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	<title>UFRJ &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>UFRJ &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Descoberta de pinturas rupestres em Itatiaia mobiliza cientistas e reescreve história arqueológica do RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 14:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma descoberta acidental nas montanhas da Serra da Mantiqueira pode revelar novos capítulos sobre os povos originários que habitaram o atual estado do Rio de Janeiro. Pinturas rupestres inéditas foram localizadas em uma gruta do Parque Nacional de Itatiaia (PNI), na divisa entre os estados do Rio e de Minas Gerais. A revelação mobilizou instituições [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma descoberta acidental nas montanhas da Serra da Mantiqueira pode revelar novos capítulos sobre os povos originários que habitaram o atual estado do Rio de Janeiro. Pinturas rupestres inéditas foram localizadas em uma gruta do Parque Nacional de Itatiaia (PNI), na divisa entre os estados do Rio e de Minas Gerais. A revelação mobilizou instituições como o Museu Nacional da UFRJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o próprio parque, que agora integram um grupo de trabalho voltado à pesquisa e à preservação do sítio arqueológico.</p>
<p>Segundo a arqueóloga MaDu Gaspar, do Museu Nacional, a equipe está no estágio inicial da investigação, mapeando a área e procurando por possíveis conexões com outros vestígios de presença humana. <em>“Regiões com pinturas rupestres raramente são casos isolados. Estamos explorando rotas, trilhas e recursos para entender a ocupação do local”</em>, afirma.</p>
<p>Embora descobertas em 2023, as pinturas só foram divulgadas recentemente, como medida de proteção. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi acionado para acompanhar os trabalhos. O local agora está isolado, equipado com câmeras de segurança e sob vigilância constante, e há previsão de aplicação de multas para visitantes que desrespeitarem a interdição.</p>
<p><strong>Sítio pode ter até 3 mil anos</strong></p>
<p>Ainda não é possível afirmar a datação exata das pinturas, mas os cientistas trabalham com a possibilidade de que elas tenham entre dois e três mil anos. A confirmação virá com o aprofundamento dos estudos, que também buscam entender quem foram os autores das inscrições e como viviam.</p>
<p>A descoberta surpreendeu os arqueólogos por ter ocorrido em uma área relativamente acessível do parque. “<em>Achávamos que o estado do Rio já estava bem mapeado arqueologicamente, mas esse sítio mostra que ainda há muito a ser descoberto”</em>, ressalta MaDu.</p>
<p>Anderson Marques Garcia, professor da UERJ, reforça que o interior do estado foi historicamente menos explorado por pesquisadores. <em>“O foco sempre foi o litoral, e esse achado nos convida a olhar com mais atenção para outras regiões. É essencial preservar o local de curiosos e evitar escavações indevidas que comprometam os dados arqueológicos”</em>, alerta.</p>
<p><strong>A descoberta por acaso</strong></p>
<p>O sítio foi encontrado por Andres Conquista, supervisor operacional do parque, durante uma escalada. Ao se aproximar de uma florada de lírios vermelhos, ele notou uma formação rochosa incomum e resolveu investigar. Dentro da gruta, deparou-se com as pinturas. <em>“No começo achei que fosse pichação, mas percebi que não havia nomes nem datas. Foi emocionante”</em>, contou.</p>
<figure id="attachment_82848" aria-describedby="caption-attachment-82848" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-82848" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C471&#038;ssl=1" alt="Lírios Vermelhos Chamaram A Atenção E Proporcionaram Descoberta - Expresso Carioca" width="754" height="471" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C469&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82848" class="wp-caption-text">Lírios vermelhos chamaram a atenção e proporcionaram descoberta &#8211; Foto: Concessionária Parquetur/PNI/Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>Preservação em primeiro lugar</strong></p>
<p>A Parquetur, empresa responsável pela gestão da visitação no parque, confirmou que não há previsão de abertura do local ao público, e que a prioridade é garantir o controle de acesso até que os estudos estejam concluídos. <em>“A preservação do sítio é fundamental para que, futuramente, ele possa, quem sabe, ser integrado a ações educativas e turísticas de forma responsável”</em>, afirmou a empresa em nota.</p>
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		<title>BNDES destina R$ 50 milhões para reforma do Museu Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 22:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Aloizio Mercadante]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Medronho]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/entretee/" target="_blank" rel="noopener"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-80840" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=300%2C37&#038;ssl=1" alt="Entretê - Expresso Carioca" width="300" height="37" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?w=728&amp;ssl=1 728w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=300%2C37&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=150%2C19&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (2), um novo aporte de R$ 50 milhões para a reconstrução do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O apoio financeiro é não reembolsável e foi divulgado durante evento realizado na Sala das Vigas do Paço de São Cristóvão, sede do museu, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>Com esse novo investimento, o BNDES soma R$ 100 milhões destinados à recuperação do museu, considerando as operações anteriores de R$ 21,7 milhões em 2018 e R$ 28,3 milhões em 2020. Os recursos serão utilizados para a restauração do Paço de São Cristóvão, reforma da Biblioteca Central e iniciativas de divulgação e reativação do museu, que perdeu cerca de 85% do acervo de 20 milhões de itens no incêndio de 2018.</p>
<figure id="attachment_82733" aria-describedby="caption-attachment-82733" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-82733" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Meteorito Bendegó, Na Entrada Do Prédio Do Museu Nacional, Na Quinta Da Boa Vista - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82733" class="wp-caption-text">O meteorito Bendegó, na entrada do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O presidente do BNDES, Aloisio Mercadante, destacou a importância histórica e cultural do Museu Nacional: &#8220;O museu é um registro vivo da história brasileira. Sua recuperação é essencial para a preservação da nossa identidade&#8221;.</p>
<h3><strong>Criação de fundo patrimonial</strong></h3>
<figure id="attachment_82734" aria-describedby="caption-attachment-82734" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82734" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="O Presidente Do BNDES, Aloizio Mercadante - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-82734" class="wp-caption-text">O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante anúncio de novo aporte de recursos para a reconstrução do Museu Nacional Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Durante o evento, Mercadante anunciou a proposta de um fundo patrimonial para garantir a sustentabilidade financeira do museu a longo prazo. O objetivo é assegurar recursos para manutenção e futuras reformas, independentemente do orçamento da União. &#8220;Estamos estruturando um fundo para captar recursos junto a parceiros, garantindo a estabilidade financeira do Museu Nacional&#8221;, afirmou.</p>
<p>O BNDES também trabalha na captação dos recursos necessários para a conclusão das obras até 2028. Do total de R$ 516 milhões orçados, já foram obtidos R$ 347 milhões, sendo que R$ 101 milhões estão em fase final de negociação. Restam, portanto, R$ 70 milhões, que o banco busca junto a instituições financeiras e parceiros.</p>
<p>O montante anunciado hoje é fruto de um acordo judicial entre a empresa Cosan e o BNDES, que também prevê um repasse adicional de R$ 3,6 milhões. Além disso, o banco negocia com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) o apoio de instituições financeiras para arrecadar mais R$ 18 milhões para a restauração.</p>
<h3><strong>Continuidade das obras</strong></h3>
<figure id="attachment_82732" aria-describedby="caption-attachment-82732" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82732" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="O Diretor Presidente Do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-82732" class="wp-caption-text">O diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo BarretoTomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A primeira etapa da reconstrução será entregue em 2026, e a previsão é concluir toda a obra até 2028. Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale e representante do Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive, enfatizou a importância do aporte do BNDES: &#8220;Esse investimento garante a continuidade das obras sem risco de paralisação. O gesto é estratégico, reforçando o compromisso com a revitalização do Museu Nacional&#8221;.</p>
<p>O Museu Nacional foi fundado em 1818 por d. João VI e, desde 1892, está localizado no Paço de São Cristóvão, antiga residência da família imperial brasileira. Atualmente, integra o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.</p>
<p>O reitor da universidade, Roberto Medronho, ressaltou a relevância da iniciativa: &#8220;A sociedade precisa reconhecer o valor da educação, ciência e cultura para o desenvolvimento do país. O Museu Nacional representa um patrimônio inestimável que deve ser preservado para as futuras gerações&#8221;.</p>
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		<title>Misoginia no YouTube: Influenciadores lucram com conteúdo de ódio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/misoginia-no-youtube-influenciadores-lucram-com-conteudo-de-odio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O discurso misógino tem se tornado uma indústria lucrativa no YouTube, segundo estudo do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadores analisaram 76,3 mil vídeos que acumulam quase 4 bilhões de visualizações e concluíram que influenciadores exploram narrativas de ódio e desprezo às mulheres para monetizar seus conteúdos. O relatório, intitulado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O discurso misógino tem se tornado uma indústria lucrativa no YouTube, segundo estudo do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadores analisaram 76,3 mil vídeos que acumulam quase 4 bilhões de visualizações e concluíram que influenciadores exploram narrativas de ódio e desprezo às mulheres para monetizar seus conteúdos.</p>
<p>O relatório, intitulado <em>“Aprenda a evitar ‘este tipo’ de mulher: estratégias discursivas e monetização da misoginia no YouTube”</em>, aponta que esses criadores de conteúdo utilizam estratégias variadas para mascarar mensagens de controle e violência, muitas vezes disfarçadas de humor ou “desenvolvimento pessoal masculino”. Entre os 137 canais analisados, foi identificado um ecossistema que naturaliza a violência de gênero e explora a misoginia como produto comercial.</p>
<h3><strong>Conteúdo e Estratégias de Manipulação</strong></h3>
<p>Os vídeos analisados incluem mensagens antifeministas, incentivo à manipulação psicológica e até sugestões de monitoramento por meio de aplicativos de espionagem. Mais de 15% dos canais analisados relativizam ou justificam abusos contra mulheres, enquanto 66% reforçam a ideia de que o sexo biológico determina comportamentos.</p>
<p>“Muitos desses vídeos atacam mulheres específicas, como mães solteiras, alegando que elas só buscam pais para seus filhos. Esses conteúdos reforçam preconceitos de classe, raça e gênero sob o pretexto de aconselhamento masculino”, explica Luciane Belin, uma das coordenadoras do estudo.</p>
<p>Os dados também mostram que 88% dos vídeos foram publicados entre 2021 e 2024, período que coincide com o aumento da violência contra mulheres no Brasil.</p>
<h3><strong>Monetização do Ódio</strong></h3>
<p>Além da receita obtida diretamente do YouTube, cerca de 80% dos canais analisados recebem dinheiro por meio de anúncios. Os criadores também utilizam alternativas como doações via PIX, criptomoedas, crowdfunding e a venda de produtos como e-books e cursos.</p>
<p>“Os influenciadores transformam a misoginia em um negócio. Essa estrutura gera lucros não apenas para os criadores, mas também para as plataformas que os hospedam”, afirma Marie Santini, diretora do NetLab.</p>
<h3><strong>Regulamentação e Desafios</strong></h3>
<p>Embora o YouTube proíba discursos de ódio em suas diretrizes, o estudo aponta que esses conteúdos continuam florescendo na plataforma. Em nota, a empresa informou que removeu mais de 511 mil vídeos entre janeiro e setembro de 2024, mas destacou que o relatório não identificou os canais analisados, dificultando uma avaliação mais precisa.</p>
<p>Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a regulamentação das redes sociais é urgente. “Precisamos fortalecer o debate no Parlamento e no STF para limitar o discurso de ódio. Além disso, é fundamental disputar esses espaços com a criação de conteúdos que promovam igualdade e enfrentem a violência contra as mulheres”, destacou.</p>
<p>O estudo revela um cenário alarmante, em que o discurso de ódio não apenas ganha força, mas também se torna um modelo de negócio. A crescente popularidade desses canais demonstra a urgência de ações efetivas para responsabilizar plataformas e promover uma cultura digital mais inclusiva e segura.</p>
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		<title>Governo do Estado assina contrato com a UFRJ para enfrentamento às mudanças climáticas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-do-estado-assina-contrato-com-a-ufrj-para-enfrentamento-as-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 15:04:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Rossi]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), deu um importante passo na luta contra os impactos das mudanças climáticas. Nesta terça-feira (15/10), o governador Cláudio Castro assinou um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a execução do Programa Rio Clima II. O projeto, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), deu um importante passo na luta contra os impactos das mudanças climáticas. Nesta terça-feira (15/10), o governador Cláudio Castro assinou um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a execução do Programa Rio Clima II. O projeto, que contará com um aporte de R$ 4 milhões e terá a duração de dois anos, tem como principal objetivo desenvolver ações que contribuam para a adaptação e mitigação dos riscos associados às mudanças climáticas.</p>
<p>Entre as iniciativas planejadas estão a atualização do Plano Estadual de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, a criação do &#8220;Portal de Gestão de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas&#8221;, e a realização de estudos focados em compensação de carbono nas áreas de agricultura, florestas e uso da terra. O programa também prevê a criação de um sistema de certificação de créditos florestais para o Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p><em>– Essa parceria com a UFRJ permitirá aprimorar a comunicação, a transparência, o planejamento e a identificação das vulnerabilidades sociais e ambientais do nosso estado. A questão ambiental e a adaptação às mudanças climáticas são prioridades inadiáveis. Estamos agindo com urgência para reduzir os impactos, assegurando mais segurança para a população fluminense</em> – declarou o governador Cláudio Castro.</p>
<p><strong>Segunda fase do Rio Clima I</strong></p>
<p>O Programa Rio Clima II é uma extensão do Rio Clima I. Nesta nova fase, o foco será a identificação das vulnerabilidades sociais e ambientais do estado, com o objetivo de fortalecer os instrumentos de gestão voltados para o desenvolvimento sustentável. A parceria com o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da UFRJ permitirá a realização de estudos e projetos voltados à descarbonização, adaptação e resiliência climática.</p>
<p><em>– Os efeitos das mudanças climáticas têm sido cada vez mais devastadores para nossas economias, modos de vida, saúde, ecossistemas e infraestrutura. A colaboração entre o Poder Executivo e a academia, com seus pesquisadores especializados, é fundamental para otimizar os processos de adaptação climática</em> – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.</p>
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		<title>Estudo revela que vírus zika pode reativar após recuperação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2024 22:59:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
		<category><![CDATA[Virus Zika]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) investigaram a possibilidade de reativação do vírus zika após a recuperação inicial, sugerindo que novos sintomas neurológicos, como convulsões, podem surgir. Este estudo inédito foi publicado no jornal científico iScience, do grupo Cell Press. Ao longo de quatro anos, cerca de 200 camundongos que haviam se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) investigaram a possibilidade de reativação do vírus zika após a recuperação inicial, sugerindo que novos sintomas neurológicos, como convulsões, podem surgir. Este estudo inédito foi publicado no jornal científico iScience, do grupo Cell Press.</p>
<p>Ao longo de quatro anos, cerca de 200 camundongos que haviam se recuperado do vírus zika foram estudados. O projeto foi liderado pelas cientistas Julia Clarke, do Instituto de Ciências Biomédicas, e Claudia Figueiredo, da Faculdade de Farmácia, ambas da UFRJ.</p>
<p>Os pesquisadores descobriram que, em condições de imunidade reduzida, como durante períodos de estresse, uso de medicamentos imunossupressores ou infecções por outros vírus, o zika pode voltar a se replicar no cérebro e em outros locais anteriormente livres do vírus, como os testículos.</p>
<p>&#8220;Alguns vírus podem &#8216;adormecer&#8217; em certos tecidos do corpo e &#8216;acordar&#8217; para se replicar novamente, criando novas partículas infecciosas. Isso pode resultar em novos episódios de sintomas, como é observado com os vírus da herpes e da varicela-zoster&#8221;, explica Clarke.</p>
<p>A replicação tardia do zika está associada à produção de espécies secundárias de RNA viral, que são resistentes à degradação e se acumulam nos tecidos. &#8220;Observamos que, ao voltar a se replicar no cérebro, o vírus gera substâncias intermediárias de RNA, aumentando a predisposição dos animais a convulsões, um sintoma da fase aguda&#8221;, acrescenta Clarke.</p>
<p>O estudo utilizou testes de PCR, microscopia confocal, imunohistoquímica e análises comportamentais em modelos animais para demonstrar que o zika pode permanecer no corpo por longos períodos após a fase aguda. Em humanos, o material genético do vírus já foi encontrado em locais como placenta, sêmen e cérebro, mesmo meses após o desaparecimento dos sintomas.</p>
<p>Os resultados mostram que a amplificação do RNA viral e a produção de material genético resistente à degradação agravam os sintomas neurológicos, especialmente nos machos. Embora a reativação tardia do vírus em humanos ainda não tenha sido investigada, os dados sugerem que pacientes expostos ao vírus precocemente devem ser monitorados a longo prazo, pois novos sintomas podem surgir. Clarke ressalta a importância de aprofundar a pesquisa sobre as calcificações cerebrais causadas pelo vírus.</p>
<p>&#8220;Nosso objetivo é caracterizar se as áreas de calcificação no cérebro, tanto de animais quanto de humanos, são onde o vírus permanece adormecido. Também pretendemos testar um medicamento que reduz significativamente o tamanho dessas áreas de calcificação para avaliar se consegue prevenir a reativação do vírus&#8221;, explica Clarke.</p>
<p>A pesquisa, que destaca a capacidade do vírus zika de persistir e reativar, tem grandes implicações para a saúde pública. O trabalho contou com a colaboração do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes e do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, ambos da UFRJ, e recebeu cerca de R$ 1 milhão da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).</p>
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		<title>Acervo do Museu Nacional renasce com novas abordagens de pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2022 23:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acervo etnográfico]]></category>
		<category><![CDATA[entomologia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória de povos indígenas, representada em mais de 40 mil objetos feitos de plumas, trançados, madeira e cerâmica no acervo etnográfico do Museu Nacional, não resistiu ao incêndio e ao desabamento do Palácio Paço de São Cristóvão, sede do Museu Nacional, em 2 de setembro de 2018. Mas, passados quase quatro anos da tragédia, a instituição comemora [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A memória de povos indígenas, representada em mais de 40 mil objetos feitos de plumas, trançados, madeira e cerâmica no acervo etnográfico do Museu Nacional, não resistiu ao incêndio e ao desabamento do Palácio Paço de São Cristóvão, sede do Museu Nacional, em 2 de setembro de 2018. Mas, passados quase quatro anos da tragédia, a instituição comemora nesta segunda-feira (6) 204 anos, em meio a um trabalho de reinventar como essas e tantas outras histórias devem ser reunidas, tratadas e contadas em futuras exposições, com reinauguração completa prevista para 2027.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Curador do acervo etnográfico, o antropólogo João Pacheco chama de depressão o sentimento que se seguiu ao incêndio, quando constatou que praticamente todas as peças de seu departamento tinam sido destruídas. &#8220;Existiam coleções históricas muito importantes, formadas ainda no Império, coleções formadas na República, por Marechal Rondon e Roquette Pinto. E também coleções mais recentes, feitas por vários antropólogos. Por mim, inclusive.&#8221;</p>
<p>Entre essas peças históricas, havia tesouros como uma máscara Tikuna desenhada por Jean-Baptiste Debret, durante a Missão Artística Francesa ao interior do Brasil, entre 1816 e 1831, e um escudo trançado Tukano descrito em 1861 pelo poeta Gonçalves Dias, que também se dedicou à etnografia.</p>
<p>Apesar da identificação dos dois artistas renomados que, de alguma forma, participaram do caminho feito por essas obras até chegar ao acervo, o Museu Nacional não sabia informar, por exemplo, quem foi o artesão responsável pelas peças, em que ano foram confeccionadas e como seus povos descreveriam a importância cultural e simbólica de cada uma. Pacheco diz que essa é a virada proposta para a nova coleção. &#8220;Não é questão de resgate, nem de reconstrução. É questão de renascimento. A nova coleção do Museu Nacional está surgindo de maneira muito diferente da antiga e muito mais adaptada aos padrões atuais de pensamento&#8221;, afirma o antropólogo.</p>
<p>Segundo Paheco, isso também garante um salto qualitativo para a produção científica. &#8220;As novas coleções estão sendo refeitas principalmente através do contato direto com os povos e comunidades indígenas. Nosso material é totalmente identificado pelos indígenas. Se tiver um colar, teremos o nome dele na língua indígena, as ocasiões em que ele é usado ritualmente, de que materiais ele é composto, e quem fez o objeto, quem foi o artesão e a comunidade que construiu, em que ano foi feito.&#8221;</p>
<p>O antropólogo explica que, além de recompor o acervo, o projeto visa trazer os indígenas para este processo e produzir resultados que levem um retorno a seus povos. Isso já está acontecendo em outro processo de aquisição de acervo, em que museus no Brasil e no exterior compartilharam com o Museu Nacional imagens de 12 mil peças de origem indígena brasileira que compõem suas coleções. É o caso de um manto sagrado Tupinambá, que foi levado para a Europa no fim do século 16 e está conservado há quase 500 anos. Ao obter imagens detalhadas dessa peça, o Museu Nacional as compartilhou com comunidades Tupinambás da atualidade, que passaram a trabalhar em reproduções e releituras da peça.</p>
<p>&#8220;Quando a gente manda esse material para os indígenas, cria-se uma conexão muito grande na cabeça deles, e o passado se junta com o presente deles. Eles podem começar a reproduzir a cultura material de um modo muito impressionante. Coisas que nunca viram e só ouviram os avós contarem, eles agora estão vendo. É uma iniciativa importante que está tendo repercussões na vida das comunidades&#8221;, acrescenta.</p>
<h2>Ciência sobre o resgate</h2>
<figure id="attachment_50137" aria-describedby="caption-attachment-50137" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-50137" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C1005&#038;ssl=1" alt="Intervenções Para Conservação E Tratamento Em Peças Da Coleção De Paleovertebrados - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="1005" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=640%2C853&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-50137" class="wp-caption-text">Intervenções para conservação e tratamento em peças da coleção de paleovertebrados &#8211; Divulgação/Luciana Carvalho</figcaption></figure>
<p>Paleontóloga e curadora da coleção de paleovertebrados, Luciana Carvalho foi uma das coordenadoras do trabalho de resgate no sítio arqueológico em que os escombros do palácio se transformaram. Entre as tantas espécies fossilizadas que faziam parte do acervo, uma trouxe um alívio especial à pesquisadora quando foi encontrada nas escavações. &#8220;São dois blocos de vértebras e ossos de um dinossauro do Maranhão que ainda estava sendo descrito, uma espécie nova. Por serem blocos muito grandes, eles não cabiam nos armários e ficavam apoiados no chão. Quando o museu desabou, esse material recebeu o peso dos três andares. Quando escavamos a sala, começaram a aparecer os blocos e pensamos que estava [tudo] destruído, mas não estava. Estava igual a antes, só com marcas de fuligem&#8221;, lembra Luciana.</p>
<p>Para a paleontóloga, o material ainda é capaz de revelar a espécie nova, ainda sem nome, por meio da pesquisa científica.</p>
<p>Os armários a que Luciana se refere garantiram que boa parte da coleção sobrevivesse, e o acervo dos paleovertebrados ocupa estantes em uma área de 100 metros quadrados na nova reserva técnica do museu. Na semana passada,começou a avaliação, peça por peça, de quais danos os exemplares sofreram e a contagem de quantos exatamente foram resgatados, já que muitos saíram dos escombros em gavetas retiradas diretamente dos armários soterrados. De acordo com Luciana, este é um trabalho longo, porque a coleção tinha 7,7 mil exemplares, que chegavam a ter 12 mil peças, se fosse contado separadamente cada osso de um fóssil, por exemplo.</p>
<p>&#8220;Vai ser avaliado qual peça ainda pode fazer parte da coleção e servir como estudo tradicional e qual peça foi perdida. Tem também um meio termo. São peças que, apesar de não poderem mais fazer parte de um estudo tradicional, como o de reconhecer uma nova espécie, servem como outro tipo de estudo. Elas nos ajudam a entender como é o processo de incêndio, o que acontece com essas peças, e como podemos evitar ou minimizar uma situação como essa&#8221;, ressalta a paleontóloga.</p>
<p>A busca de referências para o trabalho de resgate mostrou que as pesquisas podem ser extremamente relevantes, porque a equipe não encontrou trabalhos que tratassem de como recuperar o acervo após o incêndio em um museu tão diverso quanto o Museu Nacional, onde havia desde documentos até múmias egípcias e fósseis de dinossauros. As primeiras conclusões já foram publicadas em dois livros: <em>500 Dias de Resgate: Memória, Coragem e Imagem</em>, voltado ao público em geral, e <em>Depois das Cinzas: Conservação Preventiva das Coleções Recuperadas pelo Núcleo de Resgate de Acervos do Museu Nacional,</em> destinado à comunidade científica, com o detalhamento de protocolos usados no resgate e na identificação e avaliação das peças. Tanto conhecimento adquirido inaugura no museu um novo campo de estudo para os pesquisadores da instituição.</p>
<p>&#8220;É o iniciozinho. A gente tem muita coisa para publicar, mas é o início dessa linha de pesquisa voltada para a compreensão do que é o incêndio em uma coleção, como atuar e como as peças agora resgatadas podem nos dizer e nos orientar em situações semelhantes&#8221;, conclui Luciana.</p>
<h2>Expedições e doações</h2>
<figure id="attachment_50136" aria-describedby="caption-attachment-50136" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-50136" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C534&#038;ssl=1" alt="Gavetas Entomológicas Com Exemplares De Borboletas E Mariposas Da Nova Coleção Do Museu - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="534" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=120%2C86&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C531&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-50136" class="wp-caption-text">Gavetas entomológicas com exemplares de borboletas e mariposas da nova coleção do museu &#8211; Divulgação/Thamara Zacca</figcaption></figure>
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<p>Em uma visita ao Museu Nacional antes do incêndio, era impossível ficar indiferente à coleção de borboletas e mariposas, selecionadas em um acervo que contava com mais de 180 mil exemplares, reunidos desde o início do século 20. Considerado muito delicado, todo esse material estava armazenado no palácio e se perdeu.</p>
<p>A coleção era considerada referência para pesquisadores de todo o mundo, até pela biodiversidade da fauna brasileira. A bióloga Thamara Zacca lembra que chegou a fazer quatro visitas ao museu para completar a pesquisa de mestrado e doutorado em entomologia, o estudo dos insetos. Apaixonada pelo palácio e seu acervo, Thamara prestou concurso para ser professora da instituição no ano de 2018, mas a notícia de que o fogo havia destruído os exemplares que ela pretendia pesquisar causou desesperança.</p>
<p>&#8220;Quando vi o incêndio, eu pensei: ‘acabou qualquer sonho e chance de trabalhar no museu’. Eu estava fazendo um trabalho de campo, e uma amiga ligou e disse que o museu tinha pegado fogo. Eu fui atrás de um local que tivesse televisão para assistir e vi aquela cena. Na hora, é uma sensação de dor. Você não consegue entender o que está acontecendo. Passei um tempo sem conseguir falar sobre isso&#8221;, conta.</p>
<p>Thamara seguiu com sua pesquisa de pós-doutorado em São Paulo e até participou do trabalho de separação de 1 mil exemplares que a Universidade de Campinas doou ao Museu Nacional após o incêndio. No fim do ano de 2020, a bióloga foi surpreendida com a convocação no concurso que havia prestado antes da tragédia, e hoje ela é curadora da coleção de borboletas e mariposas do museu, tarefa que começou com o catálogo das peças que ela mesma havia ajudado a doar.</p>
<p>&#8220;É um trabalho de tentar não olhar tanto para trás e olhar o daqui para a frente. Os exemplares que existiam, por mais que se volte nessas áreas, não se consegue recompor. Então, é pensar em uma nova coleção&#8221;, diz ela. &#8220;Em 2018, houve essa primeira doação de 1 mil exemplares. Entre 2018 e dezembro de 2020, a coleção chegou a 2 mil exemplares. Com a minha chegada e, a partir de fevereiro de 2021, eu investi bastante em saídas de campo e coletas. Hoje, já estamos com quase 10 mil exemplares&#8221;.</p>
<p>A bióloga reconhece que o número é pequeno se comparado à imensidão do acervo anterior, mas destaca que representa um avanço importante. &#8220;É um número interessante e já permite começar a desenvolver algum tipo de pesquisa. Já temos exemplares de espécies não descritas pela ciência e espécies que não eram encontradas mais.&#8221;</p>
<p>Thamara lamenta que tenha que custear suas próprias expedições em busca de novos exemplares e conta com sete estudantes de graduação que se apresentaram como voluntários para ajudar no trabalho em seu laboratório, já que ainda não dispõe de bolsas de pós-graduação. &#8220;Já tirei muito dinheiro do meu próprio bolso, e não só eu. Vários pesquisadores fazem isso, porque, se não fizerem, não tem como fazer pesquisa.&#8221;</p>
<p>Mesmo assim, ela vê com otimismo o futuro da coleção e do museu. &#8220;Quando eu cheguei, fiz o cálculo de quantos anos eu precisaria trabalhar para ter aqueles 186 mil exemplares,e, obviamente, não me fez bem olhar dessa maneira&#8221;, pondera a bióloga, que usa o <a href="https://www.instagram.com/lapel.mn/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> para divulgar o progresso do acervo sob sua curadoria. &#8220;Uma coleção biológica é mais do que números, é representatividade. Mesmo com 10 mil exemplares, ela abrange mais grupos de borboletas e mariposas do que tinha na coleção antiga. Então, meu foco é pensar na qualidade do material e pensar nas possibilidades de pesquisa com esse novo material.&#8221;</p>
</div>
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		<title>UFRJ busca solução sustentável para lixo flutuante no Fundão</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ufrj-busca-solucao-sustentavel-para-lixo-flutuante-no-fundao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 14:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Fundão]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[lixo flutuante]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[O projeto Orla Sem Lixo, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está buscando uma solução sustentável para o lixo flutuante encontrado nas águas da Ilha do Fundão. “Gostaríamos muito de acreditar em soluções procedentes da bacia, de onde vem o lixo para a Baía de Guanabara e outras baías. Porém, [&#8230;]]]></description>
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<p>O projeto Orla Sem Lixo, da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está buscando uma solução sustentável para o lixo flutuante encontrado nas águas da Ilha do Fundão. “Gostaríamos muito de acreditar em soluções procedentes da bacia, de onde vem o lixo para a Baía de Guanabara e outras baías. Porém, não vemos que isso venha a acontecer em relativo curto prazo”, disse a coordenadora do projeto e professora da UFRJ, Susana Vinzon. Por isso, ela acredita que a interceptação, coleta, o transporte e a reciclagem do lixo podem ser soluções efetivas, na medida em que traga benefícios para a comunidade do entorno. “É isso que a gente está buscando com o projeto”.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), diariamente mais de 90 toneladas de resíduos, a maioria plásticos, são despejadas na Baía de Guanabara. Além do impacto negativo que isso provoca em um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, a presença desses resíduos compromete as atividades pesqueiras, os esportes náuticos e o desenvolvimento costeiro; representa um perigo à navegação e ao tráfego aéreo; e interfere no crescimento e na saúde dos manguezais, afetando a vida marinha e sua diversidade, afirmam os responsáveis pelo projeto.</p>
<h2>Conscientização</h2>
<p>O Orla Sem Lixo promove no próximo dia 5, às 9h, na Prainha, na Ilha do Fundão, ação de conscientização para a reciclagem, com a participação de 15 alunos de iniciação científica da universidade, envolvendo as áreas de biologia, microbiologia, química, psicologia, economia, oceanografia, entre outras, que transmitirão seus conhecimentos para a comunidade local. Os melhores comunicadores serão premiados.</p>
<p>A UFRJ está concluindo o projeto Parque da Orla para a requalificação do local. Durante o evento na Prainha, será feita uma pequena coleta de lixo, com o objetivo de chamar a atenção da população sobre o problema e para efeito de reciclagem, a fim de fazer ensaios de pirólise  (decomposição por meio do calor.), por exemplo. Esse é um processo onde a matéria é decomposta após ser submetida a condições de altas temperaturas. “O que você faz é recuperar o petróleo de que é feito o plástico. Você vai gerar, a partir desse plástico, uma espécie de petróleo cru que pode, talvez, voltar para a própria cadeia do plástico. A gente está levantando bandeira da economia circular, das soluções baseadas na natureza”. Tudo isso é necessário para a construção de soluções para o problema do lixo flutuante na Baía de Guanabara e em outras baías, comentou Suzana Vinzon.</p>
<p>Em princípio, essa tecnologia está sendo testada. Susana não descartou, porém, que empresas possam vir a abraçar a ideia e querer levá-la adiante. No momento, a UFRJ tem uma planta de pirólise experimental, na Ilha do Fundão, que está fazendo os testes.</p>
<h2>Parcerias</h2>
<p>Até o momento, o Orla Sem Lixo conta com a parceria da empresa alemã Huesker, que vai fabricar material para as barreiras flutuantes a serem colocadas na Enseada de Bom Jesus, na Ilha do Fundão, até o fim deste ano. As barreiras terão de ser abertas para as embarcações poderem passar. Até dezembro, Susana espera já ter alguns ensaios “de como a coisa pode funcionar”, porque é preciso, em primeiro lugar, construir uma tecnologia com os pescadores para fazer a coleta de lixo na água, transportando a seguir para um local de desembarque. “Esse desenvolvimento vai ocorrer este ano”.</p>
<p>O projeto tem o apoio de editais do Parque Tecnológico da UFRJ, da Fundação Grupo Boticário e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Susana advertiu, entretanto, que para ganhar escala e poder remunerar os pescadores, serão necessários mais recursos.</p>
<p>No momento, a equipe multidisciplinar integrada por mais de 70 pessoas, entre professores, alunos de graduação, mestrado, doutorado e iniciação científica da UFRJ, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), se dedica a encontrar soluções para o problema. “Para isso, estamos observando as comunidades de pesca que habitam a Baía de Guanabara, que é afetada pela quantidade de lixo que há nesses corpos d’água, resultando na falta de peixe, em problemas com redes, com motores das embarcações”.</p>
<p>Susana lembrou que são comunidades muito afetadas e que podem se interessar em participar de uma cadeia produtiva desse lixo flutuante. Ela explicou que o lixo flutuante é constituído, em sua grande maioria, por plástico, que tem algumas alternativas, entre as quais a reciclagem química, um dos processos em que o projeto está mais focado. A ideia é que, com o processo da pirólise se obtenha valor agregado maior desse material que vem contaminado e degradado e que, para a reciclagem tradicional, não encontra mercado. Essa é uma das linhas de ação do projeto: ver que tipo de reciclagem poderia dar um retorno econômico para pagar essa cadeia produtiva, criando um modelo de geração de trabalho e renda.</p>
<h2>Recuperação ambiental</h2>
<p>Ao mesmo tempo, o Orla Sem Lixo tem foco na recuperação ambiental da orla da Ilha do Fundão, que está muito degradada pelo lixo flutuante. “A gente vai desenvolver um projeto, em um dos ambientes próximos da Cidade Universitária, para testar o conceito, onde participam os pescadores sediados na Ilha do Fundão. Mas nada impede de abrir para outras comunidades”. Outra fonte de renda para que essa solução seja sustentável é a própria preservação das áreas de costa. Daí a importância de entender os ecossistemas para que quando houver “um ambiente saudável, pelo menos sem lixo, você possa pensar em alguma recuperação”, disse a coordenadora.</p>
<p>Desde que foi lançado, em setembro do ano passado, o projeto avançou muito na interdisciplinaridade, porque vai proteger área de manguezal. A ideia é ver, após a instalação das barreiras e da limpeza do local, como ele se recupera. “Estamos monitorando hoje a floresta de manguezal, mas também os caranguejos que ali vivem, para ver os impactos, para quando colocar as barreiras e recuperar o ambiente, poder medir o impacto do lixo”. O projeto deve ser concluído em três anos. A ideia é, nesse prazo, ter a praia da Ilha do Fundão recuperada.</p>
<p>O trabalho acontece na Enseada de Bom Jesus e foi organizado em frentes que monitoram áreas de manguezal e as comunidades de caranguejo; analisam a condição atual da qualidade da água e do sedimento; levantam as condições ambientais (ventos, ondas e correntes) onde estão sendo instaladas as barreiras do lixo flutuante; colocam mostradores para quantificar o lixo em diferentes profundidades da baía. Plataformas remotas, drones, metodologias de detecção automática e inteligência artificial são algumas das tecnologias utilizadas pelos pesquisadores.</p>
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		<title>UFRJ ressalta papel dos jovens na inovação e propriedade intelectual</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ufrj-ressalta-papel-dos-jovens-na-inovacao-e-propriedade-intelectual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 22:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou hoje (27) o evento IP DAY UFRJ, com foco na propriedade intelectual e nos jovens que criam inovações visando a um futuro melhor. Gratuito, o evento foi na Inovateca, espaço dedicado ao empreendedorismo e à inovação, inaugurado em novembro do ano passado dentro da universidade, e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou hoje (27) o evento IP DAY UFRJ, com foco na propriedade intelectual e nos jovens que criam inovações visando a um futuro melhor. Gratuito, o evento foi na Inovateca, espaço dedicado ao empreendedorismo e à inovação, inaugurado em novembro do ano passado dentro da universidade, e comemorou o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, transcorrido ontem (26).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Participaram da organização a Agência UFRJ de Inovação, o Parque Tecnológico da UFRJ e o Sistema Inova UFRJ, em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, do nome em inglês) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).</p>
<p>Segundo o diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, Vicente Ferreira, o respeito à propriedade intelectual embute duas questões importantes: a primeira é que a propriedade intelectual incentiva o investimento em pesquisa e desenvolvimento, por “garantir que quem corre o risco de empreender uma coisa que é, por natureza arriscada, caso tenha sucesso, será adequadamente remunerado”.</p>
<p>O outro ponto importante, sobretudo em em um país como o Brasil, é que o respeito à propriedade intelectual permite, mesmo a pessoas sem capital, ter acesso a esse excedente de renda da inovação. Vicente Ferreira destacou o aspecto social e citou a possibilidade de um jovem universitário que, mesmo sem acesso a grandes capitais, consiga criar algo que gere valor para sociedade, com o respeito à propriedade intelectual, &#8220;será remunerado por sua invenção”.</p>
<h2>Gênero</h2>
<p>Ferreira disse que, nas diversas áreas de atuação no setor acadêmico, existe uma barreira natural às questões identitárias de gênero e raça. Ele destacou que,na UFRJ, porém, em termos de gênero, existe uma posição privilegiada.“A gente está razoavelmente acima da média em relação ao que existe nos outros países ibero-americanos”. Segundo Ferreira, no processo acadêmico, de modo geral, os trabalhos são revistos, mas sem  que se saiba quem é o autor, e isso tira o aspecto de discriminação. “Quando a gente olha para o meio acadêmico, embora exista um problema de base na questão do acesso ao gênero feminino nos postos da academia, minha percepção, enquanto professor, é que as pesquisadoras acabam sendo mais produtivas do que os pesquisadores, porque não existe esse viés no processo de revisão”, afirmou.</p>
<p>Durante o evento IP DAY UFRJ, foram apresentados casos de inovação de duas pesquisadoras jovens das áreas de farmácia e de polímeros, que relataram ser o trabalho longo e árduo porque, para entender o que é novo, é necessário conhecer tudo que existia até então naquelas áreas. Ao mesmo tempo, é um processo também gratificante. “Elas perceberam que o ambiente favorável à ascensão feminina é determinante para o sucesso do que se busca, que é a igualdade de gênero”, disse Ferreira.</p>
<p>A UFRJ é considerada a melhor universidade federal do Brasil pelo QS Latin America, realizado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds em 2021, e uma das 250 melhores instituições de ensino do mundo e segunda melhor da América Latina, pelo Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha.</p>
<h2>Inovateca</h2>
<figure id="attachment_48540" aria-describedby="caption-attachment-48540" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-48540" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/04/26-Espaco-Inovateca-aberto-em-novembro-no-Parque-Industrial-da-UFRJ-tem-formato-de-cubo-magico-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Espaço Inovateca, Aberto Em Novembro No Parque Industrial Da UFRJ, Tem Formato De Cubo Mágico - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/04/26-Espaco-Inovateca-aberto-em-novembro-no-Parque-Industrial-da-UFRJ-tem-formato-de-cubo-magico-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/04/26-Espaco-Inovateca-aberto-em-novembro-no-Parque-Industrial-da-UFRJ-tem-formato-de-cubo-magico-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/04/26-Espaco-Inovateca-aberto-em-novembro-no-Parque-Industrial-da-UFRJ-tem-formato-de-cubo-magico-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-48540" class="wp-caption-text">Espaço Inovateca, aberto em novembro no Parque Industrial da UFRJ, tem formato de cubo mágico &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
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<p>O novo espaço Inovateca, que tem formato de cubo mágico, objetiva contribuir para o desenvolvimento científico e econômico da sociedade. Trata-se de um ponto de encontro para compartilhar conteúdo, conexões e experimentação com atividades para o desenvolvimento e apoio de projetos que inspirem iniciativas inovadoras e empreendedoras nos mais diferentes níveis de maturidade. Um lugar onde o meio acadêmico e instituições do setor privado se encontram através das mais diversas atividades e interações.</p>
<p>Com salas de reunião, arena, auditório e salões de convivência, o espaço reúne alunos, empresas e pessoas interessadas em inovação. Com operação híbrida, a Inovateca funciona física e virtualmente, através de plataforma <em>online</em>. As atividades podem ser realizadas nos dois modelos, o que permite a participação de todos, mesmo a distância.</p>
<p>Situado dentro do Parque Tecnológico, o prédio constitui um dos elementos dentro do sistema de inovação da UFRJ. “A Inovateca tem um gene digital, onde as pessoas também podem interagir”, destacou Vicente Ferreira. Com a retomada das atividades presenciais, será possível haver entrosamento cruzado entre os vários segmentos da universidade. “A boa inovação geralmente nasce de uma diversidade de saber. A Inovateca vem fazendo esse papel.”</p>
<p>O diretor do Parque Tecnológico da UFRJ salientou que o novo espaço congrega todos os segmentos do conhecimento, com o objetivo de inovar e empreender. “!A gente brinca que o aluno da bioquímica que descobriu a molécula, na Inovateca, vai se encontrar com o aluno da engenharia, que vai ajudá-lo a montar o processo de fabricação; com o aluno de administração, que vai ajudá-lo a montar o plano de negócios; com o aluno de contabilidade ou de direito, que vai ajudá-lo na questão fiscal ou de contratualização. Ou seja, a gente consegue congregar, dentro de toda a diversidade que a universidade oferece, essa junção de pessoas que estão interessadas em empreendedorismo e inovação”, acrescentou.</p>
<p>O nome Inovateca foi escolhido após votação aberta para o público nas mídias sociais do Parque Tecnológico, e contém as palavras inovação, biblioteca e brinquedoteca, que sintetizam o objetivo do espaço: ser um ambiente de troca de saberes, propagação do conhecimento, incentivo à criatividade e exploração de novas ideias.</p>
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		<title>Estudo avalia se substância contida em vieiras pode combater metástase</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estudo-avalia-se-substancia-contida-em-vieiras-pode-combater-metastase/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2022 19:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[combate a metástases]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[mexilhões]]></category>
		<category><![CDATA[moluscos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ostras]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa com vieiras]]></category>
		<category><![CDATA[Senai]]></category>
		<category><![CDATA[Uerj]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras investigam se um composto presente em vieiras pode ser usado no combate a metástases. Com financiamento do Ministério da Saúde, a pesquisa conseguiu estabelecer uma cadeia de produção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras investigam se um composto presente em vieiras pode ser usado no combate a metástases.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com financiamento do Ministério da Saúde, a pesquisa conseguiu estabelecer uma cadeia de produção do molusco – parente das ostras e mexilhões – e uma unidade produtiva piloto para isolar a substância. A próxima etapa é a realização de testes pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia do medicamento proposto em animais e seres humanos.</p>
<p>Segundo o professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ Mauro Pavão, testes feitos em laboratório com ratos e camundongos indicaram que o composto heparán sulfato, presente na massa visceral das vieiras, tem potencial para ajudar na prevenção das metástases, processo em que as células cancerosas se espalham pelo corpo e formam novos tumores.</p>
<p>Pavão explica que, quando as células se desprendem do tumor inicial e circulam pela corrente sanguínea, interagem com as plaquetas, que se colam a elas, protegendo-as da ação do sistema imune. Nos testes com roedores, a substância foi capaz de inibir essa interação em casos de câncer de pele, próstata e pulmão, deixando as células cancerosas mais expostas às defesas do organismo.</p>
<p>A partir desses resultados, já publicados, o biólogo marinho e doutor em bioquímica, em parceria com a Uerj e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai Cetiqt), obteve financiamento do governo federal para estruturar toda a linha de produção que permitirá a fabricação do fármaco em quantidade necessária para a etapa de testes, da criação da vieira até o isolamento do composto em laboratório.</p>
<p>Pavão ressalta que, no caminho que o possível novo medicamento pode trilhar até estar disponível nas farmácias, o próximo passo são mais testes com animais e, ainda, experimentos com seres humanos, que precisam ser autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e realizados por uma instituição credenciada pela agência.</p>
<p>&#8220;A primeira coisa que a gente tinha que provar é que esse composto podia ser obtido de forma escalonada. Mesmo que tivesse alto valor terapêutico, se não fosse capaz de ser produzido em larga escala, de nada adiantaria. E, com esse estudo, a gente pode dizer que consegue produzir&#8221;, explica Mauro Pavão.</p>
<p>O pesquisador destaca que, além dos potenciais benefícios para a saúde, a comprovação da eficácia desse medicamento poderia agregar valor à produção das vieiras na aquacultura, gerando emprego e renda para famílias de comunidades costeiras. &#8220;Tem um resultado prático muito importante em um contexto tanto de sustentabilidade quanto de economia social, porque as vieiras podem ser cultivadas em fazendas marinhas por pescadores.&#8221;</p>
<h2>Produção</h2>
<p>Diretor da Faculdade de Oceanografia da UERJ, o oceanógrafo Marcos Bastos participa da pesquisa e acrescenta que a criação de vieiras depende de um meio ambiente preservado, já que esses moluscos precisam de água marinha de alta qualidade para se desenvolver. Bastos explica que, como a substância estudada está presente na massa visceral das vieiras, e essa parte é descartada antes do consumo desses moluscos, o cultivo visando fármacos não representa concorrência com a oferta das vieiras como alimento.</p>
<p>&#8220;Essa parte, que chamamos de bainha, sempre foi considerada um resíduo. Às vezes, se utilizava como ração para os peixes, mas muitas vezes era descartada&#8221;, acrescenta. &#8220;É uma oportunidade que não é só de negócio. Trabalhamos em um alimento que pode ser produzido por comunidades locais, e em um fármaco que a gente espera que pode ser muito importante para mitigar todas essas questões da metástase.&#8221;</p>
<p>As vieiras usadas na pesquisa são reproduzidas no Laboratório de Maricultura Sustentável da Uerj em Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, e, então, enviadas a fazendas marinhas de produtores locais para o manejo e engorda, que dura mais de um ano. Quando prontas para a comercialização, os produtores separam a massa visceral da parte comestível, e essa bainha passa por um processo de ressecamento para ser enviada ao laboratório onde o composto é isolado.</p>
<p>O segundo laboratório envolvido na pesquisa foi criado com o apoio do Senai Cetiqt em uma unidade modular no Parque Tecnológico da UFRJ. De acordo com o coordenador da Engenharia de Processo e Transformação Química no Instituto Senai Inovação em Biossintético e Fibras, João Bruno Valentim, a unidade produtiva foi montada em um contêiner para evitar que ficasse dentro do hospital universitário da UFRJ, onde a pesquisa teve início.</p>
<p>Valentim explica que a unidade modular pode ser operada por apenas duas pessoas e que, caso o medicamento tenha sua eficácia comprovada, uma das possibilidades seria instalá-la em locais próximos da produção das vieiras, o que poderia reduzir custos logísticos, já que cada quilo da bainha ressecada gera apenas 4 gramas do composto ao ser processada.</p>
<p>O coordenador do Senai ressalta que países desenvolvidos, principalmente os europeus, têm se engajado em explorar os oceanos de forma sustentável para gerar matérias-primas renováveis, o que é proposto na pesquisa. “Essa é uma tendência, e o Brasil tem um potencial muito grande por razões óbvias. É só olhar o tamanho da nossa costa.”</p>
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