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	<title>Transexuais &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Renata: A Arte como agente de transformação social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2024 14:32:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polarize]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[Renata acredita no poder da arte para remodelar a sociedade. &#8220;A arte tem essa incrível capacidade de provocar mudanças, de abrir corações, expandir mentes e trazer à luz questões ainda obscuras na sociedade, convidando à reflexão e ao debate. Eu vejo a arte como uma força capaz de transformar pensamentos e questionar conceitos&#8221;, destaca. Para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Renata acredita no poder da arte para remodelar a sociedade. &#8220;A arte tem essa incrível capacidade de provocar mudanças, de abrir corações, expandir mentes e trazer à luz questões ainda obscuras na sociedade, convidando à reflexão e ao debate. Eu vejo a arte como uma força capaz de transformar pensamentos e questionar conceitos&#8221;, destaca.</p>
<p>Para ela, é essencial a presença de pessoas trans nas artes, pois isso promove uma percepção de igualdade e contribui para o fim de qualquer forma de preconceito. &#8220;A representatividade faz com que pessoas não trans, os cisgêneros, compartilhem espaços conosco. E através desse convívio diário, podemos alcançar uma clara percepção de igualdade. Quando reconhecemos essa igualdade, naturalizamos a presença dos corpos trans nesses espaços, devolvendo-lhes sua humanidade&#8221;, explica.</p>
<figure id="attachment_73489" aria-describedby="caption-attachment-73489" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/29-Renata-Carvalho-diz-que-presenca-de-pessoas-trans-nas-artes-e-fundamental-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-73489" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/29-Renata-Carvalho-diz-que-presenca-de-pessoas-trans-nas-artes-e-fundamental-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C311&#038;ssl=1" alt="Renata Carvalho Diz Que Presença De Pessoas Trans Nas Artes é Fundamental - Expresso Carioca" width="463" height="311" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/29-Renata-Carvalho-diz-que-presenca-de-pessoas-trans-nas-artes-e-fundamental-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/29-Renata-Carvalho-diz-que-presenca-de-pessoas-trans-nas-artes-e-fundamental-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-73489" class="wp-caption-text">Renata Carvalho diz que presença de pessoas trans nas artes é fundamental- Naiara Demarco/Divulgação</figcaption></figure>
<p>Com uma trajetória de 23 anos, Renata acumula experiências marcantes, enfrentando diversas batalhas. &#8220;Já me deparei com situações em estúdios onde fui ridicularizada e questionada sobre minha presença ali. Diziam que minha voz não tinha credibilidade, que não era digna de confiança. Desde então, desenvolvi um trauma em relação à minha voz&#8221;, revela.</p>
<p>A redescoberta e aceitação de sua própria voz aconteceram quando Ariel Nobre, cineasta e artista trans, a convidou para narrar seu filme &#8220;Preciso Dizer Que Te Amo&#8221;, disponível online. &#8220;Inicialmente, recusei o convite, questionando sua escolha de uma travesti para narrar. Mas ele respondeu: &#8216;Quero que Jesus narre meu filme&#8217;. Aceitei e, ao ouvir minha voz no cinema, percebi que não era tão desagradável quanto imaginava. Desde então, tenho me dedicado à narração&#8221;, conta Renata, que já narrou quatro livros em áudio e almeja tornar-se uma referência na área.</p>
<p>No início deste ano, Renata decidiu fazer uma &#8220;pausa dramática&#8221; e planeja afastar-se temporariamente dos palcos para focar em seus estudos, escrita e projetos audiovisuais. &#8220;Quero me dedicar mais à escrita, tenho muitas ideias para livros e peças. Também pretendo concluir minha faculdade, algo que tenho adiado devido ao trabalho. Talvez até me envolva mais com a academia. Não abandonarei os palcos, mas sinto a necessidade dessa pausa para repensar minha prática artística&#8221;, conclui.</p>
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		<title>Visibilidade Trans Além da Transfobia é Necessária para Saúde Mental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/visibilidade-trans-alem-da-transfobia-e-necessaria-para-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 16:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Transexuais]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular a visão da sociedade e da população trans sobre si mesma, além da denúncia de riscos iminentes de violência, falta de acesso ao trabalho e baixa expectativa de vida.</p>
<figure id="attachment_57130" aria-describedby="caption-attachment-57130" style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-57130" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=347%2C463&#038;ssl=1" alt="Psicológa Jaqueline Gomes De Jesus Coordena Estudo Internacional Sobre Saúde Mental LGBTQIA - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="347" height="463" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?w=347&amp;ssl=1 347w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=300%2C400&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 347px) 100vw, 347px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57130" class="wp-caption-text">Psicológa Jaqueline Gomes de Jesus coordena estudo internacional sobre saúde mental LGBTQIA+ &#8211; Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>&#8220;No Brasil, a visibilidade trans tem sido muito pautada a partir de dados de violência letal. As pessoas muitas vezes conhecem a realidade da população trans somente por essa lente do &#8216;somos do país que mais mata pessoas trans no mundo&#8217;, em termos absolutos. Essa é a imagem que fica&#8221;, afirma a pesquisadora, que avalia que isso impacta a política pública e a produção de conhecimento sobre a população trans.</p>
<p>&#8220;Geralmente, as políticas públicas e como se pensa a população trans se reduzem a dados como esses, ou dados sobre a precariedade laboral. Eles são fatos. Mas o que significa só reproduzir esses fatos?&#8221;</p>
<p>O enfoque único na população trans como vítima de violência e exclusão tem um efeito negativo significativo na saúde mental,&#8221; afirma Jaqueline Gomes de Jesus, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura. Além disso, ela é professora de psicologia no IFRJ e coordena no Brasil o estudo global SMILE, que analisa a saúde mental de minorias sexuais e de gênero em países de renda baixa e média, incluindo o Brasil, Quênia e Vietnã.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas notícias constantes de violência e de assassinato e da limitação da expectativa de vida das pessoas trans, principalmente entre os jovens, isso tem um impacto direto na suicidabilidade, na exposição ao risco, e também em outros fatores como ansiedade&#8221;, explica. &#8220;É importante que criemos condições para que a população trans seja vista e também se veja de forma mais positiva, com expectativa de sair dessa condição de exposição ao risco de violência e de transfobia. E não apenas que seja visível nessa condição&#8221;, defende.</p></blockquote>
<p>Jaqueline Gomes de Jesus enfatiza que a mudança de enfoque não deve ocultar a realidade de violência contra pessoas trans, mas reconhecê-las em sua diversidade e potencial, permitindo sua visibilidade de outras formas.</p>
<p>&#8220;É ter a realidade como um dado, mas criar condições de visibilidade para que as pessoas trans possam se ver em lugares potentes, transformadores, e possam ocupar esses lugares e ser vistas na sociedade nesses lugares. É isso que vai criar saúde mental para a população trans na nossa cultura.&#8221;</p>
<p>Ela destaca que a mudança de enfoque na visibilidade trans requer condições reais de acesso da população trans a áreas como comunicação, Justiça, saúde e outras, como profissionais e produtoras de conhecimento, e não apenas como usuárias. Ela defende ações positivas de contratação de pessoas trans no setor público e privado, além do acesso a locais de formação e produção de conhecimento.</p>
<p>&#8220;Quantas pessoas trans temos na imprensa e nos meios de comunicação de forma geral produzindo conteúdo enquanto jornalista? Enquanto comunicadores? Estamos criando ações afirmativas para termos mais pesquisadores e pesquisadoras trans? Nossos juízes, advogados e médicos são pessoas trans também? É preciso um salto além.&#8221;</p>
<p>O 29 de janeiro foi escolhido como o Dia da Visibilidade Trans por ser a data de uma importante mobilização realizada em 2004 na Câmara dos Deputados. Na época, a campanha &#8220;Travesti e Respeito&#8221; levou a um histórico ato de pessoas trans no Congresso Nacional, cuja pauta principal era a promoção da saúde.</p>
<h2>Depressão e ansiedade</h2>
<p>A pesquisa identifica a transfobia como um fator que agrava transtornos mentais como estresse pós-traumático, depressão, ansiedade e suicídio na população LGBTQIA+. Através da pesquisa em diferentes países, ela percebe que a realidade é variada, mas em todos, transtornos mentais já prevalentes são intensificados na população trans.</p>
<p>&#8220;Na população trans, a gente vê altas taxas de suicidabilidade, com idealização, planejamento e até execução de casos de suicídio principalmente entre homens trans, e, particularmente, negros. E isso converge que no Brasil também são os homens negros os que mais tentam se matar. Há convergências em termos de gênero e de contextos culturais.&#8221;</p>
<p>O grupo de pesquisa liderado por Jaqueline Gomes de Jesus, com duração de 5 anos, visa gerar provas para terapias alinhadas à população LGBTQIA+. A meta é identificar problemas de saúde mental exclusivos dessa população e apresentar novas soluções.</p>
<p>&#8220;Falta muito tratamento em saúde mental baseado nos dados de cada cultura para questões como depressão, tristeza, ansiedade, alcoolismo e várias questões que afetam a população LGBT. E aí a gente tira os dados para poder pensar em cada grupo pormenorizado.&#8221;</p>
<h2>Fortalecimento</h2>
<p>Durante a pandemia da COVID-19, a saúde mental de muitos grupos populacionais foi afetada, e Marcelle Esteves, psicóloga e coordenadora de saúde do Grupo Arco-Íris, viu de perto as dores específicas da população trans. A organização sem fins lucrativos ofereceu assistência psicológica a 2.530 pessoas, incluindo 884 pessoas trans, durante a pandemia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram momentos em que só quem estava olhando de frente e pôde ouvir sabe a dor de muitas pessoas trans que inclusive precisaram voltar para os espaços de onde já tinham saído, voltar às suas famílias. E muitas pessoas precisaram se descontruir enquanto trans para poder permanecer nesses espaços e ter comida e onde morar. Foi um período violento.&#8221;</p></blockquote>
<p>A psicóloga, uma mulher negra e cisgênero, descreve o &#8220;novo normal&#8221; a que a sociedade voltou depois dos períodos mais agudos da pandemia como um &#8220;velho anormal&#8221;. &#8220;Não sei para quem é novo. Para a população LGBT, pra população preta, não tem nada de novo. Nada do que essas populações passaram na pandemia foi novo para eles. Eles já passavam isso, mas vivenciaram num grau<em> hard</em>&#8220;, diz ela. &#8220;A gente ainda vê e vai ver durante um tempo as sequelas desse período em que muitas pessoas vivenciaram a solidão.&#8221;</p>
<p>Marcelle Esteves percebe uma ligação completa entre a visibilidade trans e a melhoria da saúde mental, principalmente após a pandemia. Segundo a psicóloga, a visibilidade é também uma forma de reforço mental para uma população frequentemente sem suporte familiar e enfrentando discriminação em ambientes como escolares.</p>
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<p>&#8220;Dar visibilidade interseccional à população trans é também dar garantia de um processo de saúde como um todo e de cidadania plena para essa população&#8221;, diz. &#8220;Se eu não me vejo, eu não me reconheço. Seu processo de identificação e reconhecimento é parte de como você se olha no mundo, de como você se percebe e percebe que tem outras pessoas iguais a você. Se eu não me vejo e não me reconheço, eu não existo, eu não estou. Ainda falta visibilidade no sentido do pertencimento.&#8221;</p>
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