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	<title>Unicef &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Unicef &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Unicef supera marca de 1 milhão de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/unicef-supera-marca-de-1-milhao-de-oportunidades-para-jovens-em-situacao-de-vulnerabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 19:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), já viabilizou 1.294.165 oportunidades de formação profissional, aprendizagem, estágio e emprego formal para adolescentes e jovens de 14 a 29 anos em situação de vulnerabilidade no Brasil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) e refletem os resultados acumulados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), já viabilizou 1.294.165 oportunidades de formação profissional, aprendizagem, estágio e emprego formal para adolescentes e jovens de 14 a 29 anos em situação de vulnerabilidade no Brasil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) e refletem os resultados acumulados desde o lançamento do programa, em 2020.</p>
<p>De acordo com o levantamento, 473.501 jovens concluíram formações voltadas ao desenvolvimento de habilidades para o mundo do trabalho por meio do 1MiO. Outros 820.664 conseguiram inserção no mercado como aprendizes, estagiários ou em empregos formais.</p>
<p>O programa tem como objetivo ampliar o acesso de adolescentes e jovens a oportunidades de qualificação profissional, trabalho decente e participação cidadã. Para isso, atua em parceria com o poder público, empresas, organizações da sociedade civil e os próprios jovens. A plataforma digital da iniciativa funciona como um hub que conecta oportunidades, parceiros e participantes.</p>
<p>O público-alvo contempla 12 perfis prioritários, entre eles jovens pretos e pardos, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, jovens mães e moradores de periferias urbanas e áreas rurais.</p>
<p>“Trabalhamos para que empresas e governos adotem processos e protocolos de contratação, retenção e desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Com as redes públicas de educação, fortalecemos o debate sobre projeto de vida e o desenvolvimento de habilidades e competências para o mundo do trabalho”, afirmou Mônica Dias Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil.</p>
<p>Apesar do marco alcançado, a organização ressalta que os desafios da inclusão produtiva no país permanecem. Dados da PNAD Contínua Educação, de junho de 2025, indicam que 8,9 milhões de adolescentes e jovens entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham no Brasil.</p>
<p>“Historicamente, o desemprego entre jovens é cerca do dobro da média da população. Esse cenário é ainda mais grave entre mulheres, jovens negros, pessoas com deficiência e outros grupos prioritários do 1MiO. O Brasil tem hoje a maior geração de jovens de sua história, com 48,6 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, e uma janela de algumas décadas para desenvolver todo esse potencial”, destacou Mônica.</p>
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		<title>Tiroteios derrubam vacinação infantil na Maré, alerta Unicef</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tiroteios-derrubam-vacinacao-infantil-na-mare-alerta-unicef/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 13:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo da Maré]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Policial]]></category>
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		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[O direito à saúde das crianças da Maré tem sido comprometido por causa dos confrontos armados. Uma pesquisa conduzida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Redes da Maré revelou que o número de vacinas aplicadas em crianças de até seis anos despenca nos dias de operações policiais no complexo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O direito à saúde das crianças da Maré tem sido comprometido por causa dos confrontos armados. Uma pesquisa conduzida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Redes da Maré revelou que o número de vacinas aplicadas em crianças de até seis anos despenca nos dias de operações policiais no complexo de favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro — mesmo quando as unidades de saúde permanecem abertas.</p>
<p>Em 2024, houve operações em 43 dias, levando ao fechamento de ao menos uma unidade de saúde em 22 deles. Nesses dias, a média de crianças vacinadas caiu de 89 para apenas nove — uma redução de 90%. A quantidade de doses aplicadas também desabou: de 187 em dias normais para 20 durante as ações. O cenário se repete em 2025, com queda de 176,7 para 21,1 doses nos dias de confronto.</p>
<p>Segundo o levantamento, mesmo quando as unidades seguem funcionando, a vacinação encolhe cerca de 82%. O estudo aponta um “efeito indireto” das operações, causado pela atmosfera de medo e tensão que impede moradores e profissionais de circular livremente.</p>
<figure id="attachment_86465" aria-describedby="caption-attachment-86465" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86465" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Moradores Complexo Da Mare - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-moradores_complexo-da-mare_Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86465" class="wp-caption-text">Problemas de saneamento básico aumentam exposição a doenças infecciosas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A Maré abriga cerca de 125 mil pessoas, 12,4% delas com idades entre 0 e 6 anos. O território conta com seis unidades básicas de saúde, responsáveis por aplicar as vacinas do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Para a chefe do Unicef no Rio, Flávia Antunes, o modelo atual de segurança pública tem afetado diretamente o direito à saúde infantil.</p>
<blockquote><p>“Está impedindo que as crianças acessem vacinas centrais como pólio, sarampo e coqueluche”, alerta.</p></blockquote>
<p>Ela destaca que o atraso na imunização compromete a imunidade coletiva e aumenta o risco de surtos.</p>
<blockquote><p>“Em locais densamente povoados como a Maré, a imunidade de rebanho é essencial. Quando se rompe essa barreira, as doenças voltam a circular e ameaçam toda a comunidade.”</p></blockquote>
<p>A coordenadora da área de saúde da Redes da Maré, Carolina Dias, reforça que a violência amplia desigualdades já existentes.</p>
<blockquote><p>“Quando a política de segurança se sobrepõe à de saúde, o direito dos moradores é negado. Precisamos de políticas públicas que conciliem esses direitos.”</p></blockquote>
<p>Especialistas alertam para o risco das “oportunidades perdidas” de imunização. Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, cada ida perdida ao posto pode representar uma criança desprotegida por muito tempo.</p>
<blockquote><p>“As vacinas evitam doenças graves. O sarampo, por exemplo, que havia sido eliminado, pode voltar se deixarmos de vacinar”, ressalta.</p></blockquote>
<p>O Unicef e a Redes da Maré recomendam a proteção das unidades de saúde durante as operações e a inclusão da vacinação em espaços alternativos — como escolas, centros sociais e visitas domiciliares. Também pedem o fortalecimento dos agentes comunitários para a busca ativa de crianças com vacinação atrasada.</p>
<p>Flávia Antunes reforça que a presença do Estado precisa ser planejada e articulada com outras políticas públicas.</p>
<blockquote><p>“Não se trata de escolher entre segurança e saúde. É possível garantir ambos, desde que haja coordenação e respeito aos direitos da população.”</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Brasil ainda tem 4,2 milhões de estudantes em atraso escolar, aponta Unicef</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-ainda-tem-42-milhoes-de-estudantes-em-atraso-escolar-aponta-unicef/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 12:01:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso Escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trajetória de Sucesso Escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil registrou em 2024 4,2 milhões de estudantes com dois anos ou mais de atraso escolar, o que equivale a 12,5% das matrículas do país, segundo dados do Censo Escolar analisados pelo Unicef. Apesar da queda em relação a 2023, quando o índice era de 13,4%, o problema ainda afeta milhões de jovens. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registrou em 2024 4,2 milhões de estudantes com dois anos ou mais de atraso escolar, o que equivale a 12,5% das matrículas do país, segundo dados do Censo Escolar analisados pelo Unicef. Apesar da queda em relação a 2023, quando o índice era de 13,4%, o problema ainda afeta milhões de jovens.</p>
<p>A análise, divulgada nesta quinta-feira (25), mostra que as desigualdades persistem. Entre estudantes negros, a distorção idade-série chega a 15,2%, quase o dobro da registrada entre brancos (8,1%). A diferença de gênero também é marcante: 14,6% dos meninos estão em atraso, contra 10,3% das meninas.</p>
<p>Para Julia Ribeiro, especialista de educação do Unicef, o fenômeno não pode ser entendido como responsabilidade individual do aluno:</p>
<blockquote><p>“Quando o estudante entra em atraso, ele passa a se sentir não pertencente à escola. Precisamos compreender os fatores sociais e ouvir os jovens para entender os motivos por trás dessa realidade”.</p></blockquote>
<h4><strong>Consequências</strong></h4>
<p>O atraso escolar aumenta as chances de abandono, um dos maiores desafios da educação no país. Embora o percentual de adultos com ensino médio completo tenha alcançado um recorde de 56% em 2024 (contra 46,2% em 2016), ainda há milhões sem essa formação mínima.</p>
<h4><strong>Impactos sociais e econômicos</strong></h4>
<p>A escolaridade influencia diretamente na cidadania e nas condições de vida. Segundo a OCDE, quem possui diploma superior no Brasil pode mais que dobrar a renda em comparação a quem não tem.</p>
<h4><strong>Estratégias de enfrentamento</strong></h4>
<p>Para reverter esse cenário, o Unicef desenvolve a iniciativa Trajetórias de Sucesso Escolar, em parceria com o Instituto Claro e apoio da Fundação Itaú. A estratégia busca apoiar governos e escolas na criação e monitoramento de políticas que enfrentem a cultura de fracasso escolar.</p>
<p>O estudo também revelou que 1 em cada 3 adolescentes acredita que a escola “não sabe nada” sobre sua vida e a de sua família — um sinal de distanciamento que reforça a necessidade de vínculos mais fortes entre escola e comunidade.</p>
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		<item>
		<title>Eventos climáticos afetam 242 milhões de estudantes no mundo em 2024</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/eventos-climaticos-afetam-242-milhoes-de-estudantes-no-mundo-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Aulas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[países afetados]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou que, em 2024, eventos climáticos extremos interromperam a educação de 242 milhões de estudantes em 85 países. Fenômenos como ondas de calor, ciclones, inundações e secas foram as principais causas dessas interrupções, segundo o relatório Learning Interrupted: Global Snapshot of Climate-Related School Disruptions in 2024. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou que, em 2024, eventos climáticos extremos interromperam a educação de 242 milhões de estudantes em 85 países. Fenômenos como ondas de calor, ciclones, inundações e secas foram as principais causas dessas interrupções, segundo o relatório <em>Learning Interrupted: Global Snapshot of Climate-Related School Disruptions in 2024</em>.</p>
<p>A região mais atingida foi o sul da Ásia, com 128 milhões de alunos afetados, enquanto no Brasil o número chegou a 1,17 milhão de crianças e adolescentes. No país, as enchentes no Rio Grande do Sul foram o principal fator responsável pelo fechamento de escolas.</p>
<figure id="attachment_81487" aria-describedby="caption-attachment-81487" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-81487" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/24-Chuvas-intensas-em-2024-fecharam-o-comercio-e-escolas-no-Rio-Grande-do-Sul-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Chuvas Intensas Em 2024 Fecharam O Comércio E Escolas No Rio Grande Do Sul - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/24-Chuvas-intensas-em-2024-fecharam-o-comercio-e-escolas-no-Rio-Grande-do-Sul-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/24-Chuvas-intensas-em-2024-fecharam-o-comercio-e-escolas-no-Rio-Grande-do-Sul-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/24-Chuvas-intensas-em-2024-fecharam-o-comercio-e-escolas-no-Rio-Grande-do-Sul-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/24-Chuvas-intensas-em-2024-fecharam-o-comercio-e-escolas-no-Rio-Grande-do-Sul-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-81487" class="wp-caption-text">Chuvas intensas em 2024 fecharam o comércio e escolas no Rio Grande do Sul &#8211; Gustavo Mansur/Palácio Piratini</figcaption></figure>
<h3>Impactos Regionais e Globais</h3>
<p>De acordo com o Unicef, as ondas de calor foram a principal causa de interrupções escolares, afetando 118 milhões de estudantes globalmente apenas em abril. Bangladesh, Filipinas e Camboja, por exemplo, enfrentaram fechamento generalizado de escolas ou redução de horários devido ao calor extremo.</p>
<p>No Afeganistão, além das ondas de calor, inundações danificaram mais de 110 escolas, afetando milhares de crianças. Setembro foi o mês mais impactado, com fenômenos climáticos como o tufão Yagi atingindo 16 milhões de estudantes na Ásia Oriental e no Pacífico. Na Europa, chuvas torrenciais interromperam as aulas de quase 1 milhão de estudantes na Itália e na Espanha.</p>
<h3>Educação no Brasil</h3>
<p>No Brasil, as enchentes no Rio Grande do Sul, assim como eventos em estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, tiveram efeitos devastadores no sistema educacional. Além da destruição de escolas, muitos desses espaços foram utilizados como abrigos temporários, dificultando o retorno às aulas.</p>
<p>Mônica Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil, ressaltou que questões climáticas, como enchentes e secas, têm se agravado, afetando comunidades inteiras e dificultando a retomada da rotina escolar. Ela também destacou a necessidade de acolhimento socioemocional para crianças e adolescentes que enfrentam traumas decorrentes desses eventos.</p>
<h3>Riscos e Desafios</h3>
<p>O relatório alerta que, em contextos frágeis, o fechamento prolongado das escolas aumenta o risco de abandono escolar, casamento infantil e trabalho infantil. Cerca de 74% dos estudantes afetados em 2024 estavam em países de renda baixa ou média baixa.</p>
<p>Além disso, as escolas e os sistemas educacionais estão mal preparados para proteger os estudantes de impactos climáticos. O financiamento para soluções resilientes ainda é insuficiente, e faltam dados globais sobre as interrupções causadas por eventos extremos.</p>
<h3>Recomendações do Unicef</h3>
<p>Diante do cenário, o Unicef propõe ações preventivas e estruturais, incluindo:</p>
<ul>
<li>Investir em escolas resilientes a desastres e projetadas para resistir a eventos climáticos extremos;</li>
<li>Acelerar o financiamento para aumentar a resiliência climática na educação;</li>
<li>Estabelecer protocolos de emergência que garantam a continuidade das aulas, mesmo em situações de calamidade;</li>
<li>Priorizar o acolhimento socioemocional de estudantes e o cuidado com educadores que enfrentam esses desafios.</li>
</ul>
<p>Mônica Pinto reforçou a importância de protocolos preventivos e a manutenção da rotina das crianças, mesmo em contextos de desastres. &#8220;Manter as crianças na escola ajuda não só os jovens, mas também as famílias, a reconstruir suas vidas. Essa visão de cuidado precisa estar no centro do planejamento educacional&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Pandemia ainda impacta educação no Brasil, aponta estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pandemia-ainda-impacta-educacao-no-brasil-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 17:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
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		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil ainda não se recuperou, na educação, dos impactos gerados na pandemia. O acesso à educação, que vinha melhorando, teve piora durante a pandemia e ainda não recuperou o mesmo patamar observado em 2019. A alfabetização das crianças, que tiveram as aulas presenciais suspensas, piorou e o percentual daquelas que ainda não sabem ler [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ainda não se recuperou, na educação, dos impactos gerados na pandemia. O acesso à educação, que vinha melhorando, teve piora durante a pandemia e ainda não recuperou o mesmo patamar observado em 2019. A alfabetização das crianças, que tiveram as aulas presenciais suspensas, piorou e o percentual daquelas que ainda não sabem ler e escrever aos 8 anos de idade aumentou consideravelmente entre 2019 e 2023.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>As informações são do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil – 2017 a 2023, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta quinta-feira (16). O estudo, que é baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação à educação, analisou as privações de acesso à escola na idade certa e alfabetização.</p>
<p>Os dados mostram que em relação ao acesso, ao longo dos anos houve oscilações, com avanços e retrocessos, muitos deles ocorridos no período de pandemia. Em 2017, 8,5% das crianças e adolescentes de até 17 anos estavam privados de educação de alguma forma. Essa porcentagem caiu para 7,1% em 2019, subiu para 8,8% em 2021 e caiu para 7,7% em 2023.</p>
<p>Ao todo, são quatro milhões de crianças e adolescentes que estão atrasados nos estudos, que repetiram de ano ou que não foram alfabetizados até os 7 anos. Apesar de representarem um percentual inferior a 2017, o país ainda não retomou o patamar que havia alcançado em 2019.</p>
<p>O estudo mostra ainda que há no país 619 mil crianças e adolescentes em privação extrema da educação, ou seja, que não frequentam as escolas. Eles correspondem a 1,2% daqueles com até 17 anos. Esse percentual, que chegou a 2,3% em 2021, na pandemia, é inferior ao registrado em 2019, 1,6%.</p>
<figure id="attachment_81307" aria-describedby="caption-attachment-81307" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-81307" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C308&#038;ssl=1" alt="Chefe De Política Social Da Unicef No Brasil, Liliana Chopitea - Expresso Carioca" width="463" height="308" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-81307" class="wp-caption-text">Chefe de Política Social da Unicef no Brasil, Liliana Chopitea. Foto: Agência Brasília/Divulgação &#8211; Agência Brasília/Divulgação</figcaption></figure>
<p>No Brasil, a educação é obrigatória dos 4 até os 17 anos é obrigatória no Brasil de acordo com a Emenda Constitucional 59 e com o Plano Nacional de Educação (PNE).</p>
<p>&#8220;Sabemos que na educação, leva-se muito mais tempo recuperar os impactos. Então, essa faixa é a que mais sofreu e os dados mostram realmente a importância de que se façam políticas mais focadas e se fortaleçam as que estão sendo implementadas&#8221;, diz a chefe de Políticas Sociais do Unicef no Brasil, Liliana Chopitea.</p>
<h2>Alfabetização</h2>
<p>Já em relação à alfabetização, a pesquisa mostra que cerca de 30% das crianças de 8 anos não estavam alfabetizadas em 2023. Uma piora em relação a 2019, quando esse percentual era 14%.</p>
<p>“Esta disparidade sugere que as crianças que tinham entre 5 e 7 anos de idade em 2020, e que, consequentemente, experimentaram interrupções educacionais críticas durante a pandemia, enfrentam um dano persistente em sua alfabetização. O ensino remoto e as dificuldades associadas a ele, como falta de acesso a recursos educacionais adequados e suporte pedagógico, podem ter contribuído para essa defasagem significativa”, destaca o estudo.</p>
<p>O estudo também mostra que há maior disparidade entre as crianças que vivem em áreas rurais. “Notavelmente, para crianças de 7 a 8 anos de idade em áreas rurais, o percentual de analfabetismo em 2023 atinge cerca de 45%, demonstrando uma grave deficiência no acesso ou na qualidade da educação inicial nessas localidades”, diz o texto.</p>
<h2>Renda familiar</h2>
<p>Há ainda desigualdades de aprendizagem de acordo com a renda das famílias. Segundo a pesquisa, em 2019, os 25% mais pobres da população apresentaram um percentual de analfabetismo de 15,6%, enquanto o quintil (medida estatística) mais alto, ou seja, os 20% mais ricos, registrava apenas 2,5%. Em 2023, essa diferença aumenta. O quintil mais baixo passa para cerca de 30%, e o quintil mais alto aumenta ligeiramente para 5,9%.</p>
<p>“Este padrão sugere que crianças de famílias de menor renda foram desproporcionalmente afetadas pelas interrupções na educação causadas pela pandemia de Covid-19, enquanto aquelas em situações econômicas mais favoráveis tiveram mais recursos e resiliência para mitigar os impactos negativos no aprendizado. A crescente disparidade entre os quintis de renda destaca a necessidade urgente de intervenções educacionais direcionadas que possam fornecer suporte adicional às crianças das famílias mais vulneráveis”, diz o estudo.</p>
<p>A meta do Brasil de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece o que as crianças e os adolescentes devem aprender a cada etapa de ensino na escola, é que todas as crianças estejam alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 7 anos de idade.</p>
<p>Em 2023, o governo federal instituiu o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, para garantir o direito à alfabetização na idade certa e também para recuperar as aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano do ensino fundamental afetadas pela pandemia.</p>
<p>O estudo diz que há indicações de “progressos significativos”, nos últimos dois anos. A taxa de analfabetismo entre crianças de 8 anos caiu de 29,9%, em 2022, para 23,3%, em 2024. Entre as crianças de 9 anos, houve uma redução de 15,7%, em 2022, para 10,2%, em 2024.</p>
<blockquote><p>&#8220;É urgente que se tenha políticas públicas coordenadas em nível nacional, estadual e municipal para reverter o problema do analfabetismo e retomar essa aprendizagem. Muitas políticas e programas estão sendo desenvolvidos nos últimos anos. Como vimos, leva mais tempo para recuperar o que foi o impacto da pandemia, mas é importante continuar investindo nesses programas, como, por exemplo, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que justamente tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças até o fim do segundo ano de ensino fundamental&#8221;, defende Chopitea.</p></blockquote>
<h2>Pobreza Multidimensional</h2>
<p>Além da educação, o estudo, analisou outras dimensões que considera fundamentais para garantir o bem-estar de crianças e adolescentes: renda, acesso à informação, água, saneamento, moradia, proteção contra o trabalho infantil e segurança alimentar. Esta é a quarta edição desta pesquisa, realizada pelo Unicef.</p>
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		<title>Unicef cobra compromisso de candidatos com direitos das crianças nas Eleições Municipais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/unicef-cobra-compromisso-de-candidatos-com-direitos-das-criancas-nas-eleicoes-municipais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 00:27:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) fez um apelo público nesta quarta-feira (21) aos candidatos das eleições municipais de 2024, pedindo um compromisso claro com a defesa dos direitos das crianças e adolescentes, conforme orienta o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Unicef enfatizou que focar nas necessidades das crianças e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) fez um apelo público nesta quarta-feira (21) aos candidatos das eleições municipais de 2024, pedindo um compromisso claro com a defesa dos direitos das crianças e adolescentes, conforme orienta o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).</p>
<p>A Unicef enfatizou que focar nas necessidades das crianças e adolescentes deve ser uma prioridade, pois isso representa uma oportunidade de promover transformações significativas e duradouras para toda a sociedade. &#8220;Garantir os direitos das crianças e adolescentes é garantir o futuro de todos&#8221;, destacou a organização em sua carta aberta.</p>
<p>Entre as cinco áreas prioritárias mencionadas pela Unicef estão: a proteção contra violências, resiliência climática, saúde e nutrição, educação e proteção social. A organização sugere que as campanhas eleitorais abordem essas questões e que os candidatos se comprometam a transformá-las em ações concretas caso sejam eleitos.</p>
<p>A Unicef apresentou dados preocupantes, como as mais de 15 mil mortes violentas de crianças e adolescentes no Brasil entre 2021 e 2023, e destacou a necessidade de medidas eficazes para prevenir e combater a violência em suas múltiplas formas.</p>
<p>Além disso, a organização chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas, que afetam diretamente 40 milhões de crianças e adolescentes no país. Nesse sentido, a Unicef defende a implementação de estratégias que incluam a preparação e a parceria com as comunidades locais.</p>
<p>A educação também foi um ponto central da carta, com a Unicef alertando para os altos índices de evasão escolar e a baixa alfabetização. Em 2023, quase metade das crianças brasileiras não estava alfabetizada na idade adequada, o que reforça a necessidade de investimentos e ações para melhorar o acesso e a qualidade do ensino, especialmente na educação infantil e no ensino fundamental.</p>
<p>Na área da saúde, a Unicef destacou a importância de garantir a universalidade da imunização e de combater a má nutrição desde a primeira infância, citando que mais de 100 mil crianças no Brasil não haviam recebido nenhuma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) em 2023.</p>
<p>Por fim, a organização ressaltou a necessidade de focar em políticas de proteção social voltadas para os mais vulneráveis, uma vez que 60,3% das crianças no Brasil enfrentam a chamada pobreza multidimensional, que significa a privação de um ou mais direitos fundamentais.</p>
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		<title>Médicos celebram avanço da vacinação infantil no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/medicos-celebram-avanco-da-vacinacao-infantil-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 21:06:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura vacinal]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas em vacinação e cuidados pediátricos estão comemorando os avanços recentes na cobertura vacinal infantil no Brasil. Eles atribuem esse progresso a uma série de ações coordenadas entre o governo, sociedades médicas e a participação ativa dos pais e responsáveis. O resultado imediato desses esforços é a prevenção de doenças graves e a proteção da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas em vacinação e cuidados pediátricos estão comemorando os avanços recentes na cobertura vacinal infantil no Brasil. Eles atribuem esse progresso a uma série de ações coordenadas entre o governo, sociedades médicas e a participação ativa dos pais e responsáveis. O resultado imediato desses esforços é a prevenção de doenças graves e a proteção da saúde das crianças.</p>
<p>Um estudo divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (15) mostra que o número de crianças não vacinadas no Brasil diminuiu significativamente. Este avanço tirou o Brasil da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas, um marco importante para a saúde pública.</p>
<p>A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que essa melhoria é resultado direto do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado pelo governo em fevereiro de 2023. Este foi um dos primeiros atos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nísia Trindade explicou que 2023 marcou uma virada na trajetória da cobertura vacinal do país, que vinha caindo desde 2016.</p>
<p>“A partir de 2016, o Brasil enfrentou uma queda crescente nas coberturas vacinais de vários imunizantes do calendário infantil. Após conquistas importantes, como a erradicação da varíola e a eliminação da poliomielite, o Programa Nacional de Imunizações enfrentava riscos significativos”, afirmou a ministra. “Mas conseguimos reverter esse cenário. O movimento pela vacinação venceu com a volta da ciência e da confiança da população brasileira nas vacinas do SUS [Sistema Único de Saúde]”, comemorou.</p>
<p>A notícia do aumento da cobertura vacinal de 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil foi recebida com alegria e esperança pela ministra. Ela também reconheceu o esforço das famílias que levaram suas crianças para atualizar a caderneta de vacinação. Entre os imunizantes com maior crescimento estão as vacinas contra a poliomielite, pentavalente, rotavírus, hepatite A, febre amarela e a tríplice viral.</p>
<p>Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), destacou que a reversão da queda na cobertura vacinal tem um impacto imediato e direto na saúde pública. “Aumentar a cobertura vacinal melhora a saúde, evita doenças infecciosas preveníveis e salva vidas”, explicou. Melissa Palmieri, do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ressaltou que uma maior proporção de vacinados também protege indiretamente crianças que, por motivos médicos, não podem ser vacinadas.</p>
<p>A recuperação da confiança nas vacinas foi apontada como um fator crucial para o sucesso de 2023. Flávia Bravo atribui isso a três principais agentes: o Ministério da Saúde, as sociedades médicas e as famílias. Ela explicou que nos anos anteriores, a cobertura vacinal caiu devido à circulação de notícias falsas e ao desconhecimento sobre a gravidade das doenças que as vacinas previnem. Melissa Palmieri também enfatizou a importância de buscar informações confiáveis sobre vacinas com pediatras e instituições de saúde.</p>
<p>A ministra Nísia Trindade ressaltou o papel do personagem Zé Gotinha na campanha de vacinação. O microplanejamento, uma estratégia recomendada pela OMS, foi uma das abordagens adotadas em 2023. Este método envolve atividades focadas na realidade local, desde a definição da população alvo até a logística de vacinação. O Ministério da Saúde investiu R$ 150 milhões em 2023 para apoiar essas ações e planeja destinar o mesmo valor em 2024.</p>
<p>Flávia Bravo destacou que o avanço do Brasil na vacinação é uma mensagem positiva para o mundo, demonstrando a eficácia do Programa Nacional de Imunizações. Ela alertou que todas as vacinas devem ser tratadas como prioritárias, pois a falta de cobertura adequada pode levar ao ressurgimento de doenças. A especialista citou a poliomielite, o sarampo e a coqueluche como exemplos de doenças que podem voltar a se espalhar se a cobertura vacinal não for mantida.</p>
<p>Melissa Palmieri lembrou que, além do governo, os pais e responsáveis têm a obrigação de garantir a segurança e a saúde das crianças. “Os pais devem assegurar que todas as ferramentas de prevenção e manutenção da saúde de seus filhos sejam utilizadas, conforme garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirmou.</p>
<p>Os especialistas continuam a enfatizar a importância da vacinação e a necessidade de esforços contínuos para manter e aumentar a cobertura vacinal no Brasil.</p>
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		<title>Brasil deixa lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-deixa-lista-dos-20-paises-com-mais-criancas-nao-vacinadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 21:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil fez progressos significativos na imunização infantil em 2023, saindo da lista das 20 nações com mais crianças não vacinadas, conforme estudo global divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento indica que o número de crianças que não receberam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil fez progressos significativos na imunização infantil em 2023, saindo da lista das 20 nações com mais crianças não vacinadas, conforme estudo global divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p>O levantamento indica que o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 caiu de 710 mil em 2021 para 103 mil em 2023. Em relação à DTP3, a queda foi de 846 mil para 257 mil no mesmo período. A DTP, conhecida como vacina pentavalente, protege contra difteria, tétano e coqueluche.</p>
<p>A redução significativa na quantidade de crianças não vacinadas retirou o Brasil do sétimo lugar no ranking de 2021 para fora da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas. O Brasil apresentou avanços constantes em 14 dos 16 imunizantes pesquisados.</p>
<p>Luciana Phebo, chefe de Saúde do Unicef no Brasil, destacou que o avanço representa uma retomada após anos de queda na cobertura de vacinação. Ela enfatiza a necessidade de o país continuar progredindo, expandindo a vacinação para além das unidades de saúde.</p>
<p>“É fundamental continuar avançando ainda mais rápido para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias &#8211; muitas em situação de vulnerabilidade &#8211; estão, incluindo escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social] e outros espaços e equipamentos públicos”, assinala.</p>
<p>No cenário global, houve um aumento no número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, passando de 13,9 milhões em 2022 para 14,5 milhões em 2023. O número de crianças que receberam três doses da DTP em 2023 estagnou em 84% (108 milhões). A DTP é considerada um indicador chave para a cobertura de imunização global.</p>
<p>Em 2023, havia no mundo 2,7 milhões de crianças não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019. O levantamento do Unicef e da OMS inclui dados de 185 países.</p>
<p>A importância da vacinação pode ser observada através de doenças como o sarampo, que apresentou surtos nos últimos cinco anos. A cobertura vacinal contra o sarampo estagnou, deixando cerca de 35 milhões de crianças sem proteção ou com proteção parcial. Em 2023, apenas 83% das crianças em todo o mundo receberam a primeira dose do imunizante, abaixo da cobertura de 95% necessária para prevenir surtos e alcançar as metas de eliminação do sarampo.</p>
<p>Nos últimos cinco anos, surtos de sarampo atingiram 103 países, onde vivem aproximadamente três quartos dos bebês do mundo. A baixa cobertura vacinal nessas regiões (80% ou menos) foi um fator importante. Por outro lado, 91 países com forte cobertura vacinal não experimentaram surtos.</p>
<p>Um dado positivo no levantamento é a vacinação de meninas contra o papilomavírus humano (HPV), causador do câncer do colo do útero. A proporção de adolescentes imunizados aumentou de 20% em 2022 para 27% em 2023. No entanto, esse nível de cobertura ainda está abaixo da meta de 90% para eliminar esse tipo de câncer como um problema de saúde pública. Em países de alta renda, o nível é de 56%, e nos de baixa e média renda, 23%.</p>
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		<title>Menstruação segura ainda é desafio no Brasil, indica Unicef</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/menstruacao-segura-ainda-e-desafio-no-brasil-indica-unicef/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 14:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[higiene menstrual]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que o direito de menstruar de maneira digna, segura e com acesso a itens de higiene ainda é um desafio para adolescentes e jovens no Brasil, incluindo meninas, mulheres, homens e meninos trans e pessoas não binárias que menstruam. A enquete, realizada pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que o direito de menstruar de maneira digna, segura e com acesso a itens de higiene ainda é um desafio para adolescentes e jovens no Brasil, incluindo meninas, mulheres, homens e meninos trans e pessoas não binárias que menstruam.</p>
<p>A enquete, realizada pela plataforma U-Report em parceria com a Viração Educomunicação, mostrou que dos 2,2 mil participantes, 19% já enfrentaram a dificuldade de não ter dinheiro para comprar absorventes e 37% já tiveram dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas e outros locais públicos.</p>
<p>No Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta terça-feira (28), o Unicef alerta que a pobreza menstrual ainda persiste no Brasil, afetando negativamente a saúde e higiene menstrual das pessoas devido ao acesso limitado à informação, educação, produtos, serviços, água e saneamento básico, além das desigualdades racial, social e de renda.</p>
<p>Gabriela Monteiro, oficial de participação do Unicef no Brasil, afirmou que a organização está comprometida em garantir esses direitos como resposta à pobreza menstrual, que perpetua ciclos de desigualdade, especialmente de gênero. “Quando crianças e adolescentes não têm seus direitos à água, saneamento e higiene garantidos, outros direitos também são violados, como o direito à educação de qualidade, moradia digna e saúde, incluindo a saúde menstrual, sexual e reprodutiva”, destacou.</p>
<p>A pesquisa também revelou que seis em cada dez pessoas já deixaram de ir à escola ou ao trabalho por causa da menstruação e 86% já evitaram fazer atividades físicas pelo mesmo motivo. A menstruação ainda é envolta em tabus e desinformação: 77% dos entrevistados já sentiram constrangimento em escolas ou lugares públicos por menstruarem, e quase metade nunca teve aulas ou discussões sobre menstruação na escola.</p>
<p>“A falta de informação contribui para o estigma e gera situações de constrangimento. Precisamos desmistificar a menstruação e criar um ambiente acolhedor para pessoas que menstruam. Os dados da enquete reforçam a necessidade de fortalecer a educação menstrual, especialmente nas escolas, e construir políticas que promovam a dignidade menstrual para combater desigualdades e empoderar esta e as futuras gerações”, avaliou Ramona Azevedo, analista de comunicação na Viração Educomunicação.</p>
<p>O Unicef está promovendo estratégias para garantir o acesso à água, saneamento e higiene, incluindo a instalação de estações de lavagem de mãos em escolas, apoio a adolescentes e jovens no desenvolvimento de competências para a vida, empoderamento de meninas e saúde menstrual, além da distribuição de kits de higiene.</p>
<p><strong>Sobre a enquete</strong></p>
<p>O U-Report é um programa global do Unicef que promove a participação cidadã de adolescentes e jovens em mais de 90 países, implementado em parceria com a Viração Educomunicação no Brasil. As enquetes são consultas rápidas por meio de redes sociais com pessoas, principalmente de 13 a 24 anos, cadastradas na plataforma. Esta enquete, com 2,2 mil participantes, não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Os resultados e informações sobre a plataforma estão disponíveis em: <a href="https://brasil.ureport.in/opinion/3788/" target="_blank" rel="noopener">https://brasil.ureport.in/opinion/3788/</a></p>
<p><strong>Unicef no Rio Grande do Sul</strong></p>
<p>Devido às fortes chuvas e inundações no Rio Grande do Sul, o Unicef está realizando ações de assistência técnica a órgãos governamentais, criação de espaços seguros para crianças e adolescentes em abrigos, e distribuição de kits de higiene, incluindo itens para dignidade menstrual como absorventes, coletores menstruais, calcinhas e itens de higiene pessoal.</p>
<p>“Olhar para a pobreza menstrual sob uma perspectiva multidimensional é essencial. Em situações emergenciais, é crucial agir em relação ao direito à dignidade menstrual, um direito básico que exige estratégias específicas”, acrescentou Gabriela Monteiro, representante do Unicef no Brasil.</p>
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		<title>Unicef: maioria de jovens com HIV aprova acolhida em serviços de saúde</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/unicef-maioria-de-jovens-com-hiv-aprova-acolhida-em-servicos-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 13:26:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[HIV]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Unaids]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 50% dos jovens que vivem com HIV no Brasil aprovam o acolhimento recebido em serviços de saúde. É o que revela uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados do levantamento foram divulgados nesta sexta-feira (1º), dia em que é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Mais de 50% dos jovens que vivem com HIV no Brasil aprovam o acolhimento recebido em serviços de saúde. É o que revela uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância<br />
(Unicef), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados do levantamento foram divulgados nesta sexta-feira (1º), dia em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data foi instituída em 1988 pela Assembleia Geral da ONU.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A pesquisa recebeu o título de “Nós somos a resposta: O que adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids pensam sobre o acesso aos serviços de saúde no Brasil”. De acordo com os resultados, 64% dos respondentes de um questionário <em>online</em> avaliaram positivamente o acolhimento recebido. Por outro lado, 35,7% o classificaram como razoável ou ruim.</p>
<p>Além disso, cerca de 20% dos entrevistados afirmaram que já vivenciaram, no sistema de saúde brasileiro, situações como desrespeito ao desconforto,  privacidade, desconforto durante o atendimento ou sentimento de culpa ou vergonha por ser uma pessoa com HIV.</p>
<p>Ao mesmo tempo, 13% relataram que tiveram seu diagnóstico positivo revelado sem consentimento pela equipe de saúde e 20% foram orientados a não ter relações sexuais. &#8220;É lei federal que resultados de exame de HIV devem ser comunicados de forma sigilosa&#8221;, observa Luciana Phebo, chefe de saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.</p>
<p>Também foram levantadas questões relacionadas ao deslocamento até o serviço de saúde: 21% afirmaram levar mais de uma hora, 53,7% entre 30 minutos e uma hora e 46,3% gastam até 30 minutos. Para Luciana Phebo, esses dados permitem entender melhor as barreiras para a adesão ao tratamento. &#8220;As dificuldades afastam os jovens&#8221;, assegura.</p>
<p>O HIV é um vírus que afeta o sistema imunológico. A contaminação ocorre na maioria das vezes através do contato sexual desprotegido. O compartilhamento de objetivos perfurantes e cortantes como seringas, agulhas e alicates de unha também pode levar à transmissão.</p>
<h2>Dificuldades</h2>
<p>Quando uma pessoa é contaminada e não realiza tratamento, seu organismo começa a ter dificuldades para responder a infecções e doenças, configurando, assim, a aids. Nos últimos anos, o avanço do conhecimento científico e o aprimoramento do uso dos antirretrovirais vêm permitindo que mais pessoas que vivem com HIV não desenvolvam a aids. Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue reduzir a carga viral no sangue para níveis indetectáveis.</p>
<p>Quando isso acontece, a pessoa deixa de transmitir o HIV. Por esta razão, observa Luciana, o tratamento não apenas melhora a qualidade de vida de cada paciente como também é fundamental para interromper o ciclo de transmissão do vírus.</p>
<p>A Unesco chama atenção que 44,1% das 40.880 notificações de HIV em 2021 envolveram pacientes entre 15 e 29 anos. &#8220;Apesar da contínua redução de novos casos na última década, o Brasil ainda apresenta altas taxas de novas infecções&#8221;, registra o relatório da pesquisa.</p>
<p>Nessa quinta-feira (30), Ministério da Saúde divulgou dados referentes ao ano de 2022. O país registrou 43.403 novos casos de infecção por HIV no último ano. Ao todo, estima-se que um milhão de pessoas no Brasil vivem com vírus. Desse total, 90% (900 mil) já foram diagnosticadas, 81% (731 mil) das que têm diagnóstico estão em tratamento antirretroviral e 95% (695 mil) dos que estão em tratamento antirretroviral têm carga indetectável do vírus.</p>
<p>Uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos países é a busca da denominada meta 95-95-95 até 2030, para garantir que 95% das pessoas que vivem com o vírus sejam diagnosticadas. Dessas, ao menos 95% precisam ter acesso ao tratamento. E 95% dos pacientes que estão tratando devem conseguir reduzir o vírus a níveis indetectáveis.</p>
<p>Entre os respondentes do questionário aplicado pela Unesco, 89,4% disseram que realizaram o teste de carga viral nos últimos 12 meses e estavam indetectáveis. Além disso, 91,7% afirmaram também que a equipe de saúde conversou sobre o teste de carga viral. Para a Unesco, as altas taxas de testagem e de indetectabilidade do vírus mostram a importância do sistema público de saúde e da realização do tratamento.</p>
<h2>Desafios</h2>
<p>A pesquisa foi realizada com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids. Também contou com parceria técnica da empresa <em>Oppen Social</em>. O questionário <em>online</em> foi respondido por 710 pessoas entre 17 e 31 anos, sendo 488 residentes das capitais e 222 em outros municípios.</p>
<p>Além do levantamento de dados quantitativos, foram realizadas rodas de conversas com 70 jovens de sete capitais e entrevistas com lideranças de coletivos que atuam em diferentes locais para uma análise qualitativa. Como apontam os resultados, o estigma ainda existente em relação à doença é considerado a maior barreira para uma acolhida adequada e humanizada. O sistema de saúde é valorizado de forma geral, embora tenham sido apontados desafios em relação ao preparo dos profissionais de saúde para trabalhar com pessoas vivendo com HIV.</p>
<h2>Falta de clareza</h2>
<p>Entre os pontos destacados nas rodas de conversas e entrevistas, estão a escassez de informações e a falta de clareza na comunicação sobre possibilidades de tratamento e sobre o processo de marcação de exames e consultas.</p>
<p>Casos de fornecimento de informações conflitantes sobre o tratamento foram citados. Nessas situações, a atuação dos coletivos de jovens tem se revelado importante para a troca de experiências e acolhimento entre pares. Apesar das dificuldades mencionadas, também foram colhidos relatos de profissionais de saúde que atuaram de forma acolhedora e inclusiva.</p>
<p>&#8220;Uma coisa que os jovens levantaram é a importância do acompanhamento psicológico durante o tratamento. São momentos impactantes. Outra questão é a expansão dos atendimentos. O acesso ao serviço de saúde é uma barreira para os jovens se manterem no tratamento. Ter uma agilidade na marcação das consultas vai certamente ampliar o acesso ao tratamento e às medicações&#8221;, opina Luciana Phebo.</p>
<p>Segundo a Unesco, os dados levantados são úteis para guiar políticas públicas e outras ações capazes de transformar unidades de saúde em espaços acolhedores para adolescentes e jovens, e empoderar redes de adolescentes e jovens e conscientizá-los sobre seus direitos em relação aos serviços de saúde universais, humanizados e de qualidade.</p>
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