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	<title>Violência de Gênero &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Violência de Gênero &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Empresas ganham protagonismo no combate à violência de gênero e são apontadas como agentes de transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 17:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos das Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresas brasileiras estão sendo chamadas a assumir um papel mais ativo no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, indo além de ações pontuais e adotando estratégias estruturadas dentro e fora do ambiente corporativo. A avaliação foi apresentada durante evento realizado no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, instituições e lideranças empresariais. De acordo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Empresas brasileiras estão sendo chamadas a assumir um papel mais ativo no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, indo além de ações pontuais e adotando estratégias estruturadas dentro e fora do ambiente corporativo. A avaliação foi apresentada durante evento realizado no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, instituições e lideranças empresariais.</p>
<p>De acordo com especialistas e autoridades presentes, o setor produtivo deve atuar em três frentes principais: prevenção, intervenção e acolhimento às vítimas. A proposta é que as empresas se tornem espaços seguros, capazes de identificar sinais de violência, oferecer suporte e contribuir para evitar que casos se agravem.</p>
<p>O debate ocorre em um contexto de números preocupantes. Dados recentes apontam que, no Brasil, cerca de seis mulheres são assassinadas por dia, totalizando aproximadamente 2,1 mil vítimas de feminicídio em um único ano, além de milhares de tentativas registradas.</p>
<p>Durante o encontro, representantes do governo destacaram que o combate à violência de gênero exige uma mudança cultural ampla, que não pode ficar restrita às políticas públicas. Nesse cenário, as empresas são vistas como peças estratégicas para promover novas práticas e influenciar comportamentos, especialmente no ambiente de trabalho.</p>
<p>A atuação empresarial também deve envolver suas cadeias produtivas, ampliando o alcance das ações para fornecedores e parceiros. A ideia é consolidar uma rede de responsabilidade compartilhada, capaz de fortalecer medidas de proteção e prevenção em diferentes níveis da sociedade.</p>
<p>Outro ponto destacado é a importância de iniciativas internas, como programas de conscientização, canais de denúncia e apoio psicológico às colaboradoras. Essas ações são consideradas fundamentais para identificar situações de risco e oferecer suporte adequado às vítimas.</p>
<p>Além disso, a articulação entre governo e setor privado tem sido apontada como essencial para enfrentar o problema de forma mais eficaz. A construção de políticas integradas e o engajamento de diferentes setores são vistos como caminhos para ampliar o alcance das medidas e reduzir os índices de violência.</p>
<p>Especialistas ressaltam ainda que a violência de gênero está diretamente ligada a padrões culturais enraizados, o que torna indispensável o envolvimento de toda a sociedade. Nesse contexto, o ambiente corporativo pode atuar como espaço de transformação, promovendo igualdade, respeito e conscientização.</p>
<p>Com isso, o fortalecimento da participação das empresas no enfrentamento à violência contra mulheres passa a ser tratado como uma estratégia central, capaz de contribuir não apenas para a proteção das vítimas, mas também para a construção de uma sociedade mais segura e igualitária.</p>
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		<title>Cristo Redentor será iluminado para marcar campanha nacional contra a violência de gênero</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cristo-redentor-sera-iluminado-para-marcar-campanha-nacional-contra-a-violencia-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 14:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo Redentor]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[embratur]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência de Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[O monumento do Cristo Redentor, um dos principais cartões-postais do Brasil, será iluminado na cor teal, tonalidade verde-azulada que simboliza solidariedade às vítimas de violência doméstica e sexual, durante o lançamento da campanha Feminicídio Nunca Mais. A iniciativa será apresentada nesta terça-feira, 3 de março, às 20h, no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O monumento do Cristo Redentor, um dos principais cartões-postais do Brasil, será iluminado na cor teal, tonalidade verde-azulada que simboliza solidariedade às vítimas de violência doméstica e sexual, durante o lançamento da campanha Feminicídio Nunca Mais. A iniciativa será apresentada nesta terça-feira, 3 de março, às 20h, no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.</p>
<p>A mobilização utiliza o ciclo preparatório para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 como plataforma estratégica para ampliar o debate público sobre prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. A proposta é transformar o alcance do esporte em ferramenta de conscientização social.</p>
<p>A campanha é coliderada pela NO MORE Foundation, organização internacional dedicada ao combate à violência doméstica e sexual, em parceria com a Embratur, a Empresa Brasil de Comunicação e o Consórcio Cristo Sustentável. O consórcio reúne o Santuário Cristo Redentor, a Obra Social Leste Um – O Sol e o Instituto Redemptor, responsáveis pela gestão e preservação do monumento.</p>
<p>Durante a chamada NO MORE Week, semana global de mobilização sobre o impacto da violência de gênero, a ação no Brasil reforça o compromisso institucional com políticas de equidade, diversidade e responsabilidade social. A Embratur também integra a iniciativa com ações voltadas à promoção do país como destino turístico seguro e alinhado a valores contemporâneos cada vez mais considerados por viajantes internacionais.</p>
<p>No campo da comunicação, a TV Brasil, emissora pública da EBC e principal detentora de direitos de transmissão do futebol feminino no país, exibirá peças de conscientização durante os intervalos das partidas. A campanha contará com a participação de nomes de destaque do esporte, como o ex-jogador Raí e a ex-atleta da seleção brasileira Formiga, ampliando o alcance da mensagem junto ao público.</p>
<p>Além do lançamento da campanha, o evento marcará a criação do Prêmio TV Brasil Petrobras para Elas, iniciativa inédita voltada ao reconhecimento do futebol feminino brasileiro. Desenvolvido pela Empresa Brasil de Comunicação em parceria com a Petrobras, o prêmio nasce com o objetivo de consolidar uma premiação anual exclusiva para a modalidade, suprindo uma lacuna histórica no cenário esportivo nacional.</p>
<p>A votação será realizada por capitãs e integrantes das comissões técnicas das equipes brasileiras, reforçando o protagonismo das próprias profissionais do futebol feminino na escolha das homenageadas. Entre as categorias previstas está Futebol Feminino Contra o Feminicídio, que destaca ações e trajetórias alinhadas à promoção de direitos e à defesa das mulheres.</p>
<p>O lançamento oficial da campanha Feminicídio Nunca Mais e do Prêmio TV Brasil Petrobras para Elas ocorrerá às 20h, no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Violência de Gênero na Mídia Latino-Americana: Falta de protocolos aumenta vulnerabilidade dos jornalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 14:13:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[meios de comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Violência de Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 14 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil, 75% dos jornalistas relataram conhecer casos de violência de gênero contra colegas ou terem vivenciado tais episódios. Contudo, 57% dos veículos de comunicação ainda não possuem protocolos adequados para prevenir agressões físicas, morais ou assédio sexual, e para orientar ações quando ocorram. Os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 14 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil, 75% dos jornalistas relataram conhecer casos de violência de gênero contra colegas ou terem vivenciado tais episódios. Contudo, 57% dos veículos de comunicação ainda não possuem protocolos adequados para prevenir agressões físicas, morais ou assédio sexual, e para orientar ações quando ocorram.</p>
<p>Os dados são provenientes da pesquisa “Meios sem Violência: a urgência de políticas de abordagem e prevenção”, conduzida pela Asociación Civil Comunicación para la Igualdad de Argentina, com apoio da Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC) e da Unesco.</p>
<p>O estudo documentou 96 casos de violência de gênero, sendo o constrangimento psicológico e verbal a forma mais comum, presente em 65,5% dos relatos. Outros tipos de violência incluem assédio sexual (28%), assédio digital (21%), maus-tratos (19%), agressão física (12,5%) e violência econômica (5%).</p>
<p>Quase metade das violências (48%) ocorreu dentro das redações e estúdios, enquanto 27% se deram em redes sociais ou por e-mail. Episódios combinando ambientes físico e virtual corresponderam a 15,5%, e 9,5% ocorreram durante coberturas externas ou viagens de trabalho.</p>
<p>Os agressores se dividem em dois perfis principais: “offline” e “online”. Entre os agressores offline, destacam-se indivíduos em cargos elevados na hierarquia da empresa (49% dos casos), colegas de mesmo nível hierárquico (27%) e homens externos com influência sobre o veículo (9%). Já entre os agressores online, figuram dirigentes governamentais e políticos (31,5%), homens do meio jornalístico (22%) e membros de organizações antigênero (15%). Em ambos os perfis, 54,5% dos agressores não sofreram punições.</p>
<p>A pesquisa ouviu jornalistas de 95 veículos, incluindo mídias digitais, audiovisuais (TV), impressas (jornais e revistas) e sonoras (rádio), entre dezembro do ano passado e março deste ano. Entre os respondentes, 86,1% eram mulheres, 11,1% homens e 2,8% pessoas trans.</p>
<p>Somente 18,5% dos entrevistados afirmaram que seus veículos de comunicação possuem áreas especializadas para lidar com a violência de gênero. Essas áreas são mais comuns em grandes meios de comunicação.</p>
<p>A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que inclui a Agência Brasil, mantém o Comitê de Pró Equidade de Gênero e Raça e participa da Rede de Equidade, promovendo políticas de inclusão e diversidade. A EBC também executa o programa pró-equidade de gênero e raça do governo federal.</p>
<p>A pesquisa utilizou questionários para avaliar a percepção dos jornalistas sobre a violência nas redações e analisou 27 protocolos de violência de gênero na mídia. Como resultado, a Asociación Civil Comunicación para la Igualdad de Argentina propõe um modelo de protocolo que pode servir de referência para prevenir discriminação, assédio e violência no ambiente jornalístico. Todo o material está disponível no site da organização.</p>
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		<title>Por 40 anos, assassinatos de mulheres foram subestimados no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/por-40-anos-assassinatos-de-mulheres-foram-subestimados-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 00:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante 40 anos no Brasil, de 1980 a 2019, as taxas de homicídio de mulheres foram subestimadas. Os dados revelam um aumento de 28,62%, de 4,58 para 5,89 homicídios por 100 mil mulheres, na mesma proporção. Esse estudo foi conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante 40 anos no Brasil, de 1980 a 2019, as taxas de homicídio de mulheres foram subestimadas. Os dados revelam um aumento de 28,62%, de 4,58 para 5,89 homicídios por 100 mil mulheres, na mesma proporção. Esse estudo foi conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma região é considerada de extrema violência quando a taxa de óbitos ultrapassa 3 por 100 mil mulheres.</p>
<p>A pesquisa utilizou um método de correção para analisar as mortes violentas de mulheres e identificar a violência de gênero. Os dados foram coletados a partir do registro de óbitos no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SIM/Datasus).</p>
<p>Karina Meira, pesquisadora da UFRN e coordenadora do estudo, explica o método utilizado:</p>
<blockquote><p>“Existem técnicas demográficas que permitem identificar fatores de correção para esse problema de subnotificação. Primeiro nós fizemos a correção para as causas indeterminadas e depois nós fizemos as correções para a subnotificação, e aí a gente teve um número de óbitos, de homicídios, corrigido”.</p></blockquote>
<p>O estudo apontou um aumento na frequência de óbitos de mulheres causados por violência em todas as regiões do Brasil. Na Região Norte, por exemplo, esse tipo de ocorrência foi 49,88% maior do que o número apresentado pelo governo. O menor índice foi registrado na Região Sul, com um aumento de 9,13%.</p>
<p>Rafael Guimarães, coautor do estudo e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz, explicou as disparidades entre as regiões.</p>
<p>“A gente tem aí uma redução do risco de óbito para o Sudeste e para o Sul e um aumento no Norte e Nordeste, o que significa dizer que ao longo destes últimos 40 anos, gradativamente, esse problema de saúde pública foi se tornando particularmente mais penalizante para mulheres do Norte e do Nordeste do que pro Sul do Brasil”.</p>
<h2>Recorte racial</h2>
<p>Um dado alarmante apontado pelo estudo é a questão dos assassinatos de mulheres negras. Entre 2009 e 2019, houve uma redução dos homicídios de mulheres brancas no Brasil, porém, um aumento significativo entre as mulheres negras.</p>
<p>Em 2019, uma mulher negra tinha, em média, 1,7 vezes mais chances de ser assassinada do que uma mulher branca, sendo que em alguns estados essa situação era ainda mais grave. No Rio Grande do Norte, por exemplo, uma mulher negra tinha um risco 5,1 vezes maior de ser morta.</p>
<p>Karina Meira, uma das autoras do estudo, destaca que esse resultado reflete a persistência do racismo no país.</p>
<blockquote><p>“A gente é um país que tem um racismo, que a gente vivenciou a escravidão por mais de 300 anos, e nós temos um país em que os corpos negros, tanto de mulheres quanto de homens, têm menos valor”.</p></blockquote>
<h2>Recorte etário e regional</h2>
<p>O estudo também analisou a faixa etária das mulheres e constatou que aquelas entre 20 e 39 anos enfrentam um risco maior de sofrerem violência em comparação a mulheres de outros grupos etários. Além disso, o local onde vivem também é um fator de influência, sendo que mulheres em cidades com culturas patriarcais mais conservadoras enfrentam um risco maior de sofrer violência doméstica do que mulheres em locais onde há mais discussões sobre violência.</p>
<p>Rafael Guimarães enfatizou a importância do estudo.</p>
<p>“A gente considera importante discutir o assassinato de mulheres neste mês em particular de março porque é o mês em que a gente celebra o Dia Internacional da Mulher e a gente pretende que este nosso diagnóstico seja uma pequena contribuição para os estudos de iniquidades do gênero neste país”.</p>
<p>A análise também apontou os principais métodos usados nos assassinatos, entre eles armas de fogo, objetos contundentes ou perfurantes e estrangulamento.</p>
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