territoriais agravados pelo avanço do agronegócio.</p>
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		<item>
		<title>Governo do Rio lança selo “Mulher Mais Segura” para prevenir violência de gênero</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-do-rio-lanca-selo-mulher-mais-segura-para-prevenir-violencia-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 14:27:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Contra a Mulher Assédio]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo do Rio de Janeiro lança, neste sábado (22), o selo &#8220;Mulher Mais Segura&#8221;, que certificará estabelecimentos que aplicam as diretrizes do protocolo &#8220;Não é Não&#8221;, criado por lei federal em 2023. O objetivo é prevenir a violência contra mulheres e garantir um atendimento humanizado a vítimas de assédio, importunação ou outros crimes de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo do Rio de Janeiro lança, neste sábado (22), o selo &#8220;Mulher Mais Segura&#8221;, que certificará estabelecimentos que aplicam as diretrizes do protocolo &#8220;Não é Não&#8221;, criado por lei federal em 2023. O objetivo é prevenir a violência contra mulheres e garantir um atendimento humanizado a vítimas de assédio, importunação ou outros crimes de gênero.</p>
<p>Para obter a certificação, estabelecimentos como casas de eventos, shoppings e academias deverão adotar medidas preventivas, incluindo treinamento de funcionários, monitoramento de áreas de risco e fixação de materiais informativos sobre combate ao assédio.</p>
<p>A Secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, destacou que a iniciativa busca engajar toda a sociedade na luta contra a violência de gênero.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Precisamos que empresários e profissionais que lidam com o público saibam reconhecer e agir diante de uma situação de assédio. O Estado, sozinho, não consegue erradicar a violência contra meninas e mulheres.”</em></p></blockquote>
<h3><strong>Expansão do Protocolo &#8220;Não é Não&#8221;</strong></h3>
<p>Além do novo selo, o governo regulamentou o protocolo &#8220;Não é Não&#8221; em âmbito estadual, estendendo sua aplicação para hotéis, clubes e estádios de futebol, além de bares, restaurantes e casas noturnas.</p>
<p>A regulamentação prevê que vítimas de assédio devem ser atendidas de forma reservada e preferencialmente por mulheres, garantindo respeito e evitando revitimização. Em casos de emergência, a Polícia Militar ou o Samu devem ser acionados imediatamente.</p>
<p>Outra novidade é a inclusão de agentes da Lei Seca na estratégia de proteção. Segundo Aguiar, esses profissionais passarão por treinamento para identificar situações de violência contra mulheres durante as abordagens.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;A Lei Seca já está presente nos 92 municípios do estado. Com essa integração, aumentamos a capilaridade da rede de atendimento e proteção.”</em></p></blockquote>
<figure id="attachment_82014" aria-describedby="caption-attachment-82014" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82014" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/02/22-Governo-do-Rio-lanca-programas-para-prevenir-violencia-contra-as-mulheres-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C586&#038;ssl=1" alt="Governo Do Rio Lança Programas Para Prevenir Violência Contra As Mulheres - Expresso Carioca" width="754" height="586" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/02/22-Governo-do-Rio-lanca-programas-para-prevenir-violencia-contra-as-mulheres-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/02/22-Governo-do-Rio-lanca-programas-para-prevenir-violencia-contra-as-mulheres-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C233&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/02/22-Governo-do-Rio-lanca-programas-para-prevenir-violencia-contra-as-mulheres-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C117&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/02/22-Governo-do-Rio-lanca-programas-para-prevenir-violencia-contra-as-mulheres-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C583&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82014" class="wp-caption-text">Governo do Rio lança programas para prevenir violência contra as mulheres. &#8211; Crédito: Eliane Carvalho</figcaption></figure>
<h3><strong>Treinamento para o Carnaval e Rede de Apoio</strong></h3>
<p>Para garantir a correta aplicação das diretrizes, a Secretaria da Mulher promove treinamentos em parceria com a organização Livre de Assédio. A primeira etapa incluiu agentes de segurança pública, coordenadores de blocos e escolas de samba, redes hoteleiras e donos de bares e restaurantes da Lapa.</p>
<p>A fundadora da organização, Ana Addobbati, ressaltou a importância da conscientização:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Não podemos ter uma brigada da PM em cada esquina, mas podemos ter uma rede preparada para encaminhar as vítimas e garantir um ambiente seguro para todas as mulheres.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>O diretor de Sustentabilidade da Liga RJ, Diego Carbonell, enfatizou a necessidade de treinar trabalhadores do Carnaval, período em que os casos de importunação e assédio aumentam.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;É essencial que todos saibam como agir e reagir para garantir um ambiente seguro para as foliãs.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Ana Addobbati reforçou ainda a importância do respeito à autonomia das mulheres:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Nenhuma fantasia, maquiagem ou bebida é um convite. Consentimento é a palavra de ordem.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Com a implementação do selo &#8220;Mulher Mais Segura&#8221;, a regulamentação do protocolo &#8220;Não é Não&#8221; e a capacitação de agentes públicos e privados, o governo do Rio reforça sua atuação na prevenção da violência contra as mulheres, garantindo um Carnaval e espaços públicos mais seguros.</p>
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		<title>Projeto propõe suspensão de salários de militares acusados na ditadura</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/projeto-propoe-suspensao-de-salarios-de-militares-acusados-na-ditadura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 13:42:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Melchionna]]></category>
		<category><![CDATA[Militares]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Remuneração]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) apresentou um projeto de lei que propõe a suspensão de salários e benefícios de militares denunciados por violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura civil-militar, instaurada após o golpe de 1964. O texto foi protocolado nesta terça-feira (7) na Câmara dos Deputados. De [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) apresentou um projeto de lei que propõe a suspensão de salários e benefícios de militares denunciados por violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura civil-militar, instaurada após o golpe de 1964. O texto foi protocolado nesta terça-feira (7) na Câmara dos Deputados.</p>
<p>De acordo com a proposta, a interrupção do pagamento será mantida até a decisão definitiva do processo judicial. Durante esse período, os militares não poderão receber subsídios, adicionais ou gratificações relacionadas ao exercício de suas funções públicas. No entanto, o projeto assegura o direito ao contraditório e à ampla defesa, em conformidade com a Constituição Federal e as normas vigentes. Caso seja provada a inocência do acusado, o pagamento será retomado, incluindo o ressarcimento dos valores suspensos, corrigidos pela inflação.</p>
<p>A parlamentar justifica a iniciativa com base no Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/80), que define direitos e deveres dos membros das Forças Armadas. Além disso, o projeto incorpora as recomendações da Comissão Nacional da Verdade, criada pela Lei nº 12.528/2011, que documentou graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil, especialmente durante o regime militar.</p>
<p>Fernanda Melchionna enfatizou a importância de o Brasil cumprir compromissos internacionais na defesa dos direitos humanos e no combate à impunidade. <em>“O caso de Rubens Paiva é emblemático. Ele foi torturado e morto em 1971, e seu desaparecimento é reconhecido como um crime de lesa-humanidade. Apesar das acusações, militares como o general José Antônio Nogueira Belham, denunciado por envolvimento nesse caso, seguem recebendo salários públicos, mesmo diante de evidências contundentes&#8221;</em>, afirmou a deputada.</p>
<p>Rubens Paiva, ex-deputado e vítima da ditadura, teve sua trajetória relembrada no filme <em>Ainda Estou Aqui</em>, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello. O longa foi destaque no Globo de Ouro, reforçando a memória dos crimes da ditadura.</p>
<p>Melchionna destacou ainda a indignação com os altos valores pagos a militares acusados de crimes. <em>“É inaceitável que o Brasil gaste R$ 140 mil por mês para sustentar denunciados pelo assassinato de Rubens Paiva. Esse privilégio precisa acabar&#8221;</em>, declarou à Agência Brasil.</p>
<p>A proposta busca validar as recomendações da Comissão da Verdade e reforçar o dever do Estado de agir em conformidade com o Direito Internacional, promovendo justiça e reparação às vítimas de violações ocorridas durante o período da ditadura militar.</p>
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		<item>
		<title>Mais de 1.700 jornalistas assassinados em duas décadas, aponta RSF</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mais-de-1-700-jornalistas-assassinados-em-duas-decadas-aponta-rsf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:46:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mortes de jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Repórteres Sem Fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos 20 anos, 1.734 jornalistas foram mortos em função de suas atividades profissionais, de acordo com dados divulgados pela organização Repórteres sem Fronteiras (RSF). Somente em 2024, foram registrados 54 assassinatos de jornalistas, o maior número em zonas de conflito armado na história recente. Segundo Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 20 anos, 1.734 jornalistas foram mortos em função de suas atividades profissionais, de acordo com dados divulgados pela organização Repórteres sem Fronteiras (RSF). Somente em 2024, foram registrados 54 assassinatos de jornalistas, o maior número em zonas de conflito armado na história recente.</p>
<p>Segundo Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, muitos desses crimes não foram “vítimas colaterais”, mas ataques direcionados. &#8220;Os jornalistas são alvos estratégicos, usados como reféns ou silenciados para dificultar a cobertura dos conflitos&#8221;, afirmou.</p>
<h3><strong>Conflitos e Países de Risco</strong></h3>
<p>O relatório da RSF apontou a Palestina como o local mais perigoso para jornalistas em 2024, com 16 mortes durante o conflito entre Israel e Hamas. Outros países em destaque incluem Paquistão (7 mortes), Bangladesh (5), México (5), e Sudão (4).</p>
<p>Em relação a reféns e desaparecidos, a organização contabilizou 55 jornalistas sequestrados, sendo 38 casos na Síria, onde o Estado Islâmico permanece como o principal agente sequestrador. Além disso, 95 profissionais estão desaparecidos, com maior concentração de casos no México (30).</p>
<h3><strong>Prisões de Jornalistas</strong></h3>
<p>Outro dado alarmante do relatório é o aumento no número de jornalistas presos: 550 em 2024, um crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. A China lidera com 124 encarcerados, seguida por Birmânia (61) e Israel (41). Muitos desses profissionais permanecem detidos sem julgamento.</p>
<h3><strong>Desafios na Era Digital</strong></h3>
<p>O relatório também abordou as crescentes ameaças digitais, especialmente no Brasil. Durante o período eleitoral, foram registradas mais de 37 mil postagens ofensivas contra jornalistas. A RSF defende a regulamentação de plataformas de redes sociais como forma de responsabilizar empresas pelo conteúdo disseminado.</p>
<p>“Esse cenário de ataques digitais não significa que o Brasil seja um país seguro para o jornalismo”, alerta Artur Romeu. Ele enfatiza que o ambiente virtual se tornou uma extensão das ameaças físicas.</p>
<h3><strong>Instabilidade Global e Impactos na Imprensa</strong></h3>
<p>A RSF projeta que conflitos no Oriente Médio e mudanças políticas, como o possível retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, podem agravar o cenário para jornalistas. “Trump adota uma retórica hostil que coloca a imprensa como inimiga do povo, e essa postura é uma ameaça direta à liberdade de imprensa”, disse Romeu.</p>
<p>A organização conclui que o aumento de conflitos armados, somado ao crescimento da instabilidade política global, criará desafios ainda maiores para a segurança e liberdade dos jornalistas nos próximos anos.</p>
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