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	<title>trabalho escravo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>trabalho escravo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Apenas 4% dos réus por trabalho escravo são condenados por todos os crimes no BrasilApenas 4% dos réus por trabalho escravo são condenados por todos os crimes no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 15:17:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo inédito divulgado neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, revela a fragilidade do sistema de responsabilização penal no Brasil diante das violações trabalhistas mais graves. Entre 2000 e 2025, apenas 4% dos réus processados por crimes relacionados ao trabalho análogo à escravidão foram condenados por todas as acusações. Os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo inédito divulgado neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, revela a fragilidade do sistema de responsabilização penal no Brasil diante das violações trabalhistas mais graves. Entre 2000 e 2025, apenas 4% dos réus processados por crimes relacionados ao trabalho análogo à escravidão foram condenados por todas as acusações. Os dados são da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).</p>
<p>Segundo o levantamento, que analisou 4.321 ações judiciais, 1.578 pessoas — o equivalente a 37% dos acusados — foram absolvidas. Outros 178 réus (4%) receberam condenações parciais, enquanto somente 191 tiveram condenação integral pelos crimes imputados. O estudo também chama atenção para a morosidade do Judiciário: os processos levam, em média, 2.636 dias para chegar ao trânsito em julgado, mais de sete anos de tramitação.</p>
<p>No período analisado, foram identificadas 19.947 vítimas de trabalho escravo contemporâneo. A maioria é composta por homens (3.936 casos), contra 385 mulheres, o que reforça o perfil já conhecido da exploração em setores como agropecuária e atividades rurais.</p>
<p>Os dados, extraídos de bases públicas do Jusbrasil, evidenciam ainda um entrave recorrente nas decisões judiciais: a exigência de prova direta de restrição à liberdade de locomoção. De acordo com a clínica da UFMG, muitos magistrados condicionam o reconhecimento do crime à demonstração explícita de que o trabalhador foi impedido de ir e vir, apesar de a legislação brasileira também caracterizar o trabalho escravo por condições degradantes e jornadas exaustivas.</p>
<p>A equipe responsável pelo estudo pretende lançar, nos próximos meses, um painel interativo com apoio de inteligência artificial, que permitirá acompanhar indicadores como duração dos processos, tipos de prova aceitos, regiões com maior incidência e desfechos judiciais. A ferramenta será alimentada continuamente com dados do Judiciário.</p>
<h3>Críticas ao Judiciário</h3>
<p>Coordenador da Clínica, o juiz federal Carlos Borlido Haddad avalia que o principal problema não está na legislação, mas na sua aplicação. “A legislação é magnífica. O problema é a aplicação”, afirmou em entrevista. Para ele, há um desalinhamento entre a complexidade do fenômeno do trabalho escravo contemporâneo e a forma como o Judiciário interpreta e julga esses casos.</p>
<p>Haddad também destaca que, diferentemente do Brasil, países como Estados Unidos e México apresentam maior agilidade no tratamento judicial dessas denúncias, sobretudo após a comunicação inicial dos fatos às autoridades competentes.</p>
<p>A clínica da UFMG atua de forma complementar ao Ministério Público do Trabalho (MPT), prestando atendimento individualizado às vítimas. Um dos casos mais emblemáticos acompanhados pela equipe envolve a Volkswagen, condenada em ação civil pública por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão durante a ditadura militar. As vítimas pedem indenização coletiva de R$ 165 milhões, além de medidas de reparação e prevenção.</p>
<h3>Naturalização da violência</h3>
<p>O estudo também aponta a naturalização da violência como um dos fatores que dificultam a punição dos responsáveis. Em casos analisados no Pará e no Maranhão, trabalhadores viviam em alojamentos precários, sem saneamento básico ou acesso adequado à água potável, mas os réus foram absolvidos sob o argumento de que as condições refletiam a “rusticidade do trabalho rural”.</p>
<p>Para Haddad, muitas vítimas sequer se reconhecem como escravizadas. “É raro alguém bater à nossa porta dizendo ‘sou escravo, me ajudem’. Na maioria das vezes, essas pessoas não se enxergam nessa condição”, relata.</p>
<h3>Trabalho escravo contemporâneo</h3>
<p>A legislação brasileira define como trabalho análogo à escravidão situações que envolvem trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes ou servidão por dívida. A vigilância ostensiva e a restrição indireta da liberdade também configuram o crime.</p>
<p>Segundo a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), jornadas exaustivas e condições degradantes violam diretamente a dignidade humana, afetando a saúde física e mental do trabalhador e anulando sua autonomia.</p>
<h3>Como denunciar</h3>
<p>As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, do governo federal. Outra opção é o aplicativo Laudelina, desenvolvido pela organização Themis em parceria com a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), que permite o envio de informações mesmo com acesso limitado à internet.</p>
<p>O levantamento da UFMG foi financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e contou com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), reforçando o alerta sobre a persistência da lógica escravista no Brasil contemporâneo.</p>
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		<title>OIT: lucros anuais do trabalho forçado chegam a US$ 236 bilhões ao ano</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/oit-lucros-anuais-do-trabalho-forcado-chegam-a-us-236-bilhoes-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 19:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lucro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[relatório anual]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho Forçado]]></category>
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					<description><![CDATA[O trabalho forçado em todo o mundo gera lucros ilegais médios de US$ 236 bilhões por ano na economia privada, de acordo com o relatório Lucros e pobreza: aspectos econômicos do trabalho forçado, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), nessa quarta-feira (20). A cifra apresentada indica um aumento de 37% (US$ 64 bilhões) dos lucros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O trabalho forçado em todo o mundo gera lucros ilegais médios de US$ 236 bilhões por ano na economia privada, de acordo com o relatório <em>Lucros e pobreza: aspectos econômicos do trabalho forçado</em>, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), nessa quarta-feira (20).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A cifra apresentada indica um aumento de 37% (US$ 64 bilhões) dos lucros ilegais vindos do trabalho forçado, quando comparado ao resultado de dez anos atrás, em 2014. A OIT justifica que o resultado é fruto tanto do crescimento do número de pessoas forçadas a trabalhar, como da elevação dos lucros gerados pela exploração das vítimas.</p>
<p>De acordo com a entidade, o trabalho forçado ou compulsório se refere a situações em que as pessoas são coagidas a trabalhar por meio do uso de violência, intimidação, sanção ou por meios como a servidão por dívidas, a retenção de documentos de identidade ou ameaças de denúncia às autoridades de imigração sobre a existência de migrantes ilegais. No Brasil, a situação é descrita como trabalho análogo à escravidão.</p>
<p>O estudo sugere que, frequentemente, as vítimas de trabalho forçado são recrutadas ilegalmente. Em geral, o trabalhador não se oferece espontaneamente para aquela atividade compulsória.</p>
<p>Além disso, a OIT define como lucros ilegais os salários que, por direito, pertencem aos trabalhadores, mas que ficam nas mãos dos exploradores desta mão de obra, a partir de coação.</p>
<h2>Detalhamento</h2>
<p>O relatório da OIT estima que os traficantes de pessoas e criminosos geram cerca de US$ 10 mil por vítima do trabalho forçado. Há uma década este lucro alcançava US$ 8,2 mil por vítima (valor corrigido pela inflação).</p>
<p>O levantamento identifica a Europa e a Ásia Central como as regiões com os maiores lucros ilegais (US$ 84 bilhões), seguidas pela Ásia e Pacífico (US$ 62 bilhões), pelas Américas (US$ 52 bilhões), por África (US$ 20 bilhões) e pelos países dos Estados Árabes (US$ 18 bilhões).</p>
<p>No entanto, quando considerados os lucros ilegais anuais pela exploração laboral por vítima, o valor mais elevado é o da Europa e Ásia Central, seguido pelos Estados Árabes, Américas, África, Ásia e Pacífico.</p>
<p>Entre as modalidades de trabalho ilegal mais praticadas, a exploração sexual comercial forçada é a mais lucrativa e representa mais de dois terços (73%) do total dos lucros ilegais. A modalidade corresponde a 27% do número total de vítimas de trabalho forçado. A explicação para isso é de que o lucro médio por vítima da exploração sexual comercial forçada (US$ 27,25 mil) é bem superior ao lucro obtido por outras formas de exploração do trabalho (US$ 3,68 mil).</p>
<p>Depois da exploração sexual, os demais trabalhos forçados com os maiores lucros anuais ilegais são:</p>
<ul>
<li>Indústria (US$ 35 bilhões), incluindo mineração e pedreiras, construção e manufatura;</li>
<li>serviços (US$ 20,8 bilhões): atacado e comércio, alojamento, alimentação, arte e entretenimento, serviços pessoais, administrativos e de apoio, educação, serviços sociais, de saúde, transporte e armazenamento;</li>
<li>campo (US$ 5,0 bilhões): agricultura, pecuária, silvicultura, caça e pesca;</li>
<li>trabalho doméstico (US$ 2,6 bilhões).</li>
</ul>
<p>Em 2021, havia em todo o planeta 27,6 milhões de indivíduos em situação de trabalho forçado, o que corresponde a 3,5 pessoas para cada mil pessoas no mundo. Entre 2016 e 2021, o número de pessoas em trabalho forçado aumentou em 2,7 milhões.</p>
<h2>Recomendações</h2>
<p>O relatório recomenda a aplicação de leis para travar os fluxos de lucros ilegais; a responsabilização dos autores dos crimes; a formação dos responsáveis pela aplicação da lei, reforço dos quadros jurídicos, alinhamento com as normas jurídicas internacionais; expansão da inspeção do trabalho em setores de alto risco; melhor coordenação entre a aplicação do direito do trabalho e do direito penal.</p>
<p>Como medidas adicionais à aplicação da lei, o relatório da OIT sugere que se dê prioridade a abordagens mais profundas sobre as causas do problema e sobre a proteção das vítimas do trabalho forçado.</p>
<p>Em nota à imprensa, o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo, afirmou que o trabalho forçado perpetua os ciclos de pobreza e a exploração e atinge a dignidade humana.</p>
<p>“A comunidade internacional deve se unir, urgentemente, para tomar medidas para acabar com esta injustiça, salvaguardar os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e defender os princípios de justiça e igualdade para todas as pessoas”, pontua o diretor-geral da OIT.</p>
<p>Para melhor orientar as ações dos países, a OIT aprovou a Convenção n° 29 do trabalho forçado ou obrigatório, durante a 14ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho, ocorrida em Genebra, em 1930. A Recomendação n° 203 da OIT também trata do assunto.</p>
<h2>Brasil</h2>
<p>No Brasil, durante o ano de 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 3.190 trabalhadores em situação de trabalho análogo à escravidão, maior número de resgates dos últimos 14 anos.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Os resgates foram resultado de fiscalizações de 598 estabelecimentos urbanos e rurais em diversas partes do país. As ações dos fiscais possibilitaram o pagamento de R$ 12,87 milhões em verbas salariais e rescisórias aos resgatados, como forma de responsabilizar as empresas que se beneficiam de trabalho escravo.</p>
<p>Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e sigilosa no <a href="https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Ipê</a>, coordenado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com a OIT.</p>
<p>As situações que, em conjunto ou isoladamente, podem ser caracterizadas como de trabalho análogo à escravidão e, portanto, devem ser denunciadas são as seguintes:</p>
<ul>
<li>Submissão de trabalhador a trabalhos forçados;</li>
<li>submissão de trabalhador a jornada exaustiva;</li>
<li>sujeição do trabalhador a condições degradantes de trabalho;</li>
<li>restrição da locomoção do trabalhador ou retenção dele no local de trabalho, seja por coação, imposição de dívida, cerceamento do uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, vigilância ostensiva no local de trabalho por parte do empregador ou de um preposto, posse de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.</li>
</ul>
<p>O ministério também mantém atualizada a <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/areas-de-atuacao/cadastro_de_empregadores.pdf" target="_blank" rel="noopener">Lista Suja do Trabalho Escravo</a>, com o cadastro de empregadores que submeteram pessoas a condições ilegais de trabalho.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>CNDH apura violações na Cracolândia e trabalho escravo em SP</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cndh-apura-violacoes-na-cracolandia-e-trabalho-escravo-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Aug 2023 22:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNDH]]></category>
		<category><![CDATA[Cracolandia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoa em situação de rua]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), André Carneiro, informou nesta segunda-feira (28) que dois grupos de representantes do órgão estão em São Paulo, esta semana. Um tem como função apurar casos de trabalho análogo à escravidão em contexto urbano e o outro para acompanhar a população em situação de rua, em especial [&#8230;]]]></description>
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<div class="post-item-wrap">
<p>O presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), André Carneiro, informou nesta segunda-feira (28) que dois grupos de representantes do órgão estão em São Paulo, esta semana. Um tem como função apurar casos de trabalho análogo à escravidão em contexto urbano e o outro para acompanhar a população em situação de rua, em especial da área conhecida como Cracolândia, no centro da capital.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em entrevista, Carneiro explicou que, no âmbito do combate ao trabalho análogo à escravidão, nesta segunda-feira a agenda foi de reunião com o Ministério Público do Trabalho e auditores fiscais do trabalho. O que deve pedir resposta do poder público, disse, deve ser a exploração de trabalhadores em confecção de roupas, principalmente.</p>
<p>&#8220;Não temos ainda um relatório, que será feito depois da audiência&#8221;, acrescentou, referindo-se à audiência que ocorrerá na Assembleia Legislativa de São Paulo, na próxima sexta-feira (1º).</p>
<p>Carneiro destacou que as equipes vieram de Brasília para olhar mais de perto as duas situações após receber denúncias, como acontece normalmente, em relação ao ponto de partida do trabalho do CNDH. &#8220;A gente está indo a São Paulo justamente para ouvir o movimento e as pessoas e entender o que está acontecendo, quais foram as mudanças, se estão compatíveis com o cenário internacional&#8221;, explicou, em relação ao rumo das políticas públicas voltadas à população em situação de rua, que preocupam o movimento social de defesa desse grupo.</p>
<p>Procurada, a Prefeitura de São Paulo não respondeu.</p>
</div>
</div>
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		<title>É um desafio para produzir trabalho decente no Brasil, afirmam especialistas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/e-um-desafio-para-produzir-trabalho-decente-no-brasil-afirmam-especialistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 14:50:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncias]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas afirmam que produzir trabalho decente no Brasil é uma tarefa desafiadora, mas fundamental para enfrentar o problema do trabalho análogo ao escravo. Essa avaliação foi feita em meio às repercussões do crescente número de casos de resgate de trabalhadores em condições degradantes nos últimos meses. Para Tiago Muniz Cavalcanti, procurador do Ministério Público do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas afirmam que produzir trabalho decente no Brasil é uma tarefa desafiadora, mas fundamental para enfrentar o problema do trabalho análogo ao escravo. Essa avaliação foi feita em meio às repercussões do crescente número de casos de resgate de trabalhadores em condições degradantes nos últimos meses.</p>
<p>Para Tiago Muniz Cavalcanti, procurador do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) e coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo, o combate a essa situação deve ser abordado em duas frentes: a repressiva e a preventiva.</p>
<p><em>“Quando falamos em prevenção, existem duas formas, a prevenção primária é quando o crime ainda não ocorreu. A secundária é quando o crime já ocorreu e precisamos acolher essa vítima, reverter os fatores de vulnerabilidade e reincluí-la no trabalho digno, para que não volte a ser novamente vítima do trabalho escravo. A vertente preventiva, tanto primária quanto secundária, é o nosso grande gargalo”,</em> explicou.</p>
<p>Segundo ele, é dever do Estado implementar políticas públicas de acesso a direitos sociais, sobretudo trabalho decente, nas comunidades das vítimas em potencial. <em>“O que fazemos diariamente, eu digo Estado, Ministério Público e sociedade civil que combate trabalho escravo, é tentar reverter todos os fatores de vulnerabilidade da população, para que tenhamos o mínimo de exploração. Ou seja, para que a exploração não seja aviltante a ponto de termos que resgatar aqueles trabalhadores de situações que chamamos atualmente de análogas à escrava porque a escravidão já não existe”</em>, disse Cavalcanti.</p>
<p>Na mesma linha, a diretora executiva do Instituto do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (InPacto), Marina Ferro, avalia que o período da pandemia de covid-19 levou ao aumento do desemprego e a oportunidades mais precarizadas de trabalho. <em>“Combater o trabalho escravo é também produzir oportunidade e reduzir a desigualdade. Quanto mais você tem desigualdade social, mais fácil vai ficar de precarizar as situações, quanto mais você tira as pessoas da pobreza, da fome e gera oportunidades dignas, menos isso acontece”.</em></p>
<p>Para ela, a herança escravocrata no Brasil ainda é muito forte, pois com a abolição da escravidão não houve a inserção social de quem vivia nessa condição. “Por isso, continuamos um país muito desigual, que reproduz muita vulnerabilidade e que não trata o ser humano com dignidade, como um par”, afirmou.</p>
<p>As terceirizações, segundo Marina, também são fatores importantes para a precarização do trabalho. “<em>É fator muito sensível para as empresas se anteciparem, prestar atenção e fazer a devida diligência na sua cadeia. Elas precisam olhar a cadeia produtiva, contratos com terceiros e não se eximir dessa responsabilidade. Então, acho que há um papel do Estado no combate ao trabalho escravo e um papel das empresas, que podem antecipar essa questão e evitar que isso aconteça”.</em></p>
<p>A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada ou submetida a jornadas exaustivas, ou ainda desenvolvida sob condições degradantes ou com restrição da locomoção do trabalhador. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão.</p>
<p>Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o trabalhador tem seu deslocamento restrito pelo empregador, sob alegação de que deve liquidar determinada quantia de dinheiro.</p>
<p>O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Bob Machado, alertou que, ao longo dos últimos anos, houve redução de orçamento e “redução drástica” do número de auditores fiscais do trabalho. Hoje, o país tem o menor número de auditores fiscais dos últimos 33 anos e cerca de 45% dos cargos estão vagos.</p>
<p><em>“Isso tem impacto direto no combate ao trabalho escravo, ao trabalho infantil, na inserção de aprendizes no mercado de trabalho, na inserção de pessoas com deficiência, no combate a fraudes trabalhistas, que visam majoritariamente reduzir a remuneração de trabalhadores, e também a busca por ambiente de trabalho mais seguro, visando à redução de acidentes”</em>, disse Machado. Ele destacou outras atribuições dos auditores que visam à criação de trabalho decente.</p>
<p>Na última semana, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que pretende promover concurso para recompor o quadro de fiscais do trabalho.</p>
<h2>Aumento de casos</h2>
<p>O início de 2023 trouxe novamente à tona casos de trabalhadores em situações análogas à de escravidão. No Rio Grande do Sul, 207 trabalhadores enfrentavam condições de trabalho degradantes nas terras das vinícolas Aurora, Garibaldi e Salton, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. As empresas assinaram termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e se comprometeram a pagar R$ 7 milhões em indenizações.</p>
<figure id="attachment_58643" aria-describedby="caption-attachment-58643" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-no-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-58643" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-no-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C494&#038;ssl=1" alt="Trabalho Escravo No Brasil - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="494" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-no-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-no-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-no-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C491&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58643" class="wp-caption-text">Trabalho escravo no Brasil &#8211; Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Em Goiás e Minas Gerais, um grupo de 212 trabalhadores que prestava serviço a usinas de álcool e produtores de cana de açúcar foi resgatado, durante operação do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo. Na última sexta-feira (24), mais pessoas foram resgatadas, dessa vez no festival de música Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Em todos esses casos, os trabalhadores eram contratados por uma empresa de prestação de serviços terceirizados que intermediava a mão de obra.</p>
<p>Desde 1995, as fiscalizações e os resgates de trabalhadores são feitos pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, coordenado por auditores fiscais do Trabalho, em parceria com o MPT, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, entre outras instituições.</p>
<p>Os resgates vêm aumentando nos últimos anos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até o início de março as autoridades resgataram 523 vítimas de trabalho análogo ao escravo. Em 2022, conforme o <a href="https://sit.trabalho.gov.br/radar/" target="_blank" rel="noopener">Painel de Informações</a> e Estatísticas da Inspeção do Trabalho, 2.575 trabalhadores foram encontrados em situação de escravidão contemporânea, um terço a mais que em 2021.</p>
<p>O MPT e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) também desenvolveram o <a href="https://smartlabbr.org/" target="_blank" rel="noopener">Observatório de Erradicação </a>do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, com dados e informações sobre políticas de trabalho.</p>
<p>O procurador Tiago Cavalcanti destacou que, de acordo com a organização internacional Walk Free Foundation, em 2014 o Brasil tinha cerca de 150 mil pessoas escravizadas. “Os números mais recentes mostram que a gente tem 370 mil, ou seja, mais do que duplicou o número de pessoas escravas, pessoas que estão, na verdade, aguardando resgate”, disse ele, explicando que a média de resgates é de pouco mais de 2 mil trabalhadores por ano.</p>
<h2>Precarização do trabalho</h2>
<p>Para Cavalcanti, no mundo capitalista sempre existirá escravidão.<em> “A escravidão, na sua accepção mais pura e fiel, que é a exploração aviltante do ser humano, ou seja, o uso e o descarte de seres humanos, é inerente à nossa sociedade”</em>, afirmou, acrescentando que a solução para o problema passa por uma mudança cultural.</p>
<p>Adicionalmente, segundo ele, a agenda de políticas públicas dos governos que se sucederam após o <em>impeachment</em> da ex-presidente Dilma Rousseff não favoreceram a população de baixa renda e aumentaram o nível de miserabilidade da população. Por isso, o número de pessoas que se submetem a qualquer trabalho aumentou vertiginosamente.</p>
<p><em>“Eu poderia citar inúmeros exemplos. Tivemos um estancamento da política de reforma agrária, um aumento da desigualdade social, o aumento das relações autoritárias de poder, ou seja, o coronelismo voltou com força muito maior. Tivemos uma precarização dos níveis de proteção social, ou seja, a legislação trabalhista foi flexibilizada, desregulamentada, a proteção social, da Previdência Social, ela foi flexibilizada. Tivemos o fenômeno da uberização (uso de aplicativos) das relações de trabalho de forma muito intensa, de certo modo fomentado, incentivado pelos últimos governos”</em>, disse o procurador.</p>
<p>Para o secretário de Inspeção do Trabalho do MTE, Luiz Felipe Brandão de Mello, a narrativa do governo anterior, que defendia que “o importante é o trabalho e não só os direitos”, intensificou a precarização do emprego no Brasil. <em>“Então, uma série de fatores juntos que levam a esse quadro. É inacreditável que em pleno 2023 estejamos discutindo o trabalho escravo no Brasil. Isso não é trabalho de uma instituição, mas preocupação que deve ser de toda a sociedade e ter grande mobilização”</em>, destacou.</p>
<p>O presidente do Sinait, Bob Machado, concorda que, associada à cultura da escravatura, a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita promovida pelos últimos governos reduziram as condições de trabalho decente. “Nós vivemos um período muito grande de contraposição entre o trabalho e os direitos, o que é direito, o que é emprego. E nesse sentido alguns interpretaram de maneira extrema, reduzindo os trabalhadores à condição análoga de escravos”, observou.</p>
<h2>Cadeia produtiva</h2>
<p>Segundo Marina Ferro, do InPacto, o setor produtivo precisa de práticas políticas para a prevenção de trabalho escravo nas cadeiras, dedicar recursos e esforços constantes na identificação de riscos. <em>“As empresas precisam se comprometer com a causa e criar procedimentos, ter estrutura interna, ter gestão de riscos sobre aqueles possíveis e até os potenciais que possa vir a ter numa cadeira produtiva.A partir desse mapeamento de riscos inerente a cada setor, você consegue então dedicar esforços, ações para evitar que eles aconteçam”</em>, disse.</p>
<p>O Instituto do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (InPacto) é apoiado por grandes empresas do país e é uma das respostas institucionais do setor privado do Brasil ao problema. Ele atua na busca de soluções para as cadeias produtivas globais, na prevenção ao trabalho escravo, envolvendo diversos atores e organizações sociais.</p>
<p>Uma das ferramentas criadas pelo instituto é o <a href="https://indicedevulnerabilidade.org.br/#mapa" target="_blank" rel="noopener">Índice de Vulnerabilidade InPacto</a>, que permite estabelecer uma escala de risco de trabalho escravo no país, para que as empresas se antecipem na promoção do trabalho decente em seus locais de produção.</p>
<p><em>“Está ficando cada vez mais claro também, não só pela nossa legislação, mas também para quem exporta, por exemplo, para a União Europeia, há uma legislação de fora que está cada vez mais colocando a questão da devida diligência como algo essencial para os setores produtivos. Então, cada vez mais, as empresas vão ser cobradas pela responsabilidade de fiscalizar toda a sua cadeia, então não vai ter como dizer ‘contratei de um terceiro, não tenho responsabilidade&#8217;. O ‘eu não sabia’ não vai mais rolar, a empresa do futuro precisa se precaver”</em>, afirmou Marina.</p>
<p>O agronegócio é o setor econômico mais frequentemente envolvido em casos de trabalho análogo ao escravo. De 1995 a 2022, das 57.772 pessoas resgatadas dessa situação, 29% atuavam na criação de bovinos, 14% no cultivo de cana-de-açúcar e 7% na produção florestal.</p>
<p>Para a especialista, a transformação do agro no Brasil está atrelada à sua produtividade. <em>“Há setores que já de</em></p>
<figure id="attachment_58644" aria-describedby="caption-attachment-58644" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58644" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C501&#038;ssl=1" alt="Trabalho Escravo - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Trabalho-escravo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C498&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58644" class="wp-caption-text">Trabalho escravo &#8211; Ministério Público do Trabalho &#8211; Divulgação</figcaption></figure>
<p><em>monstram uma mudança, tanto no sentido de trazer a renda para o produtor, mas também de dar boas condições de trabalho. Então, acho que que é preciso uma transformação cultural, principalmente na forma de pensar essa produção, mas também de oferecer condições. Com essa legislação cada vez mais forte, tanto nacional quanto internacional, a questão reputacional, se as empresas não começarem a se antecipar e se adequar, lá na frente a conta chega”.</em></p>
<p>O procurador do Trabalho, Tiago Cavalcanti, explica que nem todos os beneficiários do trabalho escravo podem ter o dolo (a má-fé) de escravizar, mas a culpa eles têm. <em>“É muito fácil saber que as condições de execução do trabalho são precárias na medida em que o pagamento é muito baixo, à medida que você não tem uma fiscalização correta. As empresas que estão na ponta da cadeia, ou seja, empresas poderosas economicamente, a partir do momento em que elas subcontratam e fecham os olhos, passam a ser responsáveis por aquilo que ocorre na sua cadeia produtiva, principalmente quando a produção ocorre na sua propriedade”</em>, disse, citando como exemplo o caso das vinícolas no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Cavalcanti chama de “cegueira deliberada” essa atitude dos setores produtivos. “A identificação é óbvia. Ou seja, é uma cegueira proposital, ela [a empresa] fecha os olhos, finge que não conhece aquela realidade, quando na verdade ela tem todos os elementos para saber que aquilo existe de fato”, explicou.</p>
<h2>Instrumentos de repressão</h2>
<p>Na vertente da repressão, do combate ao trabalho escravo, o procurador avalia que o Brasil, “até certo ponto”, é modelo em âmbito internacional. <em>“Temos alguns instrumentos importantes, como o Grupo Móvel que deflagra a força tarefa de combate ao trabalho escravo, a lista suja, existem órgãos que lidam de forma boa em relação à repressão, do ponto de vista administrativo, trabalhista e criminal”</em>. Ele lembrou que, recentemente, a Justiça reconheceu a <a href="https://www.mpf.mp.br/regiao1/sala-de-imprensa/noticias-r1/caso-jose-pereira-trf1-acolhe-recurso-do-mpf-e-reconhece-a-imprescritibilidade-de-crimes-contra-a-humanidade" target="_blank" rel="noopener">imprescritibilidade</a> do crime trabalho escravo.</p>
<p>Cavalcanti confia que, com o novo governo, “teoricamente mais compromissado com a política de direitos humanos”, esses instrumentos sejam preservados. O procurador contou que a estrutura de combate a esse crime esteve ameaçada, mas conseguiu resistir durante o período pós-<em>impeachment</em> graças à mobilização dos órgãos públicos fiscalizadores e da sociedade civil organizada.</p>
<p>Segundo o procurador, a última grande medida de combate ao trabalho escravo é do governo Dilma, a emenda constitucional que alterou o Artigo 243 da Constituição Federal para prever a expropriação de terra daqueles que escravizam. “É importante ressaltar que não veio o governo do nada e criou esses instrumentos. Temos esses instrumentos porque o Brasil foi demandado em âmbito internacional para que fizesse alguma coisa em face do trabalho escravo”, destacou.</p>
<p>A lista suja do trabalho escravo é o <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/areas-de-atuacao/cadastro_de_empregadores.pdf" target="_blank" rel="noopener">cadastro de empresas</a> autuadas pelo Ministério do Trabalho por submeter seus empregados a condições análogas à escravidão. A inclusão do nome do infrator na lista só ocorre após decisão administrativa final. Ela é publicada a cada seis meses e a última foi em outubro do ano passado.</p>
<p>Segundo Marina Ferro, um dos compromissos dentro do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo é que as empresas usem a lista suja para não fazer acordos comerciais com empresas que estejam lá. “Então, a lista suja se tornou um super instrumento para que as empresas conhecessem quem estivesse utilizando mão de obra análoga à escrava e impusessem restrições comerciais a essas pessoas jurídicas. É ferramenta de demonstração. Nenhuma empresa quer estar lá, porque além de ter a consequência monetária, também tem a reputacional. Depois é complicado para as empresas reconstruir”, explicou.</p>
<p>Segundo o secretário de Inspeção do Trabalho do MTE, Luiz Felipe Brandão de Mello, o objetivo do governo é fortalecer a fiscalização para identificar e coibir a exploração criminosa da mão de obra no país. <em>“Temos que fazer uma avaliação, na verdade, para ver realmente o que está acontecendo para essa explosão do número de casos. Em cima disso, teremos que fazer análise para ver haverá redirecionamento das ações. Diferentemente do que já foi, no passado, que era muito concentrado numa determinada região do país, agora está ocorrendo em todas as áreas, então temos que ver como atuar”</em>.</p>
<p>Na última semana, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também defendeu a revisão de normas de terceirização trabalhista.</p>
<p>Para o presidente do Sinait, Bob Machado, a revisão da reforma trabalhista e da política de terceirização precisa ser feita no âmbito do Congresso Nacional, de maneira ampla, em debate com as entidades da sociedade civil. <em>“Para que possa, a partir daí, resultar em alterações na legislação que visem prioritariamente proteger os trabalhadores, garantir trabalho digno para todos”</em>, destacou.</p>
<h2>Canais de denúncias</h2>
<figure id="attachment_58642" aria-describedby="caption-attachment-58642" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Operacao-resgata-tres-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidaono-Sitio-Serra-Verde-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58642" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Operacao-resgata-tres-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidaono-Sitio-Serra-Verde-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C526&#038;ssl=1" alt="Operação Resgata Três Trabalhadores Em Condições Análogas à Escravidãono Sítio Serra Verde - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="526" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Operacao-resgata-tres-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidaono-Sitio-Serra-Verde-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Operacao-resgata-tres-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidaono-Sitio-Serra-Verde-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/27-Operacao-resgata-tres-trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidaono-Sitio-Serra-Verde-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C523&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58642" class="wp-caption-text">Bom Jardim de MInas (MG) 05.03.2023 &#8211; Operação resgata três trabalhadores em condições análogas à escravidãono Sítio Serra Verde, em Bom Jardim de Minas (MG). Foto: Minstério do Trabalho/Divulgação &#8211; Ministério do Trabalho/Divulgação</figcaption></figure>
<p>As denúncias de trabalho análogo ao escravo podem ser feitas pela população, de forma anônima, por meio de canais como o Disque 100, o <a href="https://mpt.mp.br/pgt/servicos/servico-denuncie" target="_blank" rel="noopener"><em>site</em> do Ministério Público do Trabalho </a>(MPT) e o <a href="https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Ipê</a>, da Auditoria Fiscal do Trabalho.</p>
<p>O procurador do Trabalho, Tiago Cavalcanti, alerta que as denúncias precisam ser fortes e com o máximo de informações possíveis, que levem ao resgate de trabalhadores. Segundo ele, as diligências envolvem diversos órgãos e têm um custo para o Estado.</p>
<p><em>“Às vezes, as denúncias que chegam são frágeis, ou seja, não têm a localização exata, a identificação do empregador, não diz quais são os fatos que ensejam trabalho escravo, ou seja, o trabalhador tá sem comida, tá dormindo no curral com a vaca, enfim, os fatos que caracterizam o trabalho escravo contemporâneo”, exemplificou. “Então, só fazemos esse tipo de diligência quando a denúncia, de fato, é mais sólida, no sentido de que acreditamos que vai resgatar trabalhadores”</em>, explicou.</p>
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		<title>PF resgata paraguaios em condições de trabalho forçado e escravidão no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 20:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarros]]></category>
		<category><![CDATA[Duque de Caxias]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Baixada Fluminense, no município de Duque de Caxias, 19 paraguaios foram libertados pela Polícia Federal nesta segunda-feira (20) de uma fábrica de cigarros clandestina onde trabalhavam em condições análogas à escravidão. Chegando ao Brasil vendados, os trabalhadores não sabiam sequer em que cidade estavam. A operação Libertatis teve como objetivo reprimir uma organização criminosa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Baixada Fluminense, no município de Duque de Caxias, 19 paraguaios foram libertados pela Polícia Federal nesta segunda-feira (20) de uma fábrica de cigarros clandestina onde trabalhavam em condições análogas à escravidão. Chegando ao Brasil vendados, os trabalhadores não sabiam sequer em que cidade estavam.</p>
<p>A operação Libertatis teve como objetivo reprimir uma organização criminosa especializada em tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, fraude no comércio, sonegação por falta de fornecimento de nota fiscal e delitos contra as relações de consumo.</p>
<p>A fábrica possuía uma grande capacidade de produção e era responsável pela distribuição de cigarros em todo o estado do Rio de Janeiro. Os cigarros eram vendidos clandestinamente a preços muito abaixo do mercado nacional, sendo comercializados por ambulantes ao preço de R$ 4 o maço.</p>
<figure id="attachment_58426" aria-describedby="caption-attachment-58426" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20-PF-resgata-paraguaios-em-condicoes-de-trabalho-forcado-e-escravidao-no-Brasil-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58426" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20-PF-resgata-paraguaios-em-condicoes-de-trabalho-forcado-e-escravidao-no-Brasil-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?resize=463%2C262&#038;ssl=1" alt="PF Resgata Paraguaios Em Condições De Trabalho Forçado e Escravidão No Brasil - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="262" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20-PF-resgata-paraguaios-em-condicoes-de-trabalho-forcado-e-escravidao-no-Brasil-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20-PF-resgata-paraguaios-em-condicoes-de-trabalho-forcado-e-escravidao-no-Brasil-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpeg?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58426" class="wp-caption-text">PF deflagra Operação Libertatis e resgata 19 estrangeiros em condições análoga à escravidão. Foto: Polícia Federal/RJ &#8211; Polícia Federal/RJ</figcaption></figure>
<p>Os paraguaios estavam alojados na própria fábrica, trabalhando em jornadas excessivas de 12 horas por dia, sete dias por semana, em dois turnos, inclusive de madrugada, sem descanso semanal. Além disso, os trabalhadores viviam em um ambiente sem as mínimas condições de higiene, convivendo com animais, esgoto a céu aberto e com os próprios resíduos da produção dos cigarros. Eles não recebiam nenhuma remuneração pelos serviços prestados, tinham a liberdade de locomoção restrita e ainda eram forçados a trabalhar sem equipamentos de proteção.</p>
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		<title>Operação da PF cumpre sete mandados de busca e apreensão relacionados a trabalho escravo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 17:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Descaro]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Federal realiza a Operação Descaro para coletar novos elementos de prova relacionados à investigação que resgatou 207 vítimas submetidas à condição análoga a de escravo na Serra Gaúcha. Nesta sexta-feira (17), os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão, sendo seis em Bento Gonçalves e um em Garibaldi. Até o momento, foram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal realiza a Operação Descaro para coletar novos elementos de prova relacionados à investigação que resgatou 207 vítimas submetidas à condição análoga a de escravo na Serra Gaúcha. Nesta sexta-feira (17), os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão, sendo seis em Bento Gonçalves e um em Garibaldi.</p>
<p>Até o momento, foram identificadas seis pessoas envolvidas, que possivelmente fazem parte de uma organização criminosa voltada à prática do crime de submissão ao trabalho escravo.</p>
<h2>Histórico</h2>
<p>De acordo com as investigações, foi descoberto que os trabalhadores eram aliciados em outros estados, sobretudo na Bahia, por meio de uma empresa que prestava serviços de apoio administrativo. As vítimas resgatadas relataram que estavam há meses sem receber salários, sendo forçadas a contrair dívidas com juros abusivos, além de terem sua liberdade de locomoção restringida e serem vítimas de agressões físicas.</p>
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		<title>MPT abre investigação contra vereador por apologia ao trabalho escravo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 23:54:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Xenofobia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) abriu uma investigação contra o vereador Sandro Fantinel (Patriota) por ter feito declarações xenófobas contra trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão em vinícolas de Bento Gonçalves e também por apologia ao trabalho escravo. Em discurso na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) abriu uma investigação contra o vereador Sandro Fantinel (Patriota) por ter feito declarações xenófobas contra trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão em vinícolas de Bento Gonçalves e também por apologia ao trabalho escravo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em discurso na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, no dia 28 de fevereiro, Fantinel disse que empresários do setor de uva e vinho não deveriam contratar mais &#8220;aquela gente lá de cima&#8221;, em referência aos trabalhadores da Bahia que foram resgatados nas vinícolas.  O vereador defendeu ainda a contratação de argentinos que, segundo ele, seriam limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a casa limpa e no dia de ir embora ainda agradecem o patrão. Fantinel completou dizendo que a única cultura que os baianos têm é viver na praia tocando tambor e, que por isso, seria normal que fosse ter esse tipo de problema.</p>
<p>Para o procurador do Trabalho e vice-coordenador nacional de erradicação do Trabalho Escravo no MPT, Italvar Medina, as falas do vereador “minimiza, indevidamente, a extrema gravidade da escravidão contemporânea, busca culpabilizar as próprias vítimas pelos ilícitos sofridos, tem conteúdo preconceituoso e, para piorar, estimula a discriminação nas relações de trabalho, em ofensa à Constituição da República, à legislação e a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil&#8221;.</p>
<h2>Entenda o caso</h2>
<p>Na noite de 22 de fevereiro, uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 207 trabalhadores que enfrentavam condições de trabalho degradantes na colheita de uva em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.</p>
<p>O resgate ocorreu depois que três trabalhadores fugiram do local, contactaram a PRF, em Caxias do Sul, e fizeram a denúncia. Os trabalhadores, que foram atraídos pela promessa de salário de R$ 3 mil, relataram enfrentar atrasos nos pagamentos dos salários, violência física, longas jornadas de trabalho e oferta de alimentos estragados. Eles relataram ainda que, desde que chegaram, no início do mês, eram coagidos a permanecer no local sob pena de pagar multa por quebra do contrato de trabalho.</p>
<p>Na ação, a PF prendeu um empresário baiano responsável pela empresa responsável por contratar os trabalhadores.</p>
<p>Em nota, as vinícolas, que utilizavam a mão de obra, disseram que desconheciam as irregularidades praticadas contra os trabalhadores recrutados pela terceirizada Oliveira &amp; Santana, prestadora de serviços.</p>
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		<title>2.575 pessoas libertadas de trabalho escravo em 2022</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/2-575-pessoas-libertadas-de-trabalho-escravo-em-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 15:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Especial de Fiscalização Móvel]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho e Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Ipê]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>
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					<description><![CDATA[No ano passado, 2.575 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo, um terço a mais que em 2021. Do total de resgates em 2022, 35 eram crianças e adolescentes. Os dados são da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, foram realizadas 462 fiscalizações que resultaram em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado, 2.575 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo, um terço a mais que em 2021. Do total de resgates em 2022, 35 eram crianças e adolescentes. Os dados são da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>Ao todo, foram realizadas 462 fiscalizações que resultaram em mais de R$ 8 milhões em verbas salariais e rescisórias. Como algumas ações ainda estão em andamento, esse valor pode ser corrigido.</p>
<p>O Grupo Especial de Fiscalização Móvel realizou um terço das ações e encontrou práticas de trabalho análogo ao de escravo em 17 estados. Entre os 20 estados fiscalizados, apenas Alagoas, Amazonas e Amapá não registraram casos de escravidão contemporânea.</p>
<p>Minas Gerais foi o estado com mais ações, tendo mais de mil trabalhadores resgatados. A maior delas ocorreu no município Varjão de Minas, onde 273 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes na atividade de corte de cana-de-açúcar.</p>
<p>Dados do seguro-desemprego mostram que nove em cada dez vítimas eram homens, quase um terço tinha entre 30 e 39 anos, e mais da metade eram nordestinos. Cerca de 80% do total de resgatados eram negros ou pardos.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 148 vítimas eram migrantes de outros países, sendo dois terços do Paraguai. Ao todo, o número de estrangeiros resgatados dobrou em relação a 2021.</p>
<p>Entre as principais atividades econômicas fiscalizadas usando mão de obra análoga à de escravo, estão: cultivo de cana-de-açúcar; produção de carvão vegetal; cultivo de alho, café, maçã e soja; extração de pedras e madeira; criação de bovinos; construção civil; em restaurantes e confecção de roupas.</p>
<p>De acordo com dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, 2.575 trabalhadores foram libertados de condições análogas à escravidão em 2022, um terço a mais do que em 2021. Deste total, 35 eram crianças e adolescentes. As 462 fiscalizações realizadas resultaram em mais de R$ 8 milhões em verbas salariais e rescisórias, valor este que pode ser corrigido devido às ações ainda em andamento.</p>
<p>O Grupo Especial de Fiscalização Móvel realizou um terço das ações e encontrou práticas de trabalho escravo em 17 estados. Entre os 20 estados fiscalizados, apenas Alagoas, Amazonas e Amapá não registraram casos de escravidão contemporânea. Minas Gerais foi o estado com mais ações, tendo mais de mil trabalhadores resgatados, sendo a maior delas ocorrida no município de Varjão de Minas, onde 273 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes na atividade de corte de cana-de-açúcar.</p>
<p>Dados do seguro-desemprego mostram que nove em cada dez vítimas eram homens, quase um terço tinha entre 30 e 39 anos, e mais da metade eram nordestinos. Cerca de 80% do total de resgatados eram negros ou pardos. Entre as vítimas, 148 eram migrantes de outros países, sendo dois terços do Paraguai, o que representa um aumento em relação a 2021.</p>
<p>As principais atividades econômicas fiscalizadas e que utilizavam mão de obra análoga à escrava incluem: cultivo de cana-de-açúcar, produção de carvão vegetal, cultivo de alho, café, maçã e soja, extração de pedras e madeira, criação de bovinos, construção civil, restaurantes e confecção de roupas.</p>
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