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	<title>Trans &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Trans &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Famílias reagem a veto de terapias hormonais para menores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 15:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Chloe Stanley tem 12 anos de idade e mora com a mãe, o irmão e a avó na cidade de São Paulo. Em fevereiro, a família conseguiu na Justiça a guarda unilateral da menina e, com isso, o direito de iniciar o bloqueio hormonal na adolescente, que é uma garota trans. O pai de Chloe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chloe Stanley tem 12 anos de idade e mora com a mãe, o irmão e a avó na cidade de São Paulo. Em fevereiro, a família conseguiu na Justiça a guarda unilateral da menina e, com isso, o direito de iniciar o bloqueio hormonal na adolescente, que é uma garota trans. O pai de Chloe não aceita a condição da filha. A previsão era que o tratamento começasse no dia 26 de agosto, sob a orientação de um endocrinologista. Uma resolução publicada esta semana pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe o bloqueio hormonal em menores de idade, entretanto, pode alterar os planos da família.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, a mãe de Chloe, Tatiam Stanley, relata que a filha foi diagnosticada com disforia de gênero severa e que o maior medo da menina é iniciar a puberdade e desenvolver características masculinas.</p>
<p>“De repente, fomos minados, bombardeados com essa notícia de uma resolução onde o CFM proíbe o bloqueio em crianças. Nosso mundo desabou. Simplesmente um retrocesso de anos na história. Chloe está desolada com toda essa situação. Estou tentando fazer com que ela se anime e tenha esperança”.</p>
<blockquote><p>“Não é possível que não haja nada que possa ser feito diante dessa imposição do CFM. Eles não sabem o que é vivenciar essa história, o que é sentir ser alguém que a sociedade não acredita que existe, que impõe suas verdades e acha que nós temos que acatar. Retrocedemos anos. Anos! Demos passos pra trás absurdamente. Está na Constituição: saúde para todos. É dever do Estado, não é? Mas estão tirando os direitos das nossas crianças e adolescentes trans de existirem e de fazerem o uso do bloqueio”, acrescenta Tatiam.</p></blockquote>
<p>Tatiam alerta que há risco de crianças e adolescentes trans, diante da proibição e em razão do desespero, buscarem outras formas de acesso e de fazer uso de bloqueadores hormonais, colocando em risco a saúde e a integridade de cada um deles e de suas famílias.</p>
<p>“O direito à saúde não é de todos? Não é um dever do Estado? Como é que eles agridem assim, proibindo e tirando um direito que é nosso? Para gente, foi lamentável, foi desolador”, afirma.</p>
<blockquote><p>“É um ultraje o que o CFM está fazendo. Pra mim, chega a ser uma monstruosidade. Não houve nenhum diálogo com os ambulatórios que tratam de crianças e adolescentes trans. Não conversaram com as famílias, nada. Simplesmente sentaram, se reuniram, decidiram por nós. E nós temos que acatar e ficar de braços cruzados, vendo o que eles estão fazendo com os nossos filhos, filhas e filhes? De forma alguma. A gente tem que fazer alguma coisa. Tem que ser feita alguma coisa. Não dá pra continuar desse jeito”.</p></blockquote>
<p>Diogo Leal mora em Florianópolis com a esposa e a filha, uma menina trans de 9 anos de idade, e traz um relato muito similar ao de Tatiam. Ele conta que V [nome preservado a pedido da família], desde pequena, sempre curtiu brincadeiras diferentes das tradicionalmente definidas pela sociedade para meninos.</p>
<p><strong>“Mas a gente pensa, essa coisa de brincadeira de menino e de menina é uma coisa inventada”, diz.</strong></p>
<p>Foi em meio à pandemia da covid-19, entretanto, que a identificação com o sexo feminino se mostrou mais intensa.</p>
<blockquote><p>“Não sei se foi porque a gente acabou passando mais tempo juntos em casa e, com essa privacidade, ela se sentiu mais livre para ir se expondo. Foi nesse período que essas mudanças começaram a acontecer de forma mais intensa. Ela, primeiramente, quis usar fantasias de princesas e de super-heroínas, ela gostava muito da Batgirl e da Elza [personagem do filme Frozen, da Disney]. A partir daí, foi um passo para ela começar a querer usar apenas roupas de menina”, disse.</p></blockquote>
<p>Com a retomada das aulas no período menos crítico da pandemia, V já voltou para o ambiente escolar com os cabelos mais compridos e vestindo uniforme do sexo feminino.</p>
<p>“No meio do 1º ano, ela decidiu que queria ser chamada de V. Ela já falava na escola e também já tinha falado pra gente. Conversamos com o colégio e deu tudo certo, não tivemos grandes problemas. É uma escola pública municipal e eles aceitaram usar o nome social dela”, explicou.</p>
<blockquote><p>“Tem sido um processo. A gente vai sempre acompanhando cada etapa. Às vezes, são coisas bobas, tipo deixá-la ir à casa de uma amiguinha. Acho que a maioria dos pais já fica preocupada, mas a gente fica ainda mais preocupado porque não sabe se vai haver algum tipo de preconceito. São coisas pequenas, mas a gente fica muito nervoso. A cada etapa da vida dela, a gente fica super preocupado. Se ela vai sofrer preconceito e como a gente pode ajudá-la e protegê-la”, relata.</p></blockquote>
<p>Com 9 anos de idade, V se aproxima da puberdade. <strong>E a resolução do CFM preocupa a família da menina.</strong></p>
<p>“Até então, pais e responsáveis por crianças e adolescentes trans tinham a possibilidade, mediante acompanhamento médico, claro, de, nessa fase da puberdade, entrar com o bloqueio hormonal. Um meio para dar uma parada no desenvolvimento das características biológicas. No caso da minha filha, seria não crescer pelo no rosto, por exemplo”, explicou.</p>
<blockquote><p>“Isso é muito importante para essas crianças e adolescentes, para que eles possam se afirmar como quem são de fato, como se sentem. E é também uma forma de proteger a V numa sociedade em que há bastante preconceito. Cabe lembrar que, no Brasil, a expectativa de vida de uma pessoa trans é 35 anos. Numa sociedade que tem tanto preconceito, a terapia hormonal é até uma forma de proteção. Essas crianças e adolescentes se sentem mais felizes consigo mesmos, com o corpo deles, graças a esse bloqueio hormonal”, defende.</p></blockquote>
<p>“Essa medida do CFM atinge essas pessoas de duas maneiras. A primeira é negando que existem crianças e adolescentes trans e, por isso, não haveria necessidade de bloqueio hormonal e da hormonização cruzada, apenas na maioridade, a partir dos 18 anos. Uma negação do sentido da existência e, portanto, de todo tipo de auxílio, ajuda, acompanhamento médico e psicológico. E a segunda coisa é a consequência disso. Com certeza, vai fazer com que essas crianças e adolescentes e suas famílias sofram mais”.</p>
<p>O pai de V teme que a resolução acabe abrindo caminho para que crianças e adolescentes trans fiquem ainda mais suscetíveis a sofrer transfobia.</p>
<blockquote><p>“O índice de depressão e de tentativa de suicídio na população trans no Brasil é altíssimo na faixa de menores de 18 anos, 14%, muito maior que entre as pessoas cis. E esses dados, muitas vezes, são subestimados, você não consegue captar tão bem como é a realidade. Eu, como pai, fico extremamente preocupado”, alerta.</p></blockquote>
<p>“Minha filha ainda não está tomando o bloqueio. Ela é acompanhada por um ambulatório trans, que é onde nós tínhamos que fazer os exames para ver a questão dos hormônios e, em seguida, levar aos médicos para ver se já estaria no momento de iniciar o bloqueio hormonal ou se esperamos mais um pouco”, explica o pai de V.</p>
<p>“A gente sabe que isso é muito importante para a felicidade dela, e eu, como pai, e minha esposa, como mãe, a gente fica muito abalado e preocupado em relação a como isso pode afetar ela. Não só em relação à felicidade dela. Minha esposa, por exemplo, está arrasada. Tem tomado remédio para dormir. Ela tem medo de como a nossa filha pode reagir quando chegar nesse momento e ela não tiver como tomar o bloqueio hormonal. Ou mesmo quando chegar aos 16 anos e não puder tomar o hormônio”.</p>
<blockquote><p>“Na Constituição está colocado que todas as pessoas têm direito à saúde e que é dever do Estado prover, garantir esse direito. E essa resolução que saiu vai contra isso. Nega o acesso a direitos de crianças e adolescentes, da população trans em geral. Não só nega direitos como o Estado proíbe os médicos de proverem o direito à saúde para essa população. É gravíssimo. Arrasador. Os pais estão discutindo entre si como a gente pode lidar com isso”.</p></blockquote>
<h2>Entenda</h2>
<p>A resolução do CFM publicada em 16 de abril proíbe o bloqueio hormonal para crianças e adolescentes com incongruência e/ou disforia de gênero. A entidade estabelece ainda que terapia hormonal cruzada &#8211; administração de hormônios sexuais para induzir características secundárias condizentes com a identidade de gênero do paciente &#8211; só poderá ser iniciada a partir dos 18 anos de idade.</p>
<p><strong>A resolução também restringe o acesso a cirurgias de redesignação de gênero para pessoas trans antes dos 18 anos de idade</strong> e, nos casos em que o procedimento implicar potencial efeito esterilizador, antes de 21 anos.</p>
<p>Por fim, a resolução determina que pessoas trans que mantêm seus órgãos reprodutivos biológicos devem buscar atendimento médico preventivo ou terapêutico com especialistas do sexo biológico e não conforme sua identidade de gênero.</p>
<h2>MPF</h2>
<p>O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para apurar a legalidade da resolução.</p>
<p>Em nota, a entidade destaca que a publicação altera as normas que definem o atendimento e a realização de procedimentos médicos ofertados a pessoas trans, incluindo crianças e adolescentes.</p>
<p>De acordo com o MPF, o procedimento foi aberto a partir de denúncia feita pela Associação Mães pela Diversidade e de nota técnica publicada pela Antra.</p>
<blockquote><p>“As entidades comunicaram o fato e demonstraram a preocupação de familiares de crianças com variabilidade de gênero ou adolescentes trans que sofrem de disforia de gênero e que têm acesso a procedimentos terapêuticos como bloqueio puberal e hormonização cruzada”, disse o MPF.</p></blockquote>
<h2>O que diz o CFM</h2>
<p>Em coletiva de imprensa, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, ressaltou que a resolução foi aprovada por unanimidade pelo plenário da entidade.</p>
<p><strong>“Todos os 28 conselheiros presentes aprovaram essa resolução”, afirmou.</strong></p>
<p>O médico ginecologista Rafael Câmara, conselheiro pelo estado do Rio de Janeiro e um dos relatores da resolução, destacou que se trata de um tema em que as evidências e os fatos mudam a todo instante.</p>
<blockquote><p>“É natural que essas resoluções sejam alteradas”, disse.</p></blockquote>
<p>Ao tratar da vedação da terapia hormonal cruzada para menores de 18 anos de idade, ele lembrou que a resolução anterior do CFM estabeleceu 16 anos de idade como a idade mínima para a administração de hormônios sexuais com essa finalidade.</p>
<p>“Não é algo inócuo”, disse, ao citar riscos como o aumento de doenças cardiovasculares e hepáticas, incluindo câncer, fertilidade reduzida, calvície e acne, no caso da testosterona, e problemas tromboembólicos e câncer de mama, no caso do estrogênio.</p>
<p>Sobre bloqueadores hormonais, o médico destacou que o uso desse tipo de terapia no intuito de suprimir a puberdade em crianças e adolescentes é motivo de discussões e questionamentos frequentes.</p>
<p>Câmara lembrou que, em abril do ano passado, o Reino Unido aboliu o uso de bloqueadores sexuais. Segundo ele, Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca, “países com sistemas de saúde fortes e de tendência progressista”, também proibiram a terapia.</p>
<p><strong>“A exposição a hormônios sexuais é importante para a resistência óssea, para o crescimento adequado e para o desenvolvimento de órgãos sexuais”</strong>, lembrou, ao citar, dentre as consequências, densidade óssea comprometida, altura alterada e fertilidade reduzida.</p>
<p>O médico ressaltou que a vedação do uso de bloqueadores não se aplica a situações clínicas reconhecidas pela literatura médica nas quais o uso é cientificamente comprovado, incluindo quadros de puberdade precoce e doenças endócrinas.</p>
<p>Câmara cita ainda o aumento de relatos de arrependimento de transição e mesmo de destransição sexual desde 2020, o que levou diversos países a revisarem seus protocolos para lidar com a incongruência e a disforia de gênero.</p>
<p><strong>Outro ponto destacado pelo médico trata do sobrediagnóstico, sobretudo entre menores de idade.</strong></p>
<p>“Mais crianças e adolescentes estão sendo diagnosticados com disforia de gênero e, com isso, levados a tratamentos. Muitos, baseado em estudos, no futuro, poderiam não ser trans, mas simplesmente gays e lésbicas”.</p>
<blockquote><p>“Estudos mostram que, alguns anos atrás, a tendência, quando se tinha casos diagnosticados [de disforia de gênero], era tentar fazer com que a criança não mantivesse [o quadro]. Hoje, a tendência é fazer um viés de confirmação. Se a criança de 4 anos diz que é trans, muitos serviços acabam mantendo ou estimulando”, ressalta.</p></blockquote>
<p><em>Por: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Força-tarefa retifica nome de 106 crianças e adolescentes trans no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 14:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças e Adolescente0]]></category>
		<category><![CDATA[Defensoria Pública do Rio de Janeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Vara da Infância do Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma força-tarefa organizada pela ONG Minha Criança Trans, em parceria com a Vara da Infância do Rio de Janeiro, proporcionou a retificação do nome de 106 crianças e adolescentes trans em suas certidões de nascimento. A ação, realizada no dia 26 de julho, foi um marco na luta pelos direitos dessas jovens pessoas, e todas [&#8230;]]]></description>
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<p>Uma força-tarefa organizada pela ONG Minha Criança Trans, em parceria com a Vara da Infância do Rio de Janeiro, proporcionou a retificação do nome de 106 crianças e adolescentes trans em suas certidões de nascimento. A ação, realizada no dia 26 de julho, foi um marco na luta pelos direitos dessas jovens pessoas, e todas as sentenças já foram finalizadas, segundo a organização.</p>
<p>Entre os beneficiados, M**, de 15 anos, viajou do Paraná ao Rio de Janeiro com sua mãe para garantir o direito de retificar seu nome oficialmente. Para S**, a mãe de M**, o dia foi inesquecível. &#8220;Foi um dos dias mais lindos das nossas vidas&#8221;, compartilhou, emocionada.</p>
<p>S** explicou que a filha iniciou sua transição há cerca de um ano e enfrentou o processo com muita coragem. &#8220;Ela se assumiu da forma como se reconhece, tanto na escola quanto para a família. Foi um movimento lindo, embora doloroso, por conta do preconceito existente&#8221;, relatou. A retificação do nome foi um passo crucial para a adolescente, que enfrentou bullying e discriminação durante a transição.</p>
<p>O mutirão foi resultado de um esforço conjunto da ONG Minha Criança Trans com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A ação atendeu 106 crianças e adolescentes trans de dez estados brasileiros, além de quatro famílias de crianças brasileiras que vivem no exterior.</p>
<p>Ao contrário dos adultos trans, que podem retificar o nome diretamente no cartório, crianças e adolescentes menores de 18 anos precisam de um processo judicial para realizar essa alteração. Thamirys Nunes, fundadora da ONG, ressaltou a necessidade de uma regulamentação clara para esses casos, além de capacitação do sistema judiciário para lidar com a temática trans infantojuvenil.</p>
<p>&#8220;O objetivo do mutirão é criar uma jurisprudência e encorajar o sistema judiciário, defensorias públicas e ministérios públicos a replicarem essa ação em outros estados e cidades. Queremos diminuir estigmas, preconceitos e dar dignidade às famílias e crianças trans que buscam garantir esse direito&#8221;, afirmou Thamirys.</p>
<p><em>**Foram usadas iniciais para preservar a identidade das pessoas citadas na matéria.</em></p>
</div>
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		<item>
		<title>Cirurgias de redesignação sexual inéditas no SUS</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cirurgias-de-redesignacao-sexual-ineditas-no-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 14:07:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[1ª Jornada Multiprofissional de Cirurgias de Modificações Corporais em Pessoas Trans e Intersexo]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[interseco]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[redesignação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Ubirajara Barroso Jr]]></category>
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					<description><![CDATA[A Região Norte do Brasil se prepara para um marco na área da saúde pública com a realização das primeiras cirurgias de redesignação sexual através do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a 1ª Jornada Multiprofissional de Cirurgias de Modificações Corporais em Pessoas Trans e Intersexo, 23 pacientes, incluindo três indígenas intersexo, passarão pelos procedimentos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Região Norte do Brasil se prepara para um marco na área da saúde pública com a realização das primeiras cirurgias de redesignação sexual através do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a 1ª Jornada Multiprofissional de Cirurgias de Modificações Corporais em Pessoas Trans e Intersexo, 23 pacientes, incluindo três indígenas intersexo, passarão pelos procedimentos no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus. Organizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a jornada, que ocorre entre os dias 27 e 31 de agosto, é vista como um avanço significativo na inclusão e atendimento especializado para pessoas trans e intersexo na Amazônia.</p>
<p>“É urgente que nosso país esteja preparado e possa atender com qualidade e acolhimento as pessoas intersexo e trans. E é nossa missão enquanto sociedade de especialidade promover e participar ativamente dessas ações que promovem o conhecimento e a inclusão social”, afirmou Torres, em nota da entidade.</p>
<figure id="attachment_79113" aria-describedby="caption-attachment-79113" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-79113" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/25-Medico-Ubirajara-Barroso-Junior.-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C342&#038;ssl=1" alt="Médico Ubirajara Barroso Junior - Expresso Carioca" width="463" height="342" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/25-Medico-Ubirajara-Barroso-Junior.-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/25-Medico-Ubirajara-Barroso-Junior.-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C222&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/08/25-Medico-Ubirajara-Barroso-Junior.-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-79113" class="wp-caption-text">Brasília (DF) 23/08/2024 &#8211; Médico Ubirajara Barroso Junior. Foto: Ubirajara Barroso Jr/Facebook</figcaption></figure>
<p>Além das cirurgias, o evento contará com a capacitação de 150 profissionais e acadêmicos, fortalecendo o desenvolvimento regional e a oferta de serviços de saúde especializados. &#8220;Estamos descentralizando e replicando o conhecimento&#8221;, afirmou Ubirajara Barroso Jr., referência em cirurgias de redesignação sexual, destacando a importância da formação de cirurgiões locais para garantir um atendimento contínuo e de qualidade.</p>
<p>Para a população indígena, o evento também representa uma oportunidade de pesquisa científica pioneira, que visa entender as experiências e desafios enfrentados por pessoas intersexo dentro de suas comunidades. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do HUGV no YouTube, permitindo que equipes de saúde do interior acompanhem as atividades e contribuam para essa iniciativa inédita na região.</p>
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		<title>Paulla Lacer continua como Musa Trans da Acadêmicos de Santa Cruz</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/paulla-lacer-continua-como-musa-trans-da-academicos-de-santa-cruz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 14:50:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos de Santa Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Musa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Paulla Lacer]]></category>
		<category><![CDATA[Trans]]></category>
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					<description><![CDATA[Através de suas redes sociais, a Acadêmicos de Santa Cruz anunciou a continuidade de Paulla Lacer no posto de Musa Trans para o próximo Carnaval. Nascida e criada na comunidade, Paulla representa não apenas a escola, mas também a diversidade da Zona Oeste. &#8220;Estou muito honrada e acolhida por todos da escola. Agradeço ao Patrono [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Através de suas redes sociais, a Acadêmicos de Santa Cruz anunciou a continuidade de Paulla Lacer no posto de Musa Trans para o próximo Carnaval. Nascida e criada na comunidade, Paulla representa não apenas a escola, mas também a diversidade da Zona Oeste.</p>
<p>&#8220;Estou muito honrada e acolhida por todos da escola. Agradeço ao Patrono Segundinho, ao Presidente Nego Léo, ao meu irmão Junior Carioca, a todos da Diretoria e comunidade, pelo carinho e incentivo que recebo&#8221;, expressou Paulla.</p>
<p>Além de sua presença marcante como musa, Paulla também foi princesa da Corte LGBTQIA+ do Carnaval em 2023, demonstrando sua importância e influência na escola, que sempre valorizou a pluralidade e inclusão para todos.</p>
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